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5 de jan de 2011

Novela A&R: Quando a primeira impressão é a pior que fica.


Muitos aqui sabem que virei fã MESMO do Cláudio Lins cantor, compositor, ator, diretor, apresentador e empresário (Ufa! O homem é um verdadeiro ser Bombril, mil e uma habilidades!).

E quem acompanha este blog, viu a minha crítica ao final da novela Uma Rosa Com Amor, afirmando que o que segurou a novela e não fez dela um fracasso total, foi a química perfeita entre Cláudio Lins e a Carla Marins, química tão perfeita que era visível até nas fotos promocionais antes mesmo da novela entrar no ar.

Em outubro, um pouco antes do show do Anália Franco, foi anunciado que o Cláudio Lins iria participar da nova novela do Tiago Santiago, e que teria como pano de fundo a Ditadura. A novela já estava me atraindo pelo tema, apesar de ser escrita pelo Tiago Santiago. Foi uma surpresa o anúncio porque Cláudio tinha recusado sua participação na novela Corações Feridos, pois estava cansado e iria focar mais na carreira de cantor. Pois, foi só ter o anúncio de Cláudio na nova novela que começamos uma campanha para ter a atriz Carla Marins no papel de protagonista feminina. Eu sabia que seria bem difícil a Carla aceitar pelo fato dela ter um filho pequeno e a ponte-aérea complica quando se é mãe, e ela mesmo tinha dito que queria ficar mais tempo com a família, dando a entender que daria um tempo na carreira, fato que até o presente momento está se confirmando.

Pois bem, a minha preocupação começou a ser a escolha da atriz para contracenar com o Cláudio, além do fator Tiago Santiago. Minha preocupação era escolher uma atriz que primeiro tivesse a química com o Cláudio e segundo que tivesse força e talento para representar um papel tão forte que é de uma guerrilheira na época da ditadura.
E infelizmente a atriz escolhida, Graziela Schmitt , pelo menos, nas primeiras fotos promocionais da novela entre os dois não houve a química e não me transmitiu a segurança necessária para o papel. Tive a sensação que Cláudio estava desconfortável ao lado dela e o mesmo ocorria com ela. A sensação era que ambos tinham que ficar lado a lado por obrigação, dando aquela sensação que os dois não se dão fora das telas e que por obra do destino tenham que trabalhar juntos.

Tenho conhecimento de causa, pois uma novela que eu acompanhei uma parte, ocorreu este problema de falta de química e segurança da protagonista e a novela ficou totalmente comprometida, virando um fracasso e sofrendo com baixa audiência.

A novela em si sofrerá um acompanhamento maior da mídia até pelo fator Banco Panamericano, pois ela terá um orçamento de R$ 30.000.000,00 previstos, um valor alto para os padrões do SBT, mas também pelo tema em si. Tanto é que já vi em minha timeline no twitter algumas celebridades que tem conhecimento sobre o tema da ditadura comentando sobre a novela, ou seja, nunca uma novela do SBT será tão acompanhada por pessoas influentes como esta, além dos meios de comunicação que estão dando um destaque maior justamente pelo tema Ditadura e uma atriz que não transmita segurança em suas cenas, pode comprometer todo um trabalho e que de uma forma inédita está tendo mais destaque do que o habitual.
Graziella tem que ter em mente que além dos fãs de Carla Marins que óbvio que vão compará-la com a atriz de Uma Rosa Com Amor, ela também será comparada com a personagem Heloisa de Anos Rebeldes que foi brilhantemente interpretada pela Cláudia Abreu, que até ofuscou a Malú Mader na série. Anos Rebeldes é mais lembrada pela Heloísa de Cláudia do que o personagem da Malú, e Amor e Revolução pode ser lembrada pela atuação de Graziella, principalmente se ela for mal.

Com tudo isto, eu começo com os dois pés atrás no momento em que começar a transmissão da novela, pois tem o fator Tiago Santiago e como ele vai conduzir a história, mas também tem o fator química da Graziella com o Cláudio e que não é só o fator química e sim se ela tem talento e força para fazer um papel forte como o personagem exige.

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