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11 de nov. de 2010

Escola Jovem LGBT combate ou alimenta o preconceito?

No dia 09/11/2010 vi uma manchete no site do estadão que me chocou de duas formas (link da notícia aqui). Primeiro mostra que a homofobia continua muito forte no Brasil. Que infelizmente a homossexualidade ainda não é aceita pela sociedade e que a intolerância contra a comunidade gay, apesar de toda a luta, continua firme e forte.
Mas o que me deixou mais chocada foi a forma que uma escola está tentando combater a homofobia. Eu confesso que não sabia da existência desta escola até este dia. Bom, pra quem não sabe, a escola é uma escola especial, voltada para o público LGBT. A escola é exclusiva para o grupo.
Na minha modesta opinião a escola é um contra-senso com relação ao combate à homofobia e o preconceito. Lutamos contra o preconceito do homossexual pela sociedade. Lutamos para que o homossexual não seja vítima de violência, que o mesmo seja aceito em qualquer lugar, seja em um shopping, no ambiente de trabalho, em um hospital e junto com os heterossexuais dentro da sociedade, e não de forma excludente.
Pra mim soa estranho esta forma de combate. A escola estaria realmente combatendo a homofobia e o preconceito? Ou estaria acentuando o preconceito contra os homossexuais ao reuni-los em uma escola própria e que é de fácil localização pelos grupos radicais? Não estaria na realidade colocando em risco de violência estes mesmos alunos que a escola teoricamente tentaria proteger? Isto, em minha opinião é como dar combustível para os grupos no melhor estilo Ku Klux Klan.
Combater o preconceito contra o grupo LGBT não é excluí-los da sociedade criando uma sociedade própria e sim lutar para que os mesmo sejam inseridos dentro desta sociedade. Será que os titulares desta escola gostariam que fosse criada uma escola exclusiva para Heterossexuais? No mínimo achariam preconceituoso, passível até de crime por discriminação. Quando fiquei sabendo da criação da faculdade voltada para os afro-descendentes na época de sua criação também fui contra e não porque sou preconceituosa ou qualquer coisa do gênero até porque sou tataraneta de escravos, apesar de ser branca, mas tenho características físicas que comprovam a minha origem. Fui contra porque era uma forma simplista de se combater o preconceito racial. Devemos lutar para que os negros e descendentes tenham acesso à uma boa educação desde o início da vida, que não sejam excluídos da sociedade, que tenham as mesmas oportunidades que os brancos, amarelos, verdes.
Isto de se criar ou escolas ou faculdades especiais acaba sendo o contrário do que lutamos. A sociedade luta sempre contra a segregação seja racial ou sexual e abertura ou de escolas ou faculdades bate de frente com o que pregamos. Já imaginaram se todos os grupos que sofrem preconceitos fossem abrir escolas/faculdades próprias? Daqui a pouco corremos o risco de se abrir hospitais específicos para cada grupo (já imaginaram um hospital só para os Nordestinos? Faria a alegria das Mayaras Idiotas da Vida, ela teria a Faculdade livre para o grupo dela) e aí vamos nos sentir como os negros e outros grupos norte-americanos que eram proibidos de pegar ônibus junto com brancos, ou que não podiam frequentar determinados locais públicos. Temos é que promover a integração total de toda a sociedade, não a exclusão, e por isto sou contra esta escola que está combatendo de forma equivocada a homofobia.
Você leitor do meu blog: Qual a sua opinião a respeito da Escola Jovem LGBT? Ela combate o preconceito sendo exclusiva para o público LGBT? Ou indiretamente provoca o preconceito?

30 de ago. de 2010

Também sou uma deficiente física.


Sim, também sou portadora de deficiência física. Ela não me provoca limitações no caminhar, limitações nos meus movimentos ou em pensar, porém ainda assim, provoca olhares de estranheza e até repulsa por parte de quem me vê.
Poucas pessoas sabem, mas sofro de linfedema nos membros inferiores (leia-se pernas). A doença foi diagnostica entre 2003/2004 após a minha primeira crise de erisipela, mas já sofria com o meu pé esquerdo inchado desde pequena.
Linfedema consiste em um acúmulo do fluido linfático no tecido intersticial, o que causa edema, mais frequente em braços e pernas, quando os vasos linfáticos estão prejudicados.
Naquela época nunca tinha ouvido falar ou de linfedema ou de erisipela. A minha primeira crise de erisipela começou em uma quinta-feira e só foi diagnosticada na segunda, pois achava que a vermelhidão na perna esquerda, principalmente, fosse uma alergia forte, inclusive tentava resolver a coisa sozinha. Somente após o alerta da diretora da empresa em que eu trabalhava e que sofreu uma trombose grave anos antes é que corri para o pronto-socorro, mas aí o estrago estava feito. A perna esquerda vermelha que nem um tomate e inchada a ponto da pele quase rasgar. Resultado da demora? A piora da minha possível linfedema congênita, principalmente na perna esquerda, indo do pé (que foi o inicial) até quase o joelho, mas a perna direita, também na primeira vez sofreu, mas de forma mais leve.
Depois em 2006 tive a minha segunda crise de erisipela. Esta foi a crise mais grave, pois a foi da forma bolhosa. Isto resultou em um internação de 1 semana, mais 1 semana de repouso absoluto além de tratamento intensivo via home-care. No final do ano passado e em fevereiro deste ano tive a minha 3ª e 4ª crises de erisipela, mas ambas somente na perna direita e sem ser da forma bolhosa. Como já conhecia o tratamento, nem fui atrás de posto médico e estas coisas. Sei qual é o antibiótico correto a tomar e pomadas para passar, além de enfaixar as pernas.
O ruim das crises de erisipela é que a linfedema tende a piorar, ou seja, a se agravar, ficando o local da crise de erisipela mais inchado sem possibilidade de voltar ao normal.
No verão sofro com o calor e o aumento do inchaço das pernas. Apesar de ODIAR o frio, é a melhor época para o meu problema. A perna incha muito pouco.
Mas o pior de tudo não são as crises de erisipelas ou o inchaço provocado pela linfedema. O pior de tudo é o preconceito das pessoas.
Antes do meu problema, até usava vestido (nunca gostei muito de saias, mas dependendo do modelo usava também), gostava mais de usar bermudas ou shorts (mais bermudas que shorts diga-se de passagem). Agora somente uso calça, pois se eu uso uma bermuda ou short, muitos olham para a minha perna como se aquilo fosse algo de outro mundo. E olha que a minha linfedema é moderada. Adquiri outros medos também por causa da minha doença que novamente algumas pessoas não entendem. Uma delas é com relação à depilação. Como qualquer corte ou ferida na perna pode provocar uma nova crise de erisipela eu levo meses a tomar coragem para depilar, pois o medo de uma nova crise me apavora e as pessoas não entendem ou porque eu não faço depilação nas pernas ou porque eu demoro. Agem como se eu fosse um monstro por isto. Ninguém sabe como a erisipela incomodo e é perigosa, pois se a infecção atingir a corrente sanguínea o caso se agrava e muito.
Outro problema que eu enfrento, mas acho que aí é mais uma questão de erro de estratégia das empresas, é que quase não há sapatos fechados para mulheres para quem tem problemas com pés inchados, principalmente no verão. No verão não se encontra um único par para vender. Já cheguei ao cúmulo de comprar sapatos masculinos que eram modelos super parecidos com o que eu usava só porque eu não encontrava um único modelo pra mim.
Mas realmente a pior dor é o preconceito, o preconceito das pessoas não te aceitarem como você é, onde para ser aceita você tem que ser a perfeição física em pessoa. As pessoas esquecem que o corpo é só uma embalagem, o que vale mesmo é o conteúdo que está dentro dela.

3 de mai. de 2010

Piada mal feita e de péssimo gosto, hein Sr. Nelito!

Ontem postei sobre uma notícia informada pelo colunista Nelito da revista Época, e achei estranho que não vi nada em outros meios e fui pesquisar melhor. Qual não foi a minha surpresa em ver que a notícia, na realidade era uma piada e de muitoooooooooooo mal gosto?
Quer criticar sobre como a indústria de moda promove a anorexia? Quer criticar a indústria da moda por não ter menos de 1% de modelos negras? Critique, mas sem piadas. Os dois assuntos são sérios e devem ser criticados de forma correta, e não fazendo piadinha com a situação de miséria da Etiópia e cor do  povo. A Etiópia precisa sim de ajuda, e não de piadas para melhorar a sua situação. Não dá para se levar a sério um sujeito que acha engraçado fazer piada da desgraça do outros. Teve a mesma atitude infeliz que a nossa "querida" Maitê Proença teve no caso da piada em Portugal. Sr. Nelite aposto que o Sr. O-DI-OU as piadas do ator Robin Willians sobre como o Brasil tinha ganhado o direito de sediar a Olimpíada de 2016, pq não ter uma atitude coerente e não fazer piadas de outros países? Não doi nada.
Minha mãe diz: Não tem o que falar, fique quieto. Era o que devia ter feito.

2 de mai. de 2010

A quem eles querem enganar??????

Vi uma notícia na coluna do Nelito Fernandes da Revista Época informando que as agências de modelo junto com a Associação da Indústria da Moda Pairiense vão importar modelos da Etiópia e outros países africanos pois as mesmas tem o tipo físico desejado pelo mercado e a idéia é aproveitar isto pois os mesmo foram tão condenados por promover a anorexia e na visão deles serve também como uma ajuda humanitária. (Nota original: Aqui)
Ou estou vendo coisas ou foi um título preconceituoso? Deu a impressão que ele quiz dizer: Se é para ter modelos magras que sejam da África, pois na África só há mulheres magras por natureza. Magras por natureza? Sim, algumas são como outras mulheres em outras partes do mundo, mas a grande maioria das mulheres no continente Africano, mais especificamente na Etiópia são magras em virtude da miséria em que vivem e não pelo seu biotipo.
O que é mais revoltante é que as agências e a Associação reclamam que são condenados por promoveram a anorexia e acham que isto vai amenizar a condenação, mas como vai diminuir se vão continuar mostrando mulheres esqueléticas? Quem critica o fato de nos desfiles haverem modelos anoréxicas não irá diminuir a sua ira pelo fato de haver modelos da Etiópia, e é bem provável que a ira aumente.
Outro motivo que eles alegam para a escolha das modelos, é que isto seria como uma ajuda humanitária. Como? Escolher uma mulher no meio de tantas pessoas que passam fome vai diminuir de fato a miséria do país africano? Alguns podem alegar que isto salva uma vida, mas o pensamento errôneo das agências e da associação é que esta atitude está tirando a Etiópia da miséria em que vivem.
O grande motivo na realidade é que é mais fácil pegar as mulheres (na grande parte meninas que mal saíram da fase infantil) para trabalhar sem intermediários, pois o mercado russo de modelo é extremamente vinculado à Máfia, onde grande parte dos agentes das modelos são da Máfia ou tem contatos com os mesmos e pegando as meninas na África o processo é quase direto com a garota ou no máximo com a família dela que por uma promessa de melhora de vida da família concorda.
E isto leva para uma outra questão: Sabendo que a grande maioria das mulheres destes países africanos não possuem a mínima instrução, elas se transformam em verdadeiras escravas destas agências se submetendo a todo tipo de trabalho e humilhação para satisfazer um mercado ávido por lucro e exigências loucas em matéria de corpo perfeito. Muitas que vão sair da África achando vão ganhar um passaporte da liberdade e a possibilidade de se alimentar melhor vão descobrir que só trocaram de ambiente, porém a fome continuará para elas, pois em virtude de seu trabalho não terão a oportunidade de se alimentar como deve.
Estas agências vão agir com elas como os traficantes de mulheres para turismo sexual, porém com pecha de ser algo "legalizado".
Por tudo isto, acho que a notícia ao invés de ser comemorada, deve ser lamentada por todos.

9 de abr. de 2010

Por que ninguém comenta sobre a Ingrid em Viver a Vida?

Tem algo me incomodando e que é sobre a novela Viver a Vida (e olha que eu só passo pela novela quando vou mudar de canal.). É sobre o preconceito da personagem Ingrid contra a modelo deficiente física Luciana, vivida pela atriz Aline Moraes. Mas principalmente o fato que não há repercussão sobre o personagem. Não vi pela internet (principalmente os chamados MetBlogs) qualquer referência em condenar o fato de Manoel Carlos ter um personagem com tamanho preconceito contra os deficientes físicos. A impressão que dá é que estes mesmos MetaBlogs que condenam outras atitudes do Manoel Carlos ou da própria TV Globo (vide BBB) acham natural as pessoas terem este tipo de preconceito. Aceito que o Manoel Carlos retrate isto com o personagem Ingrid porque é o que ocorre na sociedade (tenho pessoa na família que tem, infelizmente, este tipo de comportamento), mas esperava uma reação contrária da personagem pela sociedade e isto não é o que ocorre. Ser deficiente físico não é impedimento de ser feliz e ter uma vida normal. Não consigo nem falar que deficiente físico é uma pessoa especial, porque eu fico com um sentimento que estou tratando o mesmo como uma pessoa que é diferente de mim e da sociedade sendo que ele/ela não é, pois tem vida, sentimentos, emoções como qualquer outra.
Na minha família, há uma meio-parente que é cadeirante (vítima de bala),  e que chegou a participar de equipe de basquete, teve filha, casou, agora cuida do pai doente, ou seja, ela é uma pessoa normal como qualquer outra, não a vejo como diferente.
É por isto que este silêncio me incomoda. Cadê a indignação pelos milhões de Ingrids por aí?

17 de mar. de 2010

Até que ponto você se sacrificaria a sua saúde em nome do Guiness Book ou da Moda?

Eu (que sofro de obesidade) fico louca da vida com a moda que vive mostrando mulheres com aparência de esqueletos ambulantes, e quando vejo um movimento neste mundo para a valorização das gordinhas eu comemoro (podem procurar posts antigos aqui que tem). Só que hoje me deu uma tristeza ver que uma pessoa obesa quer engordar ainda mais para aparecer no Guiness, que é ocaso da Donna Simpson, que pesa quase 300 kilos e quer chegar nos 480. Nada contra os obesos, porém quando você atinge um limite também na obesidade, você acaba pondo a sua vida em risco tanto quanto as anoréxicas. As conseqüências para a saúde podem ser trágicas para ambos os caso. E infelizmente o caso de Donna prejudica a luta pela inclusão do obeso na sociedade, pois todos nós sabemos que obeso é praticamente um ser excluído da moda, da Tv, do Cinema, Música e etc. Quando tem alguma inclusão é para ser o comediante engraçado. Corremos o risco, nós gordinhas, de serem excluídas da mais sociedade. Só quem tem problemas de saúde pela obesidade mórbida é que sabe a tristeza em ver esta atitude de Donna Simpson.

1 de jan. de 2010

Preconceito continua alto no Brasil - Isto é uma vergonha!

E o governo ainda me tira a obrigatoriedade do Diploma. Se com diploma fazem isto, imagina sem?



O pior de tudo é que Boris Casoy é titular do famoso bordão "Isto é uma vergonha" e vive bradando contra o preconceito, mas um dia a máscara cai. Está na hora de uma revisão de valores da imprensa. Eles tem o poder da informação e não podem se sentir os reis da cocada. Se isto foi ao ar, fico imaginando o que não vai.

PS: Tinha tomado uma taça de licor e achei tinha ouvido coisas por ficar um pouco alta, pois isto me altera mesmo, mas infelizmente não foi efeito de bebida. Queria que fosse.

20 de nov. de 2009

O racismo real é pior.

Infelizmente Manoel Carlos só mostrou uma realidade que existe ainda. Vejam este caso:



A futura médica (quem quer uma consulta da figura????) não conhece balcão de reclamação? Não conhece Procon? Tem que humilhar pra reclamar. Perdeu a chance de ter um mínimo de direito em reclamar. E que marido banana. Imagino quando ele não agradar a figura o que a louca fará.

Foi ou não racista? Deve ou não mostrar? Se mostra, o autor é racista?


Finalmente o assunto Uniban está esfriando (apesar … Bom, deixa pra lá), porém agora, o assunto do momento, pelo menos no meio blogueiro, foi o tapa que Tereza deu em Helena na novela Viver a Vida.
Muitos estão espantados pela Taís estar em um papel como protagonista. Acho que a maioria que comentou, realmente não assiste novela. Eu atualmente não assisto novela, (mas com tanta chamada na TV e tanta revista contando sobre a novela na capa é impossível não acompanhar), mas assisti algumas e sei de outras. Pra quem não sabe, Taís foi protagonista da novela Da Cor do Pecado de 2004 na Rede Globo. Ou seja, a grande novidade agora, é ela ser protagonista em uma novela de Manoel Carlos e no horário das 21:00. Além de Chica da Silva é claro (Tenho sérias dúvidas se Chica da Silva era como a que foi retratada na novela, mas é para outro post).
Agora, vem a maior polêmica. A cena em si foi racista? Muitos acreditam que sim. Mas o problema maior é o que o público quer ver. Se colocarem uma cena assim, gritam que o autor tem preconceito. Que a Helena se humilha e se rebaixa perante Tereza e Luciana. Mas se fizesse cenas, onde Helena vivesse feliz e sem sofrer um pingo de preconceito DE TODOS é porque a história está fugindo da realidade. Manoel Carlos não fugiu da realidade. Simplesmente retratou que as pessoas, mesmo sem perceber, ou percebendo, são racistas e tem atitudes racistas. Muitos não perceberam, mas Manoel Carlos está fazendo sim uma crítica ao racismo velado que tem em nossa sociedade. Quer prova maior do que Luciana, no começo da novela, considerar Helena sua grande rival? Quando vi a chamada, senti sim uma atitude preconceituosa por parte do personagem, e em outras chamadas também senti, a raiva dela parecia ser maior por Helena ser negra.
Mas a Helena também deu um tapa e ninguém comenta nada. Só porque há uma cena em que Helena apanha, fazem toda esta polêmica.








Atitudes racistas também foram retratadas na novela Da Cor do Pecado. Tem uma cena de Bárbara (a racista-mor da novela) com a personagem da Taís, que tem o sugestivo apelido de Preta (apelido mais racista não?), em que ela humilha a personagem. A vontade que dá é de entrar na cena e dar um tapa na cara daquela Bárbara FDP. 

Muitos também acham que os autores devem aprofundar o assunto pois novela atinge milhares de pessoas. Desculpem, mas infelizmente não há a mínima possibilidade de tratar um assunto desta magnitude com a devida profundidade necessária em uma novela. Novela é divertimento para uma boa parte da população (não digo maioria porque não confio nos números do IBOPE) após um longo dia de trabalho. É quando a dona-de-casa após todo o trabalho doméstico tem a oportunidade de descansar e se distrair. O assunto pode até ser tratado e deve, porém se o autor carregar na tinta como se diz por aí, além de afastar o telespectador, corre-se o risco da novela ser reclassificada no Ministério Público. Lembro-me que na Novela Mulheres Apaixonadas, havia um núcleo que retratava o assunto violência doméstica, onde um personagem espancava constantemente sua parceira. O tema foi levantado, porém devido à violência, a novela correu sério risco de sofrer sansões do MP. E também conheci várias pessoas que criticavam a novela por exagerar no personagem e outros que diziam que o personagem não era 1% do que ocorre no mundo real. Na realidade, a sociedade tem medo de expor algo que ela mesma pratica na vida real. Não quer que um terceiro (no caso, o autor) aponte e dedo e diz: Você é racista como na novela! Prefere que os autores não mostrem e os mesmos tem que tratar muitas vezes o assunto de forma implícita, mas como a sociedade brasileira ainda está evoluindo, não percebe o tratamento implícito que o autor está dando para o assunto.E isto não quer dizer que ele compactua com o assunto a ser tratado, ou seja, que ele é racista, ou preconceituoso. Simplesmente tem que tratar do assunto de forma velada por não chocar a nossa sociedade.
E o que você, leitor ou leitora do blog acha? Foi racista? A novela deve mostrar ou fingir que nada disto ocorre?

7 de out. de 2009

Outra vitória para as gordinhas. Será?

A edição de novembro da revista Glamour americana terá como capa gordinhas nuas e que novamente está tendo uma repercussão à sua atitude, supostamente positiva, em usar modelos gordas na mesma, visto que em setembro, houve uma reportagem especial onde o tema era "Como se sentir bem com o próprio corpo" e havia uma modelo nua acima do peso e a revista obteve um retorno positivo. Agora surge esta nova edição e novamente a polêmica volta. A questão que eu levanto é:
Isto é uma vitória em defesa das gordinhas e finalmente o reconhecimento que nós, gordas temos importância no mundo ou é simplesmente uma nova estratégia de marketing, visto que lá nos EUA está havendo uma epidemia de obesidade?

Fonte da foto: Glamour USA
Fonte da notícia: Folha Online

2 de set. de 2009

Uma vitória para nós mulheres com corpos normais.

Na edição de setembro da Revista Glamour (sou LOUCA pela versão espanhola), em uma reportagem, onde o tema é "Como se sentir bem com o próprio corpo" (Só a reportagem já é digna de elogios), foi colocada uma foto da modelo Lizzie Miller nua, mas com dobrinhas, ou um suposto excesso de peso. E isto provocou uma série de elogios à revista, por finalmente, começar a valorizar a mulher real, e não modelos anoréxicas. Bom, já gostava da Glamour, agora é que eu amo ainda mais. Está na hora, na realidade já passou da hora, das revistas, editoras de moda, estilistas e todo o meio envolvido ver que a mulher que compra aquela revista em quase 100% está acima do padrão de peso proposto por eles e atingir é algo quase impossível para nós, mulheres comuns.

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