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29 de set de 2010

No domingo antes de votar, pensem na música Bala Meia Volta de Cláudio Lins


Bala, volta a bala, volta o grito, volta a reação estúpida
Vidro estilhaçado e o pára-brisa volta agora a existir
Sai a bala da minha cabeça, volta o tiro, tire esse final daqui

Bala: volta à arma, tira o carma que te colocou a pólvora
Volta a bala ao berro do silêncio quando antes de partir
Volta aquele dedo, aquele medo do vermellho, abre esse sinal por vir

Tira o menino sem ter pra onde ir
Volta pro colo da mãe já nem aí
Volta pra bola, pro amor, pra escola
Pra tudo que se fez ausente
Volta pro ventre mas tira ele dali

Bala, volta a bala, volta tudo que inverteu toda essa lógica
Vida estilhaçada no estofado volta agora a existir
Tira a arma na minha cabeça, não se esqueça qu'eu vou te tirar daqui

Voto: volta à urna, tira a turma que te colocou em cólera
Volta a bala ao berro das crianças que ainda estão por vir
Bala meia-volta, volta e meia se aloja na cabeça, mas vai sair

Tira o menino sem ter pra onde ir
Volta pro colo da mãe já nem aí
Volta pra bola, pro amor, pra escola
Pra tudo que se faz ausente
Volta pra frente mas tira ele dali

Bala, volta a bala, volta o tiro, volta a arma, vota o grito, volta o vidro, volta a bala meia-volta.
Bala meia volta, volta e meia, se aloja no silêncio, na cabeça do menino, volta o tiro
Bala, volta à urna, volta o voto, volta a turma, volta o colo, volta a reação a bala meia-volta.
Bala, volta a bala, volta o tiro, volta tudo.

28 de set de 2010

A mente apaga registros duplicados - Por Airton Luiz Mendonça

O cérebro humano mede o tempo por meio da observação dos movimentos.
Se alguém colocar você dentro de uma sala branca vazia, sem nenhuma mobília, sem portas ou janelas, sem relógio.... você começará a perder a noção do tempo.
Por alguns dias, sua mente detectará a passagem do tempo sentindo as reações internas do seu corpo, incluindo os batimentos cardíacos, ciclos de sono, fome, sede e pressão sanguínea.
Isso acontece porque nossa noção de passagem do tempo deriva do movimento dos objetos, pessoas, sinais naturais e da repetição de eventos cíclicos, como o nascer e o pôr do sol.
Compreendido este ponto, há outra coisa que você tem que considerar:
Nosso cérebro é extremamente otimizado.
Ele evita fazer duas vezes o mesmo trabalho.
Um adulto médio tem entre 40 e 60 mil pensamentos por dia.
Qualquer um de nós ficaria louco se o cérebro tivesse que processar conscientemente tal quantidade.
Por isso, a maior parte destes pensamentos é automatizada e não aparece no índice de eventos do dia e portanto, quando você vive uma experiência pela primeira vez, ele dedica muitos recursos para compreender o que está acontecendo.
É quando você se sente mais vivo.
Conforme a mesma experiência vai se repetindo, ele vai simplesmente colocando suas reações no modo automático e 'apagando' as experiências duplicadas.
Se você entendeu estes dois pontos, já vai compreender porque parece que o tempo acelera, quando ficamos mais velhos e porque os Natais chegam cada vez mais rapidamente.
Quando começamos a dirigir automóveis, tudo parece muito complicado, nossa atenção parece ser requisitada ao máximo.
Então, um dia dirigimos trocando de marcha, olhando os semáforos, lendo os sinais ou até falando ao celular ao mesmo tempo.
Como acontece?
Simples: o cérebro já sabe o que está escrito nas placas (você não lê com os olhos, mas com a imagem anterior, na mente); O cérebro já sabe qual marcha trocar (ele simplesmente pega suas experiências passadas e usa , no lugar de repetir realmente a experiência).
Ou seja, você não vivenciou aquela experiência, pelo menos para a mente. Aqueles críticos segundos de troca de marcha, leitura de placa são apagados de sua noção de passagem do tempo.
Quando você começa a repetir algo exatamente igual, a mente apaga a experiência repetida.
Conforme envelhecemos as coisas começam a se repetir - as mesmas ruas, pessoas, problemas, desafios, programas de televisão, reclamações, -.... enfim.... as experiências novas (aquelas que fazem a mente parar e pensar de verdade, fazendo com que seu dia pareça ter sido longo e cheio de novidades), vão diminuindo.
Até que tanta coisa se repete que fica difícil dizer o que tivemos de novidade na semana, no ano ou, para algumas pessoas, na década.
Em outras palavras, o que faz o tempo parecer que acelera é a...
ROTINA
A rotina é essencial para a vida e otimiza muita coisa, mas a maioria das pessoas ama tanto a rotina que, ao longo da vida, seu diário acaba sendo um livro de um só capítulo, repetido todos os anos.
Felizmente há um antídoto para a aceleração do tempo: M & M (Mude e Marque).
Mude, fazendo algo diferente e marque, fazendo um ritual, uma festa ou registros com fotos.
Mude de paisagem, tire férias com a família (sugiro que você tire férias sempre e, preferencialmente, para um lugar quente, um ano, e frio no seguinte) e marque com fotos, cartões postais e cartas.
Tenha filhos (eles destroem a rotina) e sempre faça festas de aniversário para eles, e para você (marcando o evento e diferenciando o dia).
Use e abuse dos rituais para tornar momentos especiais diferentes de momentos usuais.
Faça festas de noivado, casamento, 15 anos, bodas disso ou daquilo, bota-foras, participe do aniversário de formatura de sua turma, visite parentes distantes, entre na universidade com 60 anos, troque a cor do cabelo, deixe a barba, tire a barba, compre enfeites diferentes no Natal, vá a shows, cozinhe uma receita nova, tirada de um livro novo.
Escolha roupas diferentes, não pinte a casa da mesma cor, faça diferente.
Beije diferente sua paixão e viva com ela momentos diferentes.
Vá a mercados diferentes, leia livros diferentes, busque experiências diferentes.
Seja diferente.
Se você tiver dinheiro, especialmente se já estiver aposentado, vá com seu marido, esposa ou amigos para outras cidades ou países, veja outras culturas, visite museus estranhos, deguste pratos esquisitos... em outras palavras... V-I-V-A. !!!
Porque se você viver intensamente as diferenças, o tempo vai parecer mais longo.
E se tiver a sorte de estar casado(a) com alguém disposto(a) a viver e buscar coisas diferentes, seu livro será muito mais longo, muito mais interessante e muito mais v-i-v-o... do que a maioria dos livros da vida que existem por aí.
Cerque-se de amigos.
Amigos com gostos diferentes, vindos de lugares diferentes, com religiões diferentes e que gostam de comidas diferentes.
Enfim, acho que você já entendeu o recado, não é?
Boa sorte em suas experiências para expandir seu tempo, com qualidade, emoção, rituais e vida.
E S CR EVA em tAmaNhos diFeRenTes e em CorES di fE rEn tEs !
CRIE, RECORTE, PINTE, RASGUE, MOLHE, DOBRE, PICOTE, INVENTE, REINVENTE...
V I V A !!!!!!!

22 de set de 2010

Caso Santos Futebol Clube: Todos erraram. (E porque não quero Dorival como técnico do São Paulo)

Ontem foi o desfecho de parte de uma história do Santos Futebol Clube que eu já cantava desde o começo do ano, mais precisamente após aquele jogo em que o Ganso peita o próprio técnico. Dorival não tinha comando de grupo e iria cair a qualquer momento.
A atitude de Ganso já naquela época demonstrava que Dorival não tinha comando algum sobre o grupo. Que as estrelas faziam o que bem entendiam, pois se estavam marcando gols e dando espetáculo era o que importava. Respeito pela autoridade pouco valia. E a diretoria fazia vistas grossas em relação à isto, pois se os “meninos da Vila” estavam dando espetáculos e valorizando o passe deles, por tabela daria lucro ao Santos nas futuras negociações da garotada.
Lembro-me da crucificação que Dunga sofreu quando da não convocação de Neymar e Ganso para a Copa do Mundo. Poucos pensaram em alguns pontos: Neymar e Ganso, antes de 2010 não eram nada (não tinham estourado ainda), nunca tinham sido convocados para a seleção, ou seja, experiência de seleção era 0, mas poucos na época vislumbraram o problema de autoridade que a convocação de ambos teria para o técnico Dunga. Eu dizia na época, se Dunga convocar Ganso e Neymar, mas principalmente o Ganso, ele estará jogando a sua autoridade de treinador no lixo, onde tudo aquilo que foi criticado na Copa de 2006 seria aceito novamente, pois convocar um jogador que peita o próprio técnico na frente de uma multidão é suicídio profissional. Agora com as revelações sobre o comportamento extra-campo (que desagradava até outros jogadores do próprio Santos) de Neymar nas concentrações (DU-VI-DO que Ganso não participasse disto) fica claro que Dorival nunca teve a devida autoridade perante os jogadores ou parte deles.
Mas também não sei se Dorival estava esperando uma oportunidade para tentar recuperar a sua autoridade, porém tentou recuperar talvez da pior forma possível.
Sim, sua total falta de autoridade perante o grupo ou pelo menos uma parte dele ficou exposta a todos. Tentou recupera-la em um primeiro momento de forma correta, exigindo uma punição ao jogador pelo clube, e aceitou a punição proposta. Só que Dorival, digamos (isto com base nas informações que o Santos divulgou) também Neymeizou a situação ao final. Ou seja, aceitou em um primeiro momento porém peitou depois a diretoria afastando Neymar em mais jogos. Ou seja, ele estava agindo da mesma forma que Neymar agiu e que ele combateu, e a Diretoria não teve outra saída, até para justificar a punição ao Neymar em demiti-lo. A demissão de Dorival pode parecer exagerada em um primeiro momento, mas não é. Ela foi necessária para justificar a punição imposta ao Neymar. Como justificar para o Neymar a sua punição sendo que o próprio técnico está peitando a autoridade superior à ele?
Fazendo um paralelo com o mundo corporativo é como se um super funcionário (vou colocar a categoria só para exemplificar viu pessoal de marketing?) de Marketing que está fazendo uma empresa decolar mais que foguete espacial da Nasa, mas que tem um comportamento onde peita o seu chefe e fala abobrinha dos concorrentes, mas não pode ser repreendido por orientação da Diretoria pois está fazendo a empresa crescer. Mas em um grande evento onde está todo o mercado, peita a chefia e colegas de trabalho em público xingando-as. O chefe óbvio que vai exigir da Direção da empresa uma punição severa. A punição é imposta com a multa e suspensão, mas o chefe, sem autorização superior (ou seja, também estava peitando a autoridade superior a ele) afasta o referido funcionário das principais funções e projetos que o cargo impõe. Ou seja, o próprio chefe acaba praticando algo que combateu contra o funcionário. E no mundo corporativo isto não é aceito, pois se você exigiu um determinado comportamento de seu subordinado, você como autoridade tem por obrigação ter o mesmo comportamento e por que no futebol seria diferente?
Errou Neymar que pensa que é o rei. Errou a Diretoria que sempre passou a mão na cabeça do garoto. E errou o Dorival que fez exatamente o que estava combatendo, peitar a autoridade. Infelizmente, eu como torcedora do São Paulo Futebol Clube não gostaria de ter um técnico que demonstrou claramente não ter o comando de um time. Que aceita calado os desmandes da Diretoria, mas que também pode ter rompantes de falta de respeito pela autoridade gerando um clima muito ruim dentro do grupo. E na atual conjuntura do tricolor é que eu menos quero no momento.
Mas espero que todos aprendam com o episódio, Neymar, o Santos e Dorival.

21 de set de 2010

Uma Rosa Com Amor 2 - Claude e Rosa depois do Casamento Parte 13

Durante cinco dias, Rosa fica internada na UTI fazendo com que todos fiquem mais no quarto de hotel paparicando Rosinha indo somente ao Hospital nos horários de visita e que são 3x por dia.
Neste período Claude, junto com D. Amália, Seu Giovani, Teresinha, e Dino, planejam uma surpresa para Rosa.
Dia da Alta
C: D. Amália, o berço de Rosa já está instalado no quarto de Rosa. E que pena que não podemos lotar o quarto de Rosas Vermelhas, mas o pôster deu certo. – Diz Claude.
Claude mandou fazer um pôster, tipo aqueles pôsteres que ficam em entradas de eventos, com uma foto dele com Rosinha, os sogros e cunhados. No pôster, o fundo era de Rosas vermelhas (como as Rosas do buquê do casamento) e na frente estava escrito a frase: “Rosas para a nossa Rosa com Amor. Sentimos saudades. Amamos você.”
Neste momento, Rosa saindo da UTI em cadeira de rodas para ir ao quarto pergunta:
R: Onde está o meu marido, ou os meus pais ou irmãos? – Pergunta Rosa estranhando que ninguém veio para levá-la ao quarto, pois tinha certeza que eles iriam fazer isto.
Enfermeira: D. Rosa, não sei. Segundo o Dr. Carlos (o médico que provoca ciúmes em Claude) parece que eles tiveram que sair para resolver os problemas de sua internação. – Diz a Enfermeira que sabia da orientação para não comentar nada. Estava todo mundo do corpo médico orientado para não comentar sobre a presença da família na alta da UTI.
R: Estranho, pensei que tudo estivesse resolvido. – Diz Rosa
Enfermeira: Fique calma que tudo dará certo. Já estamos chegando – Diz a Enfermeira que com a cabeça pede para outra enfermeira que estava no corredor dos quartos abrir a porta.
Quando a porta é aberta Rosa é surpreendida. Vê seu marido segurando o seu tesouro que é Rosinha, seus pais e irmãos. Todos no recinto choram de felicidade e ao fundo o pôster onde todos demonstram o amor que sentem por ela.
R: Meu Deus! Vocês querem que eu volte para a UTI? – Diz Rosa esticando os braços para segurar Rosinha ao mesmo tempo em que dá um beijo apaixonado em Claude no momento em que entrega a filha. D. Amália, Seu Giovani, Teresinha e Dino ao fundo assistem a tudo chorando.
C: Olha Mon Amour, nosso tesouro. Nossa Cherry. – Diz Claude que faz carinhos em Rosa. Nisto todos já estão próximos de Rosa que recebe os abraços e beijos da família.
A: Filha, que bom te ver assim. Pensávamos que iríamos te perder – Diz D. Amália
R: Mãe, eu já estava bem. Parece que vocês nunca me viram na UTI. – Diz Rosa emocionada e ao mesmo tempo rindo.
G: Filha, UTI pra mim nunca é bom. Eu e o Doutore morríamos de medo de te perder. Não gostamos de UTI – Diz Seu Giovani.
C: É verdade Cherry. Só íamos ficar calmos com você no quarto – Diz um Claude sorridente lindo de viver (tentem imaginar a cena do homem com camisa branca e cabelo meio despenteado e com barba por fazer).

17 de set de 2010

FIC Juana La Virgen: Bodas de Prata e renovação dos votos do casamento.

Maurício está sentando no escritório da Revista pensando no dia em que conheceu Joana (vem a lembrança do “Bonita... a moto” com a música Solo a tu Lado).
Nisto alguém bate na porta. Toc. Toc.
- Entra – Diz Maurício
- Oi pai – É a Mariana entrando
- Oi filha, o que faz aqui?! – Pergunta Maurício espantado
- Ô pai, não sabe que eu trabalho aqui como assistente da mamãe?!
- Lógico que sei. É que pra falar a verdade ainda não me acostumei com você deste tamanhoooooo... – Nisto, ele já está de pé e dá um abraço super gostoso na filha por trás.
- Sobre o que o Senhor estava pensando? A cara do Senhor é de quem estava viajando no tempo.
- E estava mesmo! Estava pensando no dia em que conheci a tua mãe. Não na festa, mas quando o meu carro se cruzou com a Pituza.
- Nossa! Já ouvi esta história um milhão de vezes! – Ri Mariana – Pai, era sobre isto que eu queria te falar.
- Sobre o quê minha filha? – Maurício parece não entender
- É que pai, daqui a três meses fará 25 anos que vocês se conheceram. O Sr. tem que fazer algo bem legal pra mamãe.
- Filha. Já estou preparando algo, sim. Senta aqui que vou te contar. – Nesta hora Maurício coloca Mariana no colo (sortuda!) – Você conhece a história do casamento simbólico lá na Serra?
- Até parece que não conheço, né pai? – Mariana ri novamente
- Pois bem, mandei construir lá uma capela onde o tema principal é o sol e as estrelas e irei fazer uma missa de renovação dos votos do casamento, só que vai ser uma surpresa pra tua mãe.
- Xiiii pai. O senhor sabe que a rainha das surpresas é a mamis e não o senhor.
- Pode deixar filha, já estou organizando tudo com o pessoal daqui e de casa.
Nisto entra na sala duas crianças, uma menina e um menino um pouco mais velho.
- Vovô – Grita a menina
- Vem cá minha Joaninha – Maurício pega a neta e põe no colo.
- Ela é a cara da mãe quando criança – Diz Maurício todo dengoso olhando pra Mariana.
- Vovô, a Joaninha não deixa eu brincar com a minha máquina fotográfica – Diz o garoto.
- Rafaelzinho, você sabe que a tua prima é mais nova. Ela ainda não entende estas coisas. Mas você pode brincar lá no estúdio, não é Mariana??????
- Sim, pai, pode, mas sem bagunça, viu crianças? – Diz Mariana – Bom, pai conta aí o que o senhor irá fazer.
- Bom deixa eu começar do começo...

Nisso passam os três meses...

- Caraca Maurício, eu tenho que ir lá nas montanhas fazer as fotos daquele pessoal esquisito????????? Por que não a Mariana ou o Rafael????? – Joana fica nervosa, mal sabe ela que é a surpresa que Mau está preparando.
- Fica calma Jô. Eles são esquisitos mas são do bem.
- E você pelo jeito se esqueceu que amanhã faz 25 anos que nós nos conhecemos.
- Hã, é mesmo. Esqueci. Quando eu voltar da viajem te dou um presente, tá? – Inês que está ao lado para agendar reuniões, quase cai na gargalhada com a disfarçada do chefe.
- Só depois da viagem???????? Você nunca passou a data em branco. Não tô te reconhecendo, viu Maurício. Ai do Senhor se tiver outra no pedaço!
- Não tem outra não. É que estou cheio de serviço e esta maldita viajem de negócios teve que ser marcada bem nesta época!
- Quando eu irei? – Pergunta Joana ainda nervosa
- Hoje depois do almoço. – Reponde Maurício como se nada tivesse acontecido. Inês fica espantada com a naturalidade do chefe na mentira.
- Hoje e depois do almoço?!?!?!?!?!?!?!?! Eu nem arrumei nada ainda Maurício!! Você sabe que eu gosto de deixar tudo arrumado!!! Máquinas, filmes, tudo, fora o que eu vou ter que levar de pessoal, como roupas e etc!!! – Joana está a ponto de voar no pescoço de Maurício de raiva.
- Joana, calma. Eu já pedi pra Mariana ir adiantando isto pra você.
- Tá bom Maurício. O Senhor manda, a tua escrava obedece.
- Não precisa ficar nervosa. Vai dar tudo certo – Nisto Maurício já abraça Joana por trás.
- Então deixa eu ir falar com a Mariana. Você me paga Maurício. – Joana dá um selinho e aperta a bochecha dele e sai da sala.
- Inês do Céu, ela caiu direitinho! – Comenta espantado Maurício
- É chefinho, caiu direitinho, mas espero que ela saia daqui rapidinho, pois tenho que ir ao salão me arrumar. 

Depois de falar com Mariana, Joana sai com o motorista que irá levá-la. Pela cortina Maurício fica olhando ela sair. Quando o carro vira ele dá sinal pra todo mundo sair e ir se preparar para o grande evento. A revista fica em polvorosa!

...Chegando nas montanhas, Joana fica lembrando (com Solo a tu lado de fundo musical e cenas da época) que a quase 25 anos atrás foi para esta mesma região junto com Maurício fugindo da polícia e que viveu momentos mágicos. Chegando no local combinado, aparece uma mulher que a cumprimenta.

- Oi Joana, fez boa viagem? Meu nome é Janaína. Será um prazer ter você em nosso grupo que prega o amor acima de tudo. – Janaína é uma das sócias do buffet, junto com Cleé, Lis, Lena, Andy e todo mundo do grupo.
- Fiz sim. Só estou um pouco cansada – Nisto já estava anoitecendo.
- Bom lá, na cabana tem um quarto arrumado pra você. Em cima da cama tem um vestido preparado especialmente para as visitas femininas participarem de nossa cerimônia amanhã. – O vestido é uma cópia fiel do vestido do casamento.

Joana olha o vestido e lembra do casamento. Abraça ele e acaba dormindo...

Enquanto isto na casa dos dois, Maurício vai dormir no quarto de hóspedes, pois seria mais fácil cair no sono sem a presença de Joana, mas não consegue, só tira um cochilo. Tânia fica pensando que depois de tanto tempo ainda se surpreende com o amor dos chefes.

Chega a manhã... 

- Joana. Está na hora. – Diz Andy
- Hã. Sim. Já estou me vestindo.
- Não se esqueça que você tem que colocar o vestido, tá? – Lembra Andy, se segurando pra não rir.

Joana acaba de se vestir e quando vai sair é surpreendida por Andy com um café da manhã com tudo o que ela gosta de comer. Depois de tomar o café da manhã, Andy avisa que terá que colocar uma venda nos olhos de Joana, pois as visitas não podem conhecer o caminho da cerimônia do grupo. 

Na capela, já está todo mundo: Rafael com a esposa e o filho, Mariana com Davisinho, seu esposo (filho de David e Brandy) e Joaninha, Armando (que continua solteiro. Acha que nunca vai viver um amor como o de Maurício e Joana), Henriqueta com Aninha (filha dela com Manuel), Ana Maria, Salvador, Ramonzito (filho de Ana e Salvador) e todo mundo da revista, os sócios de Miami, Humberto, Nicolau (ficou rico, montou uma fábrica de pastéis com o nome de Dona Acuzena em homenagem a sócia querida), Maurício que não para de andar de um lado para outro de nervoso e o pessoal do Buffet.

- Ai Manuel, será que ela não vai desconfiar de nada? – Pergunta Maurício mais nervoso ainda
- Maurício, calma. Acho que não. Quem diria que eu iria viver tudo isto aqui? – Suspira Manuelito lembrando o dia do casamento.

Nisto aparece Mariana que diz:

- Estão chegando pai.
- Bom deixa eu ir lá pra fora, Maurício, pois vou ter que trazer a minha sobrinha pra você. Maurício, obrigado por fazer a minha sobrinha a mulher mais feliz deste mundo.
- Não tem que agradecer. Eu é que tenho que agradecer pois ela me devolveu a vida.


- Joana, nós já chegamos. - Diz Clee.
- Onde eu estou? Não estou gostando nada disso. Eu gosto de tudo às claras! – Joana foi ficando nervosa pelo caminho. Começou a achar que estava sendo sequestrada e que tinham enganado Maurício com esta história de grupo místico, pois tinham proibido de levar os equipamentos para as fotos.

Joana sai do carro e é guiada até a porta da capela. Nisto ela sente o perfume que Manuel usa.

- Nossa, alguém está usando um perfume igual ao que o Titi usa!

Nisto a venda dos olhos é tirada e Joana fica espantada com a presença do tio.

- Mas o que você está fazendo aqui?! E o que isto significa?! – Pergunta Joana apontando pra capela.
- Parabéns pelos 25 anos de felicidade, Joana. E a tua felicidade está te esperando lá dentro – Fala Manuel.

A porta da capela se abre. A capela está toda enfeitada com sol e estrelas. Em cada sol está escrito: “O amor nunca se acaba. Joana e Maurício”. Joana fica espantada com a presença de todos e se emociona. Mesmo emocionada, fica olhando pra Maurício e murmura sorrindo: Você me paga!

Joana, de braços dados com o tio entra na capela ao som de Solo a tu lado. Na frente os netos carregam quatro correntes. Duas, com cada uma metade de um sol e duas, com cada uma metade de uma estrela.

- Titi, eu não ensaiei nada! – Joana fala baixinho.
- Joana, na hora você saberá o que falar – Responde Manuel

Chegando no altar Manuel entrega Joana para Maurício. Maurício dá um beijo na testa de Joana e diz:

- Minha vida
- Meu ar – Responde baixinho Joana

- Estamos aqui diante de Deus pra celebrar os 25 anos de felicidade deste casal, Maurício e Joana. Você, Maurício De La Veja, promete continuar amando Joana na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, até que a morte os separe? – Pergunta o padre, sobrinho de 2º Grau do Popaye

- Prometo – Responde Maurício sorrindo e olhando pra Joana.

- Você, Joana Perez de La Veja, promete continuar amando o Maurício na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, até que a morte os separe?

- Prometo amar até após a morte – Responde Joana olhando para Maurício. Nesta hora ambos já estavam chorando.
- Maurício, você gostaria de fazer alguma declaração? – Pergunta o padre. É apenas uma formalidade, uma deixa para que Maurício faça uma declaração e que as crianças entreguem as correntes.
- Sim. – Maurício olha fixamente em Joana – Você, Joana, é o Sol que me ilumina, a estrela que me guia. Você é minha vida, meu alimento da alma e do coração. Por isso vou te entregar esta metade de sol, pois nós dois somos um.

Maurício pega as correntes com as metades de cada um do sol. Quando juntas se lê a frase: O amor nunca se acaba. Nisto um raio de sol bate provocando um reflexo e Maurício e Joana maravilhados olham a imagem e lembram de todos os momentos maravilhosos que tiveram juntos (nisto vem as imagens que nós amamos ao som de Solo a tu lado). Um coloca a corrente no outro. Depois Maurício pega as outras correntes com a metade de uma estrela cada uma e cada um coloca a corrente em outro.

- Posso fazer uma declaração? – Pergunta Joana
- Sim – Responde o padre – Nisto Maurício olha sorrindo.
- Maurício, você é meu amor, minha vida, meu tudo. Sem você eu não sou ninguém. Te amo, te amo e te amo. – Diz Joana, já enchendo-o de beijos.

- Bom, eu vos declaro eternamente apaixonados – Diz o padre que encerra a pequena cerimônia tb chorando, pois conhecia a história e o seu sonho era fazer esta pequena cerimônia.

Abraçados um no outros eles saem da pequena capela construída e forma-se uma grande fila para os cumprimentos do casal. Mariana, Rafael, ou seja toda a família e amigos. Ao lado da capela, está montada uma grande recepção para o casal e os convidados. E depois de três horas de festa, os dois se olham e Joana fala toda marota:

- E este casamento, não vai ter lua de mel?
- Sim minha querida, você acha que eu esqueci disto? A nossa lua de mel será na cabana onde eu fiz AMOR pela primeira vez - Reponde Maurício sorrindo, referindo-se a primeira vez de ambos.
- Então vamos – Diz Joana

Nisto eles saem correndo de mãos dados e encontram o velho carro preto de Maurício todo decorado.

- Mãe, onde a vovó e o vovô vão? – Pergunta Joaninha para Mariana
- Eles vão voltar ao passado filha. Quando você for mais velha você irá entender – Responde emocionada Mariana.

O carro sai e atrás se lê ETERNAMENTE APAIXONADOS. O AMOR NUNCA SE ACABA. Toca Solo a tu Lado.

FIM

Fic originalmente postada aqui

Você se maquia para quê?

Alguma vez você já parou para pensar em porque você usa maquiagem? Você usa para VOCÊ ficar bela ou para os outros acharem você mais bela? Qual o sentido de perder 15 minutos de sono para colocar em seu rosto, agentes químicos que podem até te agredir sendo que você não terá a visão deste uso?
Estamos dando uma importância exagerada à beleza externa, mas e a beleza interna? Damos a mesma importância ou não? Fazemos a nossa maquiagem interna diária ou só nos preocupamos com a maquiagem externa?
Percebo que há milhares de sites, blogs, wikis, comunidades no orkut, facebook, twitter, etc (Até participo de alguns confesso. Até tenho alguns produtos {muitos por sinal}, mas estão encostados na minha valise) falando sobre maquiagem, mas poucos falam sobre caráter, como melhorar de vida com dignidade, como respeitar o próximo e as leis. Poucos também falam em como devemos sempre dar bom dia às pessoas, mesma para aquelas que nós nunca a vimos. Que devemos admirar as pessoas pelas atitudes e não por serem belas ou usarem a maquiagem do momento.
Quando vemos um homem normal ou até feio, nós mulheres nos preocupamos em saber se ele é honesto, trabalhador, se é romântico. Mas se ele gosta de se arrumar melhor, passar um lápis no olho ou uma base nas unhas (não falo das drags, transformistas e sim daquela categoria que classificamos como Metrasexual) ficamos sempre com um pé atrás achando que ele não é uma pessoa normal, que tem algum tipo de problema, ou que é gay (o preconceito fica disfarçado de preocupação amorosa).
Mas se a mulher não se arrumar, mesmo que ela seja bonita, na opinião de 99% do mundo (incluem homens e mulheres. Nestas horas somos iguais) ela é uma baranga, desleixada, e normalmente sofremos o apontamento da baixa auto-estima. Só seremos honestas, trabalhadoras, românticas se estivermos maquiada, ou pelo menos com o corte de cabelo, o batom e o esmalte da moda.
Percebemos claramente a importância que a sociedade dá à beleza externa quando revistas, blogs, sites, programas de fofocas mostram lado a lado, fotos de celebridades quando estão com maquiagem e sem maquiagem no melhor estilo “eu sou assim viu?”.

E você dá uma importância exagerada à beleza externa? Ou não?

16 de set de 2010

Uma Rosa Com Amor 2 - Claude e Rosa depois do Casamento Parte 12

Claude e Seu Giovani fazem uma careta pela bronca de D. Amália, mas ao final Claude dá um sorriso para a sogra que a deixa embaraçada, se levanta e dá um beijo estalado na bochecha dela e diz:
C: Adoro a senhora de corazón! E respeito muito e admiro o Seu Giovani. – Diz Claude que dá um abraço no sogro também.
G: Doutore, também gostamos muito do senhore sim. Eu no começo, não achava certo a relação do senhore com a Fina, pois tinha medo dela sair machucada e magoada novamente, mas vi o quanto o senhor a ama. – Diz Seu Giovani emocioando.
C: Eu sei Seu Giovani que tudo o que o senhor fez foi por amor à Fina. Os pais sempre devem amar e proteger os filhos. – Diz Claude
A: Também gosto muito do senhore. – Diz D. Amália fazendo um carinho no rosto do Francês. O carinho alegra o francês, mas ao mesmo tempo o entristece pois ele nunca teve o mesmo carinho que D. Amália lhe dá da própria mãe.
A: Mas doutore, precisamos resolver algo. – Diz D. Amália. Claude e até Seu Giovani olham sério para ela sem entender.
C: Fala D. Amália. O que foi que precisamos resolver? – Pergunta Claude.
A: O que vamos fazer com a Rosinha? Ela vai ter alta hoje, mas eu vou ficar aqui, mas ela precisa de leite materno e a Fina ainda está na UTI. – Diz D. Amália.
C: É mesmo. Non tinha pensado nisto. Vou resolver este assunto. – Diz Claude preocupado. Ele fica quieto um pouco e ao mesmo tempo pensativo e depois diz
C: Bom D. Amália, a senhora vem comigo para me dar uma ajuda, mas antes vou ao banheiro. A senhora me espera? – Pergunta Claude.
A: Claro Doutore. Pode ir. Eu espero aqui – Diz D. Amália.
Enquanto Claude vai ao banheiro, D. Amália e Seu Giovani ficam na sala de espera.
G: Droga. Agora só podemos ver a Fina em horário de visita – Resmunga o velho.
A: Homem de Deus. Por favor, não ensine as suas manias ao Doutore. A Fina não vai gostar. – Diz Amália.
G: Nós só queríamos ver a Fina, só isto. E o Doutore já tava quase morrendo de saudades dela. – Diz Seu Givoani
A: E você Homem de Deus, ao invés de acalmá-lo, incentiva ele a burlar as regras do hospital. Estão parecendo mais pai e filho do que sogro e genro. – Diz Amália rindo.
G: Gosto muito dele sim. Não imaginava que fosse gostare tanto do Doutore assim, mas vi que ele é um homem muito bom e que ama muito a nossa filha e é isto que importa. – Diz Seu Giovani.
A: Mas gostar não significa passar as manias pra ele viu? – Diz Amália rindo.
Enquanto isto no banheiro Claude lavando o rosto fica pensando em como Rosa e seus sogros mudaram a sua vida e para melhor. Quando pensa nisto, sente uma paz incrível que toma o seu corpo. E esta paz o faz decidir: Rosinha ficará hospedada junto com eles no hotel. Ele só precisa comprar às pressas um berço para montar no hotel, uma banheirinha móvel e trazer a babá que já havia sido contratada por Rosa e por ele. Rosinha dormiria no mesmo quarto que D. Amália e a Babá e Seu Giovani ficaria em um quarto e ele em outro. Com a decisão tomada, o nosso pão francês sai do banheiro.
C: D. Amália, já decidi, a Rosinha vai ficar hospedada aqui junto com nós no hotel. Vou comprar em uma loja um berço simples e uma banheirinha móvel e vou trazer a Sílvia (babá) para cá com as coisas delas. A senhora fica hospedada junto com elas e Seu Giovani fica em um quarto ao lado e eu em outro. Tudo bem para a senhora? – Pergunta Claude.
A: Por mim tudo bem. E pra você homem? – Pergunta D. Amália para Seu Giovani.
G: Por mim tudo bem. Se não tem outro jeito – Diz Seu Giovani.
C: Bom, então vamos D. Amália e Seu Giovani escolherem o berço e a banheira. E depois voltamos pra cá para montar – Diz Claude.
Os três saem juntos junto com o motorista Rodrigo e chegam à loja em que Claude e Rosa já tinham comprado os móveis do quarto de Rosinha.
Quando os três chegam à loja, vêem que tem três modelos diferentes e com cores Verde e Branca para a alegria de Seu Giovani e Claude (Que tinha virado palmeirense fanático. Influência do sogro), mas o modelo mais simples era da cor Rosa e Branco. Seu Giovani e Claude ficam quase 3 horas na loja tentando se decidirem qual modelo levar. D. Amália sempre tentava convence-los a levar o modelo mais simples, porém nunca conseguia. Quando Rosa estava grávida, ela e Claude tinha ido à loja e escolhido um modelo de jogo de berço em tons branco com amarelo claro, visto que eles não quiseram saber o sexo do bebe. Claude naquela época já queria um jogo nos tons verde e branco, mas Rosa fez pé firme e escolheu este tom de cores.
Finalmente D. Amália se irrita com a indecisão dos dois e diz:
A: Homens de Deus! Estamos aqui a mais de 3 horas e vocês não sabem qual berço escolher? Tem que ser o mais simples, porque vai ser usado somente durante 15 dias. E depois será doado. Não precisa se cheio de coisinhas. – Diz D. Amália emburrada.
C: A senhora está certa – Diz Claude meio a contragosto.
Finalmente eles aceitam levar o mais simples. O vendedor da loja pergunta:
V: Querem uma equipe para montagem do berço e da banheira? Temos uma equipe disponível neste momento na loja.
C: Non precisa, eu e MEU SOGRO sabemos montar qualquer coisa. – Diz um Claude orgulhoso e com o peito estufado para o vendedor que se segura pra não rir.
G: MEU GENRO sabe fazer tudo – Diz Seu Giovani orgulhoso pelo genro que tem.
D. Amália se divertia por dentro pela situação, mas sabia que nenhum e nem outro conseguiriam montar o berço e faltava pouco tempo para a alta da neta. Então ela diz:
A: Homens de Deus, se vocês levaram mais de 3 horas para se decidir na compra de um berço, quanto tempo vai demorar a montá-lo? Acho melhor ser a equipe da loja, eles montam bem rápido. – Diz D. Amália.
C: Não D. Amália. Não precisa. Sabemos fazer tudo né Seu Giovani? – Diz Claude.
G: Sim Amália. sabemos fazer tudo – Diz Seu Giovani.
D. Amália não consegue convence-los a aceitar a equipe de montagem, mas tem uma idéia. Finge que está olhando algo enquanto os dois saem com as peças, mas não realidade está falando com o gerente que fica ao lado dela e que percebe o que ela queira fazer.
A: Olha Doutore, estes dois só não são mais atrapalhados por falta de espaço e eles não vão conseguir montar o berço. O senhor tem um cartão para que eu possa ligar para pedir socorro?
Gerente: Sim minha senhora. Tenho um cartão aqui. É só ligar e em menos de 5 minutos eles estarão lá.
A: Obrigada. Pode ter certeza que vou ter que chama-los. Deixem-nos de prontidão. – Diz D. Amália.
G: Vamos mulher! Anda ou vamos chegar muito tarde no hotel. – Diz Seu Giovani bravo na porta do carro e que não percebe o que D. Amália fazia.
A: Já to indo Homem de Deus! – Diz D. Amália que esconde na bolsa o cartão da loja.
Os três vão primeiramente ao apartamento, onde pegam as coisas para Rosinha e a babá que já estava de prontidão. Apesar do trânsito intenso, conseguem chegar ao hotel rápido.
Claude e Seu Giovani começam a preparar a montagem, porém ficam mais perdidos que cego em tiroteio.
C: Porque não veio um esquema? Seu Giovani, acho que temos que começar com esta parte. – Fala Claude segurando um peça do berço
G: É mesmo doutore, acho que devemos começar com esta parte mesmo. – Diz Seu Giovani com cara de interrogação. A mesma cara tinha Claude.
Depois de meia sem sucesso, Claude coça a cabeça e percebe que não conseguirá montar o berço. Seu Giovani também percebe a mesma coisa.
C: D. Amália acho que a senhora tinha razão. Devíamos ter aceitado a oferta de eles montarem o berço. – Diz um Claude meio decepcionado por ter que admitir que não conseguiu montar o berço.
A: Bem que eu avisei, mas vocês, orgulhosos como são, não iriam admitir isto nunca. Precisavam provar a todo mundo que são capazes de tudo. Ainda bem que me preveni e combinei já com o gerente. É só ligar neste número e pedir para eles virem até aqui para montar. – Diz D. Amália entregando o cartão da loja para Claude.
C: Muito obrigado D. Amália. Agora sei pra quem Rosa puxou no sentido de ser prevenida. – Diz Claude dando um beijo delicado no rosto da sogra.
Claude liga e pede para que a equipe de montagem venha. Eles chegam e em menos de 15 minutos montam o berço e a banheira para decepção de Claude e Seu Giovani que se sentem derrotados e humilhados.
Após as montagens, Rosinha, que já tinha tido alta, chega ao quarto com a babá. Claude todo babão vai para pegar a filha e ficar ninando ela (socorroooooooo. Quero ser a Rosinha por cinco minutos pelo menos. #ComoFaz?)
C: Vem cá minha pequena Cherry. Teu papai tava com saudades. Meu tesouro. – Diz um Claude todo babão pra filha.
Rosinha, chora um pouquinho o que assusta o francês, mas Sílvia o socorre. O choro é de fome e a babá já tinha sido orientada pelos médicos a dar o leite materno de Rosa que era coletado e tratado para retirar qualquer indício de remédios (galera, não sei se isto é possível na vida real). Claude se frustra um pouco com a cena, porque desejava ver a cena de Rosa amamentando sua Rosinha.
Rosinha depois de ser amamentada dorme como um anjo. Deixando todos com caras de bobos.

Debate URCA: Rosa descobriria a sua força interior sem a ajuda de Claude?

Hoje completa 1 mês do último capítulo da novela Uma Rosa Com Amor. E algo que me atraiu na novela, foi a transformação de Rosa, não só física, mas psicologicamente.
No decorrer da novela, vemos como Rosa se transforma. A transformação física (aqui no como se vestir, se arrumar) é clara e evidente, mas tem também a transformação interna dela como pessoa, ou a descoberta de uma força que nem mesmo ela sabia que existia.
Vi que Claude foi importante não só como o bonito francês que precisa da cidadania brasileira através do casamento forjado com a sua secretária, que é “feia e desajeitada”, para realizar o seu sonho de construir casas populares. Claude foi importante também em mostrar à Rosa, o quanto ela é forte e que ela pode ser feliz se libertando de um sistema familiar patriarcal tradicional e até um pouco opressivo e que usa a desculpa da preocupação paternal para controlá-la.
Mas será que sem o motivo principal (o casamento com o francês) que a fez mudar fisicamente, e por conseqüência, despertar uma força interna adormecida, isto ocorreria e a libertaria deste sistema? Será que ela por si só conseguira perceber a sua força e lutaria como ela lutou já ao final da novela?

10 de set de 2010

Resenha Final de Livro: Grau 26 A Origem

Resenha Final: Hoje terminei de ler o livro, e vou finalmente fazer a resenha final, visto que já tinha feito uma parcial (aqui) e dado os meus pitacos inciais.
Conforme tinha dito na resenha parcial, na primeira parte, Sqweegel não tinha me impressionado a ponto de falar "nossa, realmente podemos classificá-lo como Grau 26". Pra mim, os crimes eram como outros qualquer que já tinha passado em qualquer série de tv que trate de serial killer (mais precisamente Criminal Minds).
Só que a maldade e loucura de Sqweegel cresce de tal forma, que imaginar o fim que ele dará em Sibby, uma das personagens centrais do livro e que afetará novamente o seu principal perseguidor assusta até um George Foyet da vida. Sim, ele tem todos os elementos que caracterizam um serial killer, mas ele utiliza estes elementos da forma mais forte possível, levando a maldade para um nível nunca antes atingido.
Sua maldade é tanta e sua vontade de mostrar que sempre esteve a frente durante toda a investigação que acaba por enlouquecer todos que de alguma forma tentaram capturá-lo. E ao final do livro, apesar de não ser dito claramente, ele tem uma ligação com um dois policiais muito maior do que simplesmente uma caçada entre polícia e bandido.
Depois de terminar de ler, fico até com medo de como virá uma versão em cinema. Das duas uma: Ou o filme fará Hannibal ficar no chinelo e a classificação será para pessoas acima de 40 anos tamanha maldade que será mostrada na tela, ou vão tentar amenizar a maldade dele a ponto de perder totalmente o sentido da classificação 26.


Só quem lê o livro, entende a perversidade desta cena.

6 de set de 2010

Uma Rosa Com Amor 2 - Claude e Rosa depois do Casamento Parte 11

A: Espero que me obedeçam porque eu preciso ir para casa para ver como as coisas estão. – Diz séria D. Amália olhando principalmente para Claude.
C: Pode confiar em mim, D. Amália – Diz Claude sério, que segura a mão de D. Amália.
A: Espero mesmo – Diz D. Amália agora olhando de um jeito terno para o francês.
F: D. Amália, eu se fosse a Senhora não confiaria neste francês não. Acho melhor a senhora ficar. Quer que eu te ajude em alguma coisa? Mas eu com estes dois sozinhos aqui sou peixe pequeno – Diz Frazão quase rindo porque sabe que se Claude e Seu Giovani ficarem sem D. Amália, mesmo com ele pra tentar controla-los, não conseguirá.
A: Não tem jeito doutore. Preciso pegar umas roupas para o Giovani e pra mim, ver como estão a Teresinha e o Dino e a casa. – Diz D. Amália para Frazão.
C: D. Amália confie em mim, por favor – Diz Claude meio triste.
G: Amália, confia no Doutore! Ele ama a Fina! – Diz Seu Giovani já nervoso. Não via a hora de ficar sozinho junto com o Doutore para tentar entrar na UTI e ver a filha.
C: Obrigado Seu Giovani por me entender – Diz Claude olhando emocionado para o sogro.
A: Doutore, eu confio no senhor, e sei que o que o senhor aprontar é porque AMA DEMAIS a Fina, mas tenho medo é que o Senhore e Giovani saiam prejudicados. E principalmente a Fina. – Diz D. Amália que entende que as possíveis atitudes de Claude e Seu Giovani serão feitas por amor à filha.
C: Obrigado por confiar em mim D. Amália – Diz Claude emocionado dando um beijo delicado na testa da sogra.
A: Bom, agora eu preciso ir, porque pode ficar muito tarde para voltar – Diz. D. Amália.
C: Frazão você vai voltar para o escritório de Táxi. E o Rodrigo levará D. Amália para o Casarão e ficará a disposição dela durante todo o tempo. Explica para o Rodrigo, ok? – Diz Claude.
F: Pode deixar francês – Responde Frazão que pensa sorrindo: “Quem te viu e quem te vê, hein Francês”. Quem diria que ele veria um Claude tão apaixonado assim.
Frazão e D. Amália se despedem dos dois e vão embora.
G: E agora Doutore? Como vamos fazer? – Pergunta Seu Giovani.
C: Daqui a pouco sai uma enfermeira da UTI da Rosa. – Diz Claude olhando o relógio.
Cinco minutos depois realmente sai uma enfermeira da UTI. Claude e Seu Giovani vão rápido em direção da porta e ambos olham para trás para verificar se não tem ninguém que pode os entregar e entram sorrateiramente (a porta não é trancada por motivo de segurança em caso de incêndio e outros problemas. “Não sei se é assim na vida real”). Rosa estava no leito de olhos fechados, porém acordada.
G: Doutore, a Fina está dormindo. Acho melhor voltarmos. – Diz Seu Giovani. Antes que Claude pudesse dizer ou fazer algo, Rosa abre os olhos e diz:
R: Mas o que vocês estão fazendo aqui? Não ta no horário de visita! Estão querendo arranjar confusão aqui por acaso? – Diz séria Rosa, mas feliz da vida por dentro pela cumplicidade entre Claude e seu pai.
G: Calma Filha – Diz Seu Giovani
C: Rosa fala baixo para não descobrirem a gente – Diz Claude pondo o dedo indicador delicadamente nos lábios de Rosa. O simples toque fez Rosa estremecer toda.
R: Mas o que o médico falou hein? Agora visitas só no horário certo – Diz Rosa mesmo sabendo que os dois não vão respeitar muito o seu pedido.
R: O senhor está passando todas as suas manias para o Claude pai – Diz Rosa que olha ternamente para o pai e em seguida para o francês, pois sabe que os dois são mais parecidos do que ambos se imaginam.
G: O doutore te ama muito e me entende filha, pois sabe que o que eu faço é porque também te amo e quero o teu bem. – Diz Seu Giovani.
C: Eu te amo Rosa. Não consigo ficar muito tempo longe de você. – Diz Claude todo dengoso.
R: Eu sei que vocês me amam demais, mas tem que entender que aqui não é a empresa ou as nossas casas, viu? – Diz Rosa fazendo carinho no rosto do Francês e olhando para o pai.
Neste momento, o médico chega ao leito por outra entrada e dá de cara com os dois que tomam um susto daqueles. Rosa acaba rindo da cara dos dois mas torce para que o médico não faça um escândalo.
M: MAS O QUE EU FALEI PARA O SENHOR? – Diz o médico olhando sério para Claude.
M: EU NÃO DISSE QUE A PARTIR DAQUELE MOMENTO, AS VISITAS NA UTI SERIAM SOMENTE NO HORÁRIO? VOU FALAR COM A SEGURANÇA – Diz o médico já indo à porta. Rosa se assusta com a mudança de atitude do médico e diz:
R: Doutor, por favor, perdoe estes dois. Eles agem muito com o coração e não com a razão. – Diz Rosa quase chorosa.
O médico se volta para o leito de Rosa e diz sério:
M: Bom, vou relevar esta infração, mas se acontecer novamente terei que tomar as devidas providências. Visitas só no horário. Eu sei que a paciente é uma pessoa especial e.. – Diz o Médico mas sem terminar a frase, pois Claude o interrompe enciumado:
C: Mas como você sabe que ela é uma pessoa especial? – Pergunta Claude furioso e totalmente enciumado.
R: Calma Claude – Pede Rosa constrangida pela cena de ciúme, mas por dentro feliz.
G: O doutore Claude está certo. Como o senhore pode dizer que ela é uma pessoa especial? – Diz Seu Giovani que achou uma falta de respeito com o Doutore Claude como o médico se referiu à Rosa.
M: Calma, disse que ela é pessoa especial, porque em 20 anos de carreira, já vi muitos pais e filhos tentando burlar os horários de visita, mas marido eu nunca vi, e olha que já vi muitos maridos apaixonados. – Diz o médico que entendeu a reação dos dois e quase ria da situação.
G: Mas o senhore então nunca conheceu marido apaixonado. Marido apaixonado só eu pela Amália e o doutore Claude pela Serafina – Diz Seu Giovani fazendo corar Rosa e Claude que abre um sorriso de felicidade.
R: Pai, não me faz passar vergonha – Diz Rosa encabulada.
G: É verdade filha – Diz Seu Giovani um pouco emburrado.
M: Mas agora eu preciso que vocês dois saiam da UTI e faça a visita à paciente só no horário estipulado. Mas vou deixar vocês darem um beijo de despedida – Diz o médico que se segura para não rir da cara de poucos amigos que Claude demonstra para ele.
C: Mon Amour, não tem jeito, vou ter que ir. Te amo Cherry – Diz Claude dando um suave beijo nos lábios de Rosa. Rosa segura a cabeça do Francês e dá um beijo mais impetuoso nele que tem que se controlar para não avançar mais. Logo em seguida se afasta e Seu Giovani chega para se despedir da filha.
G: Filha fique com Deus. A gente vai ficar aqui o tempo que for preciso. Nós vamos ficar aqui na sala ao lado viu? Te amamos – Diz Seu Giovani que dá um beijo na testa da filha.
R: Eu amo vocês dois viu? E muitooooooo. Mas por favor, sem aprontar de novo, ok? – Pede Rosa que joga um beijo para os dois que já estão na porta com o médico que irá acompanhá-los.
C: Ta bom meu amor – Diz Claude meio emburrado. A cara do Francês faz Rosa rir.
Claude, Seu Giovani e o médico saem e na sala de espera da UTI, Claude pergunta sério com a mão no queixo (sério mais pelo ciúme do que preocupação) ao médico:
C: Quanto tempo ela ficará na UTI ainda doutor?
M: Se tudo correr bem, ela pode sair da UTI dentro de cinco dias e depois ficar mais dez dias no quarto até ter alta – Diz o médico.
G: Cinco dias Doutore? – Pergunta Seu Giovani ao médico decepcionado pelo tanto de dias que terá que respeitar os horários junto com Claude.
M: Sim, cinco dias se não houver intercorrências novas na paciente – Diz o médico meio que incomodado com os olhares furiosos provocados pelo ciúme de Claude.
G: Inter o quê? – Pergunta Seu Giovani que não entende o que o médico disse.
C: Se não houver problemas Seu Giovani. Vamos ter que agüentar estes horários curtos para ver Rosa nestes cinco dias – Diz Claude emburrado. Estava bravo agora não só pelo fato de sentir saudades, mas a frustração e raiva só aumentaram porque entrou o componente ciúme nas suas preocupações na visita à UTI.
Depois de 4 horas que D. Amália tinha saído, ela retorna trocada e com roupas para Seu Giovani, e para ela. Mas também com roupas para o Francês porque teria a certeza que o Francês não dará a cara tão cedo no apartamento e por isto foi ao apartamento do mesmo para pegar algumas mudas de roupa e também para dar as últimas notícias para Dádi e Socorro e ver como está arrumado o quarto de Rosinha.
A: Oi Doutore, oi Geovani. Pela cara de vocês, vocês tentaram entrar na UTI né? – Pergunta D. Amália, que tem a certeza da resposta pois a cara de emburrados dos dois entregam.
G: É mulher, tentamos mas não deu certo – Diz emburrado Seu Giovani.
C: Conseguimos ainda vê-la, mas o médico apareceu e nos expulsou de lá – Diz Claude com cara de criança travessa para D. Amália.
A: E aposto que quem livrou a barra de vocês foi a Rosa né? – Comenta D. Amália.
C: Tentamos D. Amália. Chegamos a entrar .... – E Claude explica toda a situação para D. Amália e também sobre o período previsto de internação na UTI e ele não omitiu nem a fala do médico que lhe provocou ciúme. Ao final da explicação D. Amália diz:
A: Aposto que o senhor não gostou muito do tratamento do médico à Fina né? – Comenta D. Amália dando um sorriso para o francês.
C: Não tem ciúme nenhum D. Amália – Diz Claude com a cabeça baixa.
G: Amália deixa o Doutore. – Diz Giovani para a esposa.
A: Ta, faz de conta que eu acredito em vocês dois. Mas também não quero brigar com ninguém, mas vocês mereceram a bronca do médico e da Rosa – Diz Amália séria.
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