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28 de out de 2009

A felicidade e a realização pessoal são coisas subjetivas e íntimas.


Neste dois dias, li 3 reportagens na Revista Época (aqui, aqui e aqui) sobre a felicidade feminina e realização pessoal da mulher. A principal fala de um estudo que diz que a cada ano que se passa as mulheres se sentem cada vez mais infelizes. Segundo o estudo, apesar dos avanços para nós mulheres no mercado de trabalho, condições de estudo, liberdade de escolha em temas de ordem afetiva, vivemos infelizes e insatisfeitas.
A pesquisa peca por generalizar algo que é muito pessoal e subjetivo. Pois o sentido de felicidade e realização pessoal é diferente para mim, diferente para a minha mãe, diferente para a minha irmã, diferente para o meu pai e etc. Cada um tem o seu conceito de felicidade e realização pessoal. E estes mesmos conceitos podem ser aplicados em diversas situações em uma mesma pessoa. Exemplo, minha mãe pode ser feliz e se sentir realizada em seu hobby e ao mesmo tempo triste e frustado em outro assunto.
No meu caso, não faço do casamento um objetivo de vida. Neste momento, casamento ou um relacionamento mais íntimo com alguém não é meu objeto de felicidade e realização pessoal. Quem sabe no futuro eu possa mudar de opinião. Para você pode ser. A mesma coisa com o trabalho. Pode ser que aquela promoção é meu objeto de desejo e realização pessoal. A questão é como atingir isto sem sacrificar os seus princípios e principalmente a sua saúde, porque sem saúde é quase impossível de se conseguir felicidade, mas ainda sim, é possível.
Isto também levanta outra questão: Buscamos a nossa felicidade e realização pessoal ou a aceitação das pessoas? Queremos casar porque queremos viver juntos ou irá casar porque a sociedade acha que é o correto, mesmo que não admitindo isto? Até que ponto as conquistas feministas viraram obrigação da mulher e não UM DIREITO DE ESCOLHA? Uma mulher pode se sentir realizada em não trabalhar. Se isto a deixa feliz é um direito e uma escolha dela. A sociedade não deve questionar e sim aceitar pois foi uma escolha dela e não da sociedade.
Mesmo assim, muitas mulheres, infelizmente, não conseguem ter o seu direito de escolha, pelas condições sociais e ambientais em que vivem. Porém não quer dizer que elas não tenham felicidade e realização pessoal. É como eu disse: É algo subjetivo e íntimo.
A sociedade também cobra dos homens algumas normas e se esquecem de perguntar se é isto que eles querem também. Talvez na pesquisa não apareça tanto homem dizendo que está infeliz e insatisfeito, mas por medo da opinião alheia não assume.
Por tudo isto é que eu acho que esta pesquisa é falha. Felicidade e satisfação pessoal são conceitos individuais. É como o DNA. Cada um tem o seu e é único, pessoal e intranferível.

25 de out de 2009

"Novo lay"

Sim, "mudei de lay". Na realidade não foi bem uma mudada. Alterei as cores e a imagem daquele antigo que eu usava do Dicas Blogger. Sério, eu precisava mudar, ou iria começar a abandonar aqui novamente.

22 de out de 2009

Batendo um papo sobre versão de música.

Quem me conhece da comunidade Maná BR no Orkut, sabe a minha posição a respeito de versões feitas pelos artistas brasileiros de músicas estrangeiras. Porque além das modificações toscas na letras (um caso bem clássico é a introdução de um trecho na versão de Bruno e Marrone para a música Si no te hubieras ido de Marco Antonio Solis, dando uma conotação romântica sendo que a música NÃO É ROMÂNTICA) tem a questão da autorização do detentor orginal da música para a versão. Neste post vou me aprofundar mais. O tema começou a me incomodar quando Chitãozinho & Xororó fizeram a versão da música Have You Ever Really Loved A Woman? do cantor canadense Bryan Adams. Se pegar a música traduzida do Bryan e a música da dupla brasileira (Versão Bryan - Versão BR)vão ver que as letras são quase que completamente diferentes, apesar da sonoridade parecida. A nossa dupla afirma que é uma versão da música do Bryan. Só que além da letra quase que completamente diferente, tem a questão dos direitos autorais. Minha irmã que é fanática pelo Bryan, a uns 7 anos atrás, ela entrava sempre no site dele e lá havia uma seção onde era postada todas as versões de suas músicas cantadas por outros artistas no mundo. Qual não foi a sua surpresa, e a minha também, que não havia indicação alguma da versão brasileira. Isto leva a crer que não houve autorização por parte do Bryan para a versão.
A questão sobre versão de músicas realmente é uma tema polêmico, visto que muitos artistas nacionais acham que só porque gostaram de uma determinada música pode-se fazer versão, o que não é bem assim. Fazer uma versão de uma música sem autorização também é crime de direito autoral, que seria uma Contrafação, que é passível de punição, normalmente o pagamento de indenização. Será que se ocorre-se ao contrário, nossos artistas gostariam de ver suas músicas tendo versões não autorizadas? Creio que não. Todo mundo tem telhado de vidro, mas na hora de ganhar parece que esquecem disto.
Atualmente uma banda que tem sofrido muito com a Contrafação, é a banda Maná, originária do México. A música Lábios Compartidos tem diversas versões em estilo forró (nada contra o estilo) e obviamente, sem a devida autorização da banda. Algumas bandas de forró chegam inclusive a plagiar a história que está por trás da música, tomando para si a idéia da letra, o que no mínimo é revoltante. E agora no sábado, descubro que a música Mentirosa da Banda Elefante tem a sua versão em português cantada pelo cantor Leonardo, o que me fez escrever este post.
Algumas pessoas apóiam as versões acreditando que os artistas nacionais ou gravadoras darão o devido crédito aos originais, o que é um ledo engano. Não é isto que ocorre com as músicas do Maná (são várias as versões não autorizadas) e nem com outros artistas internacionais. No caso da versão de Mentirosa, não sei se houve autorização por parte da banda Elefante, porém não houve até o presente qualquer divulgação da Banda aqui no Brasil, ou seja, a impressão que se dá é que a música foi feita para o Leonardo e que não é uma versão. Infelizmente, a sensação que eu tenho é que nem os artistas nacionais e nem as gravadoras tem interesse em tomar uma posição a respeito desta prática. Fazer o sucesso é o que importa, independentemente da forma como se adquire. Quem conhece a música que sofreu a versão se sente roubado, e com a sensação que o artista brasileiro de alguma forma engana a população, dando a sensação de originalidade quando na realidade de originalidade não tem nada.
E no final das contas ainda os artistas reclamam sobre a pirataria. Não seria a versão de música não autorizada uma pirataria também? Fica a questão.

15 de out de 2009

Só para alegrar um pouco.

Preciso comentar sobre a modelo que foi mandada embora por ser "gorda" e a photoshada que deram nela antes da demissão, mas vou fazer o post somente no fim de semana, pois aí faço um post melhor sobre o assunto
Mas preciso postar isto antes que eu tenha um enfarte. Vai ser lindo aqui em casa, Ricardo Álamo:





12 de out de 2009

Que vergonha de ser Brasileira nestas horas

Que vergonha a Maitê Proença nos faz passar em Portugal. Já não chega o Nelsinho? Agora vem ela? Não tenho o que comentar de uma pessoa assim:

Blog da figura. (Dá pra comentar lá)
PS: Vi o fato no Blog da Denise, o Síndrome de Estocolmo.

Mudança editorial permanente ou uma grande estratégia de marketing?

Ontem, enquanto eu preparava o post abaixo, vi um vídeo na TV UOL, onde mostra que a revista alemã Brigitte irá substituir as modelos por mulheres normais em suas revistas (leia-se editoriais de moda) e segundo Chantal, do blog Estórias Daqui, os editoriais terão a participação de famosas(os) e as pessoas normais. Segunda ela, as pessoas normais deverão se cadastrar no site da revista para participar. onde a única regra que é que não deve ser modelo e nem ter vínculo algum com as agências de modelos.
Em um princípio achei ótima a iniciativa, porém comecei a matutar sobre o assunto e bateu um medo de que esta mudança não fosse assim tão grande. Explico melhor:
Qual o critério de pessoas normais que a revista irá utilizar? Seria pessoas com vidas simples, como uma professora infantil, ou simplesmente iria utilizar empresárias, publicitárias e todas estas bem formadas e com cargos bons e que tem a oportunidade de terem condições de ter um corpinho quase como de modelo?
E isto leva para uma outra questão: O problema é ter modelos nos editoriais ou seria o físico das modelos que está provocando esta mudança? Porque se for o físico, corre-se o risco de trocarmos 6 por meia dúzia, pois vamos imaginar que na próxima edição tenha como pessoa normal para o editorial principal de moda a Victória Beckmam que não é nenhum exemplo de pessoa normal (modo de vida e físico), ou seja, não é uma modelo mas é alguém que também não fica próxima do modo de vida das leitoras. Outro ponto a ser levantado nesta questão e que comentei lá no blog da Chantal é a divisão entre editoriais com pessoas famosas e pessoas comuns, pois não adianta ter 200 editoriais de moda com famosas e 1 editorial com uma pessoa comum. Soaria falso e hipócrita.

E isto tudo leva a uma questão, que na minha opinião é a principal:
Será que tudo isto na realidade é mais uma estratégia de marketing do que uma mudança de filosofia da revista?
Infelizmente só teremos como saber qual foi o critério a ser utilizado pela revista nas próximas edições, porque está tudo muito vago ainda e não dá para dar uma posição melhor a respeito.

Agora eu quero a opinião de você que entra aqui no blog.

Hoje faz 37 anos de uma das maiores histórias de superação do homem.

No dia 12 de outubro de 1972, uma quinta-feira, um avião sai do Uruguai em direção ao Chile com 45 passageiros, muitos dos quais estudantes e jogadores de uma equipe de Rugby e na sexta-feira, dia 13, o avião uruguaio cai nos Andes.
Doze morreram no acidente, e os sobreviventes suportaram, além das montanhas formidáveis, trinta graus abaixo de zero durante a noite e também a fome.
Eles tentaram resistir com baixos estoques de alimentos que tinham, na esperança de serem resgatados, mas a esperança acabou quando ouviram em um pequeno rádio, que não haveria mais a busca.
Finalmente fartos com as temperaturas muito baixas, avalanches ameaçadoras e preocupados com a morte contínua dos seus companheiros, dois rapazes decidem cruzar as montanhas enormes para chegar ao Chile.
Assim, em 22 de dezembro de 1972, depois de estarem isolados por 72 dias, o mundo descobre que dezesseis rapazes venceram a morte nos Andes.

Simplesmente amo esta história. Na minha opinião, é daquelas histórias que servem de inspiração para quando achamos que não vamos superar os problemas. Que pra qualquer obstáculo vamos desistir. É só pensar em Nando Parrado e Roberto Canessa (os dois que sairam a procura de ajuda) que me faz mudar de idéia e lutar, lutar e lutar.
A primeira vez que ouvi sobre a história, foi quando passou o filme Vivos! na TV (acho que no Supercine da Globo e nos anos 90) e eu chorei horrores ao final do filme e aí a minha mãe disse que a história era real e que realmente tinha acontecido aquilo. Fiquei fascinada pela história e acho que no ano de 1997 ou 1998, eu descobri o livro "Os Sobreviventes. A tragédia dos Andes" (Li o livro de uma tacada só. Não conseguia parar de ler) que seria o livro oficial do ocorrido e de onde foi tirado o filme. Infelizmente o filme só foca a metade do livro, a outra metade, que fala da luta dos pais dos rapazes em tentar o resgate ficou de fora. Este livro foi o primeiro que me fez chorar. A parte do reencontro entre pais e filhos e quando alguns pais descobrem que seus filhos estão mortos é de cortar o coração. {PS: Eu tenho o livro e o filme}
Atualmente existe um site oficial do grupo: Viven!
Há também os sites oficiais da maiora dos sobreviventes, porém a melhor forma de obter informações é pelo site oficial
.


10 de out de 2009

Cuba e Liberdade de Expressão 3

Continua a polêmica sobre a vinda de Yoani ao Brasil (Ver posts: aqui e aqui).
A Revista Época publicou ontem (não tinha visto ainda) uma carta pública da Editora Contexto onde mostra toda a via-crúcis para tentar trazer Yoani ao Brasil para participar do lançamento de seu próprio livro. Chega a ser cômico se não fosse trágico e triste toda esta situação quase surral para a divulgação do livro.
Há um trecho na carta que mostra que o pensamento da editora é o contrário do pensamento cubano:
"Nosso interesse em trazer a autora cubana ao Brasil é estimular o debate e promover a circulação do conhecimento"
Infelizmente, após esta carta, acho que acabou as nossas esperanças da vinda da Yaoni para o lançamento de seu livro aqui no Brasil, pois como foi escrito acima, o pensamento da Editora é contrário ao do pensamento cubano.
Há também na Revista Época, uma reportagem sobre a intervenção de FHC na tentativa de trazer Yoani ao Brasil para o lançamento do livro. É interessante ler e ver que o posicionamento de Cuba é privar

Links:
Carta da Editora Contexto
Mais sobre a proibição da saída de Yoani na Revista Época
Aqui a Revista Época disponibiliza um capítulo do livro de Yoani, De Cuba com Carinho



Cuba e Liberdade de Expressão 2

Novamente falando da Yoani e de Cuba. Além da falta da liberdade de expressão existente por lá, Cuba também priva o seu cidadão de sair do país. Neste fim de mês, a Yoani lança o seu livro ("De Cuba, com carinho" - Preciso comprar urgente) aqui no Brasil. Ela foi convidada em Setembro e desde então luta para ter a autorização do Governo Cubano para viajar (????) e participar do lançamento do livro. Já teve o convite registrado em Cartório, legalizado pelo Itamarati (Esta eu não entendi. Lula tem que dar autorização também?) e protocolado no Consulado Cubano mais de uma vez. Até Eduardo Suplicy que sabiamente é de esquerda e Fernando Henrique Cardoso já entraram na história mas sem sucesso. Infelizmente ela (e eu também) acha muito difícil conseguir a autorização. Sinceramente não consigo entender este pensamento pequeno do governo de Cuba que acha que tirar a liberdade de se expressar e de ir e vir do cidadão cubano vai impedir do Capitalismo chegar. Que na realidade já chegou, mas eles custam a acreditar nisto.

Um adendo para Mariana que respondeu no outro post sobre Cuba: Ter camiseta com o rosto do Che é mais capitalista do que propriamente um pensamento de esquerda, mas a juventude não percebe. Virou algo fashion usar. Che deve se revirar quando vê jovens vestindo a camiseta com o seu rosto. E sobre o Che, acho que ele teve e teria uma visão de mundo socialista diferente que os Castros. Tem até uma teoria que circula por aí que diz que foi o Fidel que mandou mater o Che.


Fonte da Notícia: Delas
Entrevista da Yoani no Delas: Aqui

7 de out de 2009

Outra vitória para as gordinhas. Será?

A edição de novembro da revista Glamour americana terá como capa gordinhas nuas e que novamente está tendo uma repercussão à sua atitude, supostamente positiva, em usar modelos gordas na mesma, visto que em setembro, houve uma reportagem especial onde o tema era "Como se sentir bem com o próprio corpo" e havia uma modelo nua acima do peso e a revista obteve um retorno positivo. Agora surge esta nova edição e novamente a polêmica volta. A questão que eu levanto é:
Isto é uma vitória em defesa das gordinhas e finalmente o reconhecimento que nós, gordas temos importância no mundo ou é simplesmente uma nova estratégia de marketing, visto que lá nos EUA está havendo uma epidemia de obesidade?

Fonte da foto: Glamour USA
Fonte da notícia: Folha Online

Hospedagem diferente.

Quer se hospedar em um lugar paradisíaco numa acomodação super diferente? O Hotel Costa Verde em Costa Rica te dá esta chance. Dá só uma olhada na "pequena e diferente" acomodação:


Recebi estas imagens via email como se fosse uma casa "normal" e resolvi pesquisar, e acabei descobrindo que isto não é uma casa e sim um hotel. Achei a idéia super interessante e resolvi postar. Link do hotel aqui.

4 de out de 2009

Cuba e Liberdade de Expressão.

Pequena introdução sobre Cuba: Primeiro ela foi colonizada pelos Espanhóis durante 4 séculos, depois sofreu a invasão pelos EUA onde ficou em uma condição política como Porto Rico, até que em 1959, Fidel Castro, fez a revolução e tomou o poder. Atualmente é uma república socialista, organizada segundo o modelo marxista-leninista (partido único, sem eleições diretas para cargos executivos, ou imprensa livres). No príncipio, muitas pessoas, mesmo as não consideradas de esquerda no país apoiaram a revolução, porém com o passar do tempo, vários se tornaram contra o regime.
Durante muito tempo, houve muitos presos políticos, mas atualmente está havendo uma diminuição dos mesmos, porém a falta de liberdade de expressão continua vigente por lá. - Fonte desta pequena introdução: Wikipédia.
Esta pequena introdução, é para falar que o mais visitado blog de Cuba, o Generación Y, tem uma particularidade bem interessante. Sua dona não pode acessá-lo e nem os próprios cubanos. É tudo controlado pelo governo, mas com a ajuda de pens-drives, cybercarfés e hoteis, sua dona alimenta o mesmo com informações sobre o país e os cubanos acessam. Sobre a autora e o blog há uma entrevista muito interessante na Revista Época. Infelizmente a liberdade por lá ainda não é total, apesar da pequena abertura que Raul Castro está dando.
Liberdade de expressão é o direito de manifestar livremente opiniões, idéias e pensamentos.
Fonte: Wikipédia.

Luto na música latina

Faleceu hoje a cantora argentina Mercedes Sosa. Confesso que não conheço sua música, mesmo amando a música latina no geral (mas confesso que DETESTO Soda Estereo). Agora resolvi tomar vergonha na cara e baixar algumas músicas dela para ver se é um estilo que vou gostar (pra não dizer que não tinha música dela, tem 2 semanas que eu baixei um duo dela com Diego Torres, a música Zamba para Olvidarte), pois não é porque é latino que tenho que gostar de tudo.
Aqui vai uma pequena biografia da cantora segundo o Wikipédia:

Biografia:
Mercedes Sosa (Tucumán, 9 de julho de 1935 — Buenos Aires, 4 de outubro de 2009) foi uma cantora argentina de grande apelo popular na América Latina. Alcunhada La Negra pelos longos e lisos cabelos negros.
Descoberta aos quinze anos de idade, cantando numa competição de uma rádio local da cidade natal, quando foi-lhe oferecido um contrato de dois meses. Admirada pelo timbre de contralto, gravou o primeiro disco Canciones con Fundamento, com um perfil de folk argentino. Consagrou-se internacionalmente nos EUA e Europa em 1967, e em 1970, com Ariel Ramirez e Felix Luna, gravando Cantata Sudamericana e Mujeres Argentinas. Gravou um tributo também à chilena Violeta Parra.
Sosa interpretou um vasto repertório, gravando canções de vários estilos. Atuava freqüentemente com muitos músicos argentinos como León Gieco, Charly García, Antonio Tarragó Ros, Rodolfo Mederos e Fito Páez, e outros latino-americanos como Milton Nascimento, Fagner e Silvio Rodríguez.
Foi uma conhecida ativista política de esquerda, foi peronista na juventude. Em tempos mais recentes manifestou-se como forte opositora da figura de Carlos Menem e apoiou a eleição do ex-presidente Néstor Kirchner. A preocupação sócio-política refletiu-se no repertório interpretado, tornando-se uma das grandes expoentes da Nueva Canción, um movimento musical latino-americano da década de 60, com raízes africanas, cubanas, andinas e espanholas. No Brasil, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico Buarque, entre outros artistas, são expressões da Nueva Canción, marcada por uma ideologia de rechaço ao que entendiam como imperialismo norte-americano, consumismo e desigualdade social.
Possuía um dueto ("So le pido a Dios") com a consagrada cantora de Samba Beth Carvalho, cada uma cantando no seu idioma.
Destacamos também o dueto dela com o cantor cearense Fagner na música Años, sucesso gravado em 1981.
Uma música muito conhecida na sua firme e, ao mesmo tempo, terna voz é a canção "Gracias a la vida", composição de Violeta Parra.

Discografia
* La voz de la zafra (1962)
* Canciones con fundamento (1965)
* Yo no canto por cantar (1966)
* Hermano (1966)
* Para cantarle a mi gente (1967)
* Con sabor a Mercedes Sosa (1968)
* Mujeres argentinas (1969)
* Navidad con Mercedes Sosa (1970)
* El grito de la tierra (1970)
* Homenaje a Violeta Parra (1971)
* Hasta la victoria (1972)
* Cantata Sudamericana (1972)
* Traigo un pueblo en mi voz (1973)
* Niño de mañana (1975)
* A que florezca mi pueblo (1975)
* La mamancy (1976)
* En dirección del viento (1976)
* O cio da terra (1977)
* Mercedes Sosa interpreta a Atahualpa Yupanqui (1977)
* Si se calla el cantor (1977)
* Serenata para la tierra de uno (1979)
* A quién doy (1980)
* Gravado ao vivo no Brasil (1980)
* Mercedes Sosa en Argentina (1982)
* Mercedes Sosa (1983)
* Como un pájaro libre (1983)
* Recital (1983)
* ¿Será posible el sur? (1984)
* Vengo a ofrecer mi corazón (1985)
* Corazón Americano (1985) (con Milton Nascimento & León Gieco)
* Mercedes Sosa ´86 (1986)
* Mercedes Sosa ´87 (1987)
* Gracias a la vida (1987)
* Amigos míos (1988)
* En vivo en Europa (1990)
* De mí (1991)
* 30 años (1993)
* Sino (1993)
* Gestos de amor (1994)
* Oro (1995)
* Escondido en mi país (1996)
* Alta fidelidad (1997) (con Charly García)
* Al despertar (1998)
* Misa Criolla (2000)
* Acústico (2002)
* Argentina quiere cantar (2003) (con Víctor Heredia & León Gieco)
* Corazón Libre (2005)
* Cantoras 1 (2009)
* Cantoras 2 (2009)

Filmografia
* Güemes, la tierra en armas (1971)
* Argentinísima (1972)
* Ésta es mi Argentina (1974)
* Mercedes Sosa, como un pájaro libre (1983)
* Será posible el sur: Mercedes Sosa (1985)
* Historias de Argentina en Vivo (2001)

Reconhecimento internacional
Nos últimos anos teve seu maior reconhecimento internacional, incluindo
* Embaixadora da UNESCO
* Latin Grammy 2000 Best Folk Album: Misa Criolla
* Latin Grammy 2003 Best Folk Album : Acústico
* Latin Grammy 2006 Best Folk Album: Corazón Libre
* tres indicações para o ambum Cantora 1, no próximo Latin Grammy
* música Balderama, trilha sonora do filme Che (2008)



O que faz uma pessoa surtar? Atenção: Contém spoiler do episódio Normal (4X11) de Criminal Minds

Semana passada e nesta semana (houve reprise), a AXN passou o episódio 76 (4x11) de Criminal Minds, chamado Normal e que conta a história de um homem comum que sofre um grande trauma (morte da filha mais nova durante uma troca de pneus do carro) e após 6 meses, um evento (uma fechada no trânsito) o faz provocar crimes violentos que resultam em feridos e mortos, e ao final (adorei a pegadinha, mas descobri um pouco rápido), ele não consegue distinguir o que é real e o que é delírio.
Acontece que eu fiquei interessada no assunto (amei o episódio) e resolvi pesquisar sobre o tema.
Segundo a Wikipédia:
Surto Psicótico é um episódio de dissociação da estrutura psíquica do indivíduo, fazendo com que este mostre comportamentos socialmente estranhos e diferentes, devido à momentânea incapacidade de pensar racionalmente e podem ocorrer durante manifestações de paranóia, alucinações e delírios.
No site Psiquiatria Geral, encontrei uma definição mais completa sobre surto e indicação de locais para procurar ajuda.
É um assunto estranho a ser abordado aqui, mas creio que devemos ficar alertas, pois pessoas aparentemente normais correm o risco de ter um surto também após um grande trauma.

2 de out de 2009

Mas um filme brasileiro sobre nossas desgraças.

Sei que não podemos esconder as nossas desgraças, mas eu tento imaginar qual seria o motivo de haver tanto filme nacional onde o assunto principal é a nossa violência e a nossa miséria. Começou com Central do Brasil (sim, tinha um toque violento bem sutil no filme), depois Cidade de Deus, Carandirú, Tropa de Elite (Tropa de Elite não falou de novidade nenhuma. Todo mundo sabe que as drogas seguem a lei da Oferta e Procura. Quem compra tb tem culpa no cartório), Rota Comando, e agora Salve Geral. Acho que é Matrixazação (termo que criei, onde eu lembro da moda Matrix que surgiu nos filmes de ação após o filme Matrix) do nosso cinema. Será que realmente o povo compra a idéia? Ou adoramos a nossa própria desgraça? Mas ai de um gringo chamar a gente de país de 3º mundo e violento para arranjarmos encrenca. Não precisamos escancarar a nossa desgraça para o mundo como se o Brasil fosse o lugar mais violento do planeta. Muitos estrangeiros pensam que o Rio de Janeiro é o lugar mais violento da América do Sul por causa destes filmes. Mal sabem eles, que o local campeão da violência é Caracas (reportagem tem 2 anos mas não mudou muita coisa. Até piorou. Os Venezuelanos não tem prazer em divulgar a sua desgraça, preferem até esconder, mesmo que isto dê vantagens ao Governo), mas porque adoramos divulgar nossas desgraças para o mundo, todos pensam que aqui é pior que o Iraque. Sim, devemos exigir mais segurança, mas parece que ao mesmo tempo queremos mais violência e devemos mostrar este violência para o mundo. Seria uma mania nacional?
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