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23 de jun de 2011

FIC: Um segredo de Claude (@_claudiolins)

Já tinha quase dois anos que Rosa tinha tido Rosinha e o problema no pós-parto. Ela e Claude continuam mais apaixonados que nunca e são verdadeiros furacões no quarto para desespero de Dádi mas Claude sempre usa camisinha, pois tem um medo enorme de perdê-la apesar dos protestos veementes de Rosa. Porém nos dois últimos meses Claude vai todo os dias às obras das casas populares e volta direto para o apartamento cansado e praticamente calado. Rosa conhece o marido muito bem e sabe que algo não está bem para ele e toda vez que ela pergunta ele desvia o assunto. Rosa sente que ele esconde algo grave dela, mas apesar de todos os esforços da esposa em saber o que ocorre ele não revela nada.
Na construtora em um dia qualquer....
Rosa e Frazão estão em reunião. O segundo lote de casas populares estava quase pronto, no máximo em 2 meses as casas seriam entregues para os donos e Rosa e Frazão viviam em reuniões com Claude, porém sempre na parte da manhã, pois a tarde era reservada para Claude vistoriar as obras, apesar de Frazão não achar necessário esta vistoria todos os dias.
R: Frazão, você sabe onde Claude guardou o documento do habite-se das casas populares? A Janete precisa deste documento. Ela achou que estava comigo mas não está. Claude deveria entregar para ela.
F: Não sei Rosa. Você já olhou nas coisas dele?
R: Sim, mas não acho de jeito nenhum.
F: Bom, vou ligar para o celular dele.
Frazão tenta mas dá como fora de área. Então liga para o canteiro de obras das casas populares a procura de Claude.
F: Alô, Sr. Antônio? É o Frazão! Preciso falar com o Claude. O senhor pode chamá-lo para mim?
A: O Dr. Frazão, o Dr. Claudes só vem na semana que vem na obra.
F: Como assim?
A: Dr. Frazão, antes o Dr. Claudes vinha uma vez por semana, agora ele vem a cada 15 dias.
F: Como assim?! Ele não vai aí todo dia?
A: Não Dr. Ai, acho que fiz besteira. Acho não devia ter falado isto.
F: Não Sr. Antônio, o Sr. fez certo. Obrigado e até mais.
F: Rosa, você escutou?
R: Sim Frazão, escutei. Não estou acreditando nisto. O que o Claude anda aprontando? Eu tenho notado ele um pouco estranho quando volta destas “visitas”, muito calado e percebo um olhar triste. Tento descobrir o que é mas não consigo. - Diz Rosa desolada.
F: Rosa, se aquele francês estiver te traindo eu mato ele! Eu mato! Me diz, vocês tem feito hum, hum?
R: Sim, quase todos os dias, mas sempre com a maldita da camisinha. Já falei que não tem problema eu engravidar, que o médico já nos orientou mas ele não aceita. É só falar em gravidez, mas principalmente em parto que ele começa a espirrar, a suar frio, a tremer. Já está na hora da Rosinha ter um irmãozinho ou uma irmãzinha. Os avós estão começando a cobrar. E eu quero outros filhos Frazão! - Diz Rosa já chorando.
Ela no fundo não acreditava em traição amorosa, mas mesmo assim se sentia traída. Frazão também estava arrasado, pois além de ver que o amigo enganava a esposa, que era a sua amiga também, ele também se sentia traído, pois Claude podia se abrir, apesar que Frazão iria sempre contra-argumentar para Claude.
Enquanto isto em um carro importado rodando por São Paulo ….
- Non, eu non posso continuar a fazer isto com Rosa, non posso! Non é justo, ela non merece! Ela precisa saber a verdade. - Diz Claude para si mesmo em voz alta.
Claude chega à uma casa simples. Uma moça bonita o recebe.
Mulher misteriosa 1: Oi Dr. Claude.
C: Oi, tudo bem?
MM1: Sim, está tudo bem. Obrigado pelo dia de ontem.
C: Ela está onde?
MM1: Ela está no quarto
Claude chega ao quarto indicado.
C: Oi. Nossa como você está linda. A cada dia você fica mais linda. - E Claude entrega uma linda caixa embrulhada em papel de ceda Rosa.
M2: Adorei. Você sabe que eu te amo né? - Diz a outra pessoa feminina misteriosa dando um abraço em Claude que retribui. A cara de satisfação do Francês era tudo nesta hora.
Agora Claude vai ficar novamente três horas neste quarto e só vai sair quando estiver exausto e depois irá ao outro quarto repor as energias – Diz MM1, dando um largo sorriso de satisfação.
Depois de 4 horas, Claude sai dos quartos.
C: É, novamente foi maravilhosa estas 4 horas aqui. Estou agora muito bem.. Estas horas me revigoraram. Mas Rosa se descobrir nunca irá entender. Nunca irá me perdoar – Diz Claude que só a lembrança de Rosa e o sentimento de traição o faz tirar um pouco do sorriso de seu rosto.
MM1: Dr. Claude, Dona Rosa terá que entender. Ela precisa entender o seu lado.
C: Non, ela non irá entender. Preciso parar de vir aqui. Para pelo menos tentar falar com Rosa. Sei que Rosa nunca irá me perdoar.
MM1: Mas ela também não irá entender o porque de você nunca mais vir aqui. Ela também te ama muito. - Diz a mulher misteriosa 1 apontando o quarto no qual Claude saiu esbaforido.
C: Sim, eu sei e também a amo muito, muito. Mas non posso mais mentir para Rosa. Non devia ter começado isto. Tome, é o cheque como eu prometi. Amanhã venho me despedir dela e de todo mundo. - Diz Claude triste neste momento
MM1: Dr. Claude, pense bem no que o senhor vai fazer. O Senhor pode machucá-la diz fazendo sinal com a cabeça e apontando o quarto.
C: Isto é o melhor. É melhor acabar com isto ainda no começo. - Diz Claude já do lado de fora da casa.
Aos prantos, Claude volta para casa dirigindo. Tenta organizar os pensamentos, mas não consegue. Precisa parar em um posto de combustível, pois chorava tanto, que já estava se tornando perigoso dirigir. E neste instante ele decidi, este será o único segredo que ele guardará de Rosa. Mas o seu coração se quebra ao se lembrar daquela pessoa tão especial e que ficava naquele quarto e que deixava o seu momento mais doce.
Enquanto isto na construtora …
F: Então estamos combinados né Rosa? Assim que Claude sair para a “obra” vamos atrás dele e ver o que este francês está aprontando.
R: Isto Frazão. O carro com a película já está reservado. E o motorista também. Será o novo motorista dos Smiths que o Claude não conhece. Assim vamos conseguir seguí-lo.
Rosa e Claude acabam chegando ao mesmo tempo no apartamento. Claude vai tomar um banho. Rosa percebe que Claude está mais quieto e triste do que de costume. Rosa também toma um banho e desce para comer algo junto com o marido. Dádi tinha preparado uma senhora mesa, mas Claude mal toca na comida. E Rosa, nervosa pelo comportamento estranho do marido também mal come.
C: Desculpe Dádi, sei que sua comida é maravilhosa, mas houve alguns problemas nas obras e estou muito cansado hoje.
R: Eu também estou muito cansada Dádi. Desculpe.- Diz Rosa que segue o marido. Dádi fica estática. Nunca tinha visto um clima tão pesado na casa com somente o casal. Vinha notando que o Francês estava mais calado do que de costume, mas hoje o clima ficou péssimo.
Claude e Rosa neste dia não fazem hum hum. Claude fica somente abraçado à Rosa. Tenta segurar o choro para Rosa não perceber e depois fazer perguntas nas quais ele não saberia responder.
Ambos dormem, mas não o melhor dos sonos, pois ambos sentiam que neste dia que se anunciava a vida deles poderiam mudar para sempre.
Na construtora …
Claude e Rosa chegam juntos. Mas fazem o caminho praticamente calados. Rosa evita perguntar o que estava ocorrendo. Tinha medo, pela primeira vez, desde que se envolveu com Claude do que ele poderia falar para ela.
Tudo transcorre normalmente (dentro da medida do possível) até a saída de Claude. Mal Claude entra no elevador social, Rosa e Frazão vai atrás pelo elevador de Serviços do Prédio. E conforme combinado seguem o Francês.
A primeira preocupação de Frazão era ver se Claude faria o caminho de algum motel famoso já frequentado por ele nos velhos tempos. Para alívio do amigo não, mas para o seu espanto e de Rosa, Claude ia cada vez mais para a Zona Sul de São Paulo. De repente Frazão e Rosa na periferia de São Paulo, em uma das áreas mais pobres.
Neste momento, Claude para o carro e desce com um enorme presente nas mãos. Na casa não havia qualquer identificação do que era alí. Frazão e Rosa se entreolham assustados, mas percebem que teria que ser hoje mesmo a descoberta do que o Francês estava aprontando.
Claude é recebido por uma loira magra e muito bonita, além de alta (perfil Anna Hickmann) (na realidade é a mesma mulher que recebeu Claude no dia anterior). Rosa, no carro fica uma fera ao ver Claude com a loira
R: O que esta piriguete chivetona quer com o Claude?? Eu vou lá agora!
F:Calma Rosa. Vamos esperar o Claude entrar aí vamos lá.
R: É você tem razão.
Claude entra junto com a mulher. Apesar do nervoso e raiva, misturado com o ciúme, Rosa, percebe um desânimo nos passos de Claude como tentando evitar ao máximo em entrar na casa.
Finalmente Rosa e Frazão chegam à porta da casa. A mesma mulher aparece na frente. Tinha visto os dois saindo do carro pela janela.
MM1: Bem vindos ao Orfanato Lar Feliz! Vieram conhecer o local?
R e F: Orfanato? Aqui é um Orfanato?
MM1: Sim, um orfanato. Vocês não vieram para conhecer o Orfanato?
R: Não. Vim ver o que estava ocorrendo com o meu marido. O homem que acabou de entrar aqui. Ontem descobri que ele tem mentindo para mim a algum tempo, fazendo de conta que ia para um lugar.
De repente Rosa começa a entender o que estava acontecendo. Frazão quase junto com Rosa também começa a entender.
R: Tem alguma criança que ele ajuda aqui? Tipo uma adoção em forma de ajuda?
MM1: Dona Rosa. Posso te chamar de Dona Rosa? Eu sei o seu nome porque ele sempre fala da senhora. Ele a ama muito. É muito lindo o amor dele pela senhora.
R: Pode.
MM1: Então, ele descobriu o nosso orfanato através de um dos empregados da obra da construtora. Este empregado que é o Sr. Antônio sempre ajuda aqui, ou com um serviço de pedreiro mas que não cobra, ou com mantimentos, mas a nossa situação estava difícil. Devíamos quase 1 ano de aluguel e corríamos o risco de ser despejados. Aí o Dr. Claude veio aqui, pagou os atrasados e mais 1 ano de aluguel. Mas quis conhecer o local e se encantou pela Vitória. Fica horas no quarto dela brincando com os brinquedos que ele já deu para ela. Sai exausto.
R: Vitória é órfã né?
MM1: Sim. Ela tem 5 anos, mas é muito esperta. Sua mãe era viciada em crack e morreu de overdose a 1 ano. Tem um irmãozinho de 1 e 2 meses. A mãe tinha dado à luz em uma casa abandonada. Ela mesmo muito pequena tentava dar o que de comer para o irmãozinho no período que ficou sozinha ao lado do corpo da mãe morta, mas graças a Deus os vizinhos notaram, acho que mais pelo cheiro e alertaram a polícia.
Neste momento, Rosa e Frazão já choravam contidos.
R: Como vocês sabem a idade do garoto?
MM1: Sabemos que ele nasceu no dia de São Pedro, porque quando a pegamos e ela começou a contar ela disse que ele nasceu no dia que teve uma festa que o povo andou à noite pelas ruas com um boneco grande. Deduzimos que era algum dia que teve festa junina e foi naquela noite que teve a única procissão porque o santo é Padroeiro da igreja do bairro.
R: E a idade dela?
MM1: Deduzimos que a mãe deles ficou viciada bem depois da Vitória nascer e mesmo tomada pelo vício ainda tinha alguma lucidez, pois ela mandava a garota andar com a certidão de nascimento. Ela guardava em um canto do terreno e quando fomos pegá-la ela dizia que tinha um mapa do tesouro que a mãe tinha dado para ela e que ela não podia perder de jeito de nenhum. Era a sua certidão de nascimento e o nome dela realmente é Vitória.
R: Você sabe o porque do Claude vir hoje tão triste? Ele parecia que estava entrando no abatedouro.
MM1: Ele quer muito adotar os dois, mas acha que a Senhora não irá entender. E sente que está te traindo por isto.
R: Meu Deus, ele é um cabeça dura mesmo! Era só falar comigo e eu entenderia ele.
F: Alguma novidade nisto Rosa? Claude sempre foi cabeça dura, mas as vezes você é um pouquinho brava com ele.
R: Eu sei. Ele sabe que eu quero ter outros filhos, e da forma natural, mas também adotado não é nenhum pecado, muito pelo contrário. Eu sei que desde o meu problema que ele evita que eu fique grávida pelo pavor de me perder, mas podia conversar mais comigo.
Neste instante se houve uma gritaria no quarto de Vitória.
V: Você mentiu para mim! Disse que gostava de mim! Que queria ser o meu novo pai! E que eu teria uma nova mãe maravilhosa! Você não pode me deixar! Eu gosto muito de você também
C: Vitória, por favor! Eu gosto de você! Você pra mim é uma filha também!
Do lado de fora do quarto se podia ouvir os gritos da menina e o choro descontrolado de Claude.
Rosa imediatamente vai ao quarto e entra chorando falando:
R: Não Vitória, seu pai fez uma confusão. Ele não virá mas é só uns dias, mas rapidinho ele volta.
Agora o choro de Claude era um misto de alegria com alívio. Rosa havia descoberto o seu segredo mas tinha entendido tudo.
C: Rosa, minha cherry. Você quer ado …
Antes que Claude terminasse de falar, Rosa meche a cabeça concordando.
C: Vitória, você sabe quem é esta moça bonita?
V: Não sei, mas podia ser minha nova mãe. É tão bonita. - Diz Vitória que faz um carinho no rosto de Rosa que retribui dando um leve beijo na mão da garota.
R: Sim, vou ser sua nova mãe. Sua nova mãe gosta muito deste seu pai. Vamos ficar juntos.
V: Mas eu queria levar o meu irmãozinho.
R: Ele também vai.
C: Cherry …. - Diz Claude chorando de felicidade e alívio.
Emocionado na porta, Frazão liga para Freitas e pergunta se ele conhece algum advogado que trabalha com a vara da família.
E assim o segredo de Claude é revelado. Ele queria muito outros filhos mas tinha medo de perder Rosa e começou a visitar um orfanato mas cabeça dura do jeito que é achou que Rosa nunca o entenderia a sua vontade mas também sentia que estava traindo ela sem falar. Mas no fim quis o destino que a inocência de seu funcionário revelasse parte do seu segredo e que Rosa acabou descobrindo o resto.
E no aniversário de 2 anos de Rosinha, a família era maior, tinha mais 2 filhos gerados no coração de ambos mas a maior criança da Festa era Claude.

FIM

2 comentários:

  1. Oie.. Gostei muito da história que vc criou de Uma Rosa Com Amor.. Parabéns ficou muito linda e criativa.. Aumentou a minha da saudades da novela..bjuxx

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