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23 de ago. de 2010

Uma Rosa Com Amor 2 - Claude e Rosa depois do Casamento Parte 4

C: E aí Frazão?
F: Bom seu Giovani ligou e a Dádi disse que a Senhora e a Rosa tinham ido junto com o Rodrigo comprar umas coisas para o baby. Ela só não sabe se o Seu Giovani acreditou pois estava muito nervosa durante a ligação. – Diz Frazão.
A: Ai Meu Deus. Espero que ele não desconfie e resolva ir para o apartamento. – Diz Preocupada D. Amália.
Claude, já percebendo a situação liga para D. Joana, pois Terezinha está trabalhando e Dinho no CT do Palmeiras.
C: D. Joana, a Senhora está no Casarão? – Claude sempre a chamava de Dona e a tratava como Senhora, apesar dos protestos dela.
J: Sim Claude. Por quê? Aconteceu alguma coisa? – Pergunta Joana preocupada. Nem se lembrou de repreender Claude pela forma como foi chamada.
C: Sim. Estamos no hospital. A Rosa deu a luz mas ela teve um problema e está internada na UTI aqui no São Luiz do Morumbi. Estamos preocupados com o Seu Givoani. Precisamos saber se ele foi ou não ao meu apartamento procurar D. Amália visto que ela ainda não falou com ele. Ele ligou para o apartamento mas a Dádi deu uma desculpa e não sabemos se ele acreditou. – Diz Claude temendo pelo Seu Giovani. Seu Giovani poderia passar mal com a notícia.
J: Sim, ele está aqui. Estou vendo ele brincar com os Netos de D. Antonieta – Diz Joana olhando pra Janela e vendo o velho brincando com a criançada.
Claude faz sinal para D, Amália que o velho está no Casarão.
C: Só um instante D. Joana.
C: D. Amália. Ele está no Casarão brincando com as crianças de lá.
A: Fala para a Joana chamar o Colibri e pede para ele fazer o velho contar as suas histórias de quando era criança. Assim ele se esquece do tempo. E chego lá para dar a notícia.
C: Boa idéia.
C: D. Joana, pede para o Colibri pedir para o Seu Giovani contar as histórias dele de quando era criança. Assim ele se distrai. E aí dá tempo da D. Amália ir até aí.
J: Certo. Vou fazer. Qualquer coisa liga certo? – Pede Joana preocupada.
C: Sim, mandaremos notícias. – Diz Claude desligando o telefone logo em seguida.
A: Doutore, eu vou lá pro Casarão. Assim que eu chegar lá e der a notícia eu aviso o Senhor. – Diz Amália.
C: Sim, me avisa, pq eu gosto muito do Seu Giovani também, além da Senhora. Você vai junto Frazão pra ver se eles vão precisar de alguma. – Diz Claude extremamente preocupado com tudo o que está ocorrendo.
F: Pode deixar Claude. O Rodrigo ainda não chegou, mas pegamos um táxi e vamos assim mesmo. Mas nos mantém informado também ok? – Diz Frazão.
Frazão e D. Amália saem e Claude acaba ficando sozinho. Ele empurrou Frazão pra ir com D. Amália porque não queria que o amigo o visse sucumbir pelo tamanho desespero que se apossava dele, apesar do pequeno alívio que sentiu ao ouvir as últimas palavras do médico.
Sentado no sofá da sala de espera da UTI do hospital, Claude, com o rosto entre as mãos, solta todo o choro que estava em seu peito. Chorando convulsivamente ele começa a se recordar de tudo o que viveu com Rosa. Em sua memória vem as imagens de banho de água que tomou de Rosa quando ela esbarra o vaso de flores, quando Rosa tenta apagar o incêndio no escritório, a lembrança da transformação, a satisfação de apresentá-la aos americanos depois de transformada, em como se sentiu bem ao lado dela na festa de noivado de Teresinha, o passeio no parque, etc. Ele lembrando de tudo isto lembra de duas músicas da Banda Elefante que ele gosta muito e que representa o que ele estava sentindo naquele momento e o que iria sentir se a perdesse para sempre:
Durmiendo Con La Luna

Aqui estoy entre el amor y el olvido
entre recuerdos y el frio
entre el silencio y tu voz
aqui estoy
viendo pasar los segundos
viendo pasar los minutos
viendo pasar el amor
aqui estoy con la sonrisa fingida
que me dejo tu partida
como un verano sin sol
Aqui estoy, sin la mitad de mi vida
un callejon sin salida, viendo la vida pasar
aqui estoy, cantandole a la fortuna,
soñando con tu cintura, con lo que
nunca sera.
Aqui estoy enredado con la duda,
durmiendome con la luna
despertando con el sol
aqui estoy, con la sonrisa fingida
que me dejo tu partida
como un verano sin sol
Aqui estoy, sin la mitad de mi vida
un callejon sin salida, viendo la vida pasar

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Volar sin alas

Es tan extraño estar así
Tan cerca y tan lejos de ti
Es tan difícil de pensar
Que nunca nada será igual
Es tan extraño comenzar
Cada mañana vuelve más
Es tan difícil de soñar
Futuro sé lo que no estas
Imaginar la vida sin tu voz
Es intentar vivir sin corazón
Imaginar que el cielo se quemo,
Que el mar entero se seco
Es querer volar sin alas
Es tan extraño continuar
En un planeta en que no estas
Es como querer respirar
Sin aire debajo del mar
Imaginar la vida sin tu voz
Es intentar vivir sin corazón
Imaginar que el cielo se quemo,
Que el mar entero se seco
Es querer volar sin alas
Imaginar la vida sin tu voz
Es intentar vivir sin corazón
Imaginar que el cielo se quemo,
Que el mar entero se seco
Es querer volar sin alas

Sem se dar conta, Claude chorando convulsivamente começa a caminhar e quando percebe está em frente ao berçário. Lá se lembra que em nenhum momento desde que o pesadelo começou se preocupou realmente com a filha. Olhando pela janela, percebe que há uma única criança lá. Chama a enfermeira e pergunta:
C: Esta criança é de que paciente?
Enfermeira: É filha da paciente Serafina Rosa Petroni Geraldi. O que o senhor é o do bebe? – Pergunta a enfermeira já imaginando que ele seria o pai.
C: Sou o pai. – Responde Claude chorando em um misto de felicidade e desespero.

Uma Rosa Com Amor 2 - Claude e Rosa depois do Casamento Parte 3

F: Claude ... – Frazão se sente perdido na situação e Claude percebe que foi grosso e que o amigo talvez tivesse razão.
C: Frazon, me desculpe. Eu to com medo de perde-la – Diz Claude abraçando Frazão (ambos se esquecem que Claude estava sujo).
F: Tudo bem. Vai se trocar.
C: Acabei sujando você também.
F: Tudo bem, vou assim mesmo com você.
C: Quer saber? Pouco me importa se vou sujo ou limpo ao hospital, EU SÓ QUERO ROSA VIVA!
Claude desce e vai pegando as chaves. Rodrigo, mesmo nervoso e abalado, sabe que ele está em melhor condições que o patrão para dirigir e diz:
R: Doutor Claude. Eu mesmo vou dirigir. O senhor está muito nervoso.
C: Não, eu vou dirigindo.
F: Amigo, escute o Rodrigo. É melhor ele dirigir. – Diz Frazão tentando aparentar a mais calma possível ao mesmo tempo que tenta pegar as chaves da mão do francês.
Neste momento Claude percebe o quanto está tremendo e por um segundo consegue raciocinar e acaba aceitando a sugestão.
D: Doutor Claudes, por favor mande notícias – Diz Chorando Dádi abraçada à Socorro que também chora.
C: Sim, vou mandar. Mas eu só te peço uma coisa.
Dádi escuta e acha que é alguma coisa a respeito do seu trabalho.
D: Pode falar Doutor Claudes.
Claude chorando olha pra Dádi e diz:
C: Reze, pra todos os santos e deuses que você conhece para que a minha Rosa não morra, porque Dádi, se ela morrer eu morro também. – Diz Claude olhando pra Dádi. Dádi se arrepia naquela hora e percebe que o seu patrão nunca estará preparando para perder D. Rosa, e que se D. Rosa morrer, Doutor Claudes é capaz de alguma loucura.
D: ”Meu Deus, não aconteça nenhuma desgraça com D. Rosa. Doutor Claudes não suportará tamanha perda”
Rosa acabou indo com o helicóptero do plano de saúde e Claude completamente abalado vai ao hospital junto com Frazão e Rodrigo. Rodrigo corre mais que tudo para chegar ao hospital. Porém o trânsito impede deles irem mais rápido
C: MON DIEU. SAI TODO MUNDO DA FRENTE – Grita Claude com a cabeça pra fora do carro quase sendo atingido por motoqueiro doido.
F: - Calma Claude – Diz Frazão puxando Claude para dentro.
C: - COMO CALMA? TÁ TUDO PARADO. PRECISO VÊ-LA! PRECISAMOS FAZER ALGO!
F: Tenho uma idéia – Diz Frazão
C: NON É HORA PARA AS SUAS GRACINHAS FRAZÓN. – Grita Claude que simplesmente não consegue mais raciocinar.
F: - Alô, Dr. Paulo. É Frazão que está falando, advogado do Dr. Claude. – Fala Frazão ao telefone para o investigador Paulo. Claude, mesmo apavorado com tudo que está acontecendo olha para Frazão se remoendo de ciúmes.
C: “Non quero este sujeitin de novo na minha vida.” – Pensa Claude se contorcendo de preocupação e ciúme tudo junto.
P: Oi Frazão. Está tudo bem? Conseguiu resolver os problemas deixados pelo Egídio na empresa?
F: Com relação aos problemas que tivemos com Egídio e Cia está tudo bem, conseguimos resolver tudo, mas estamos precisando de uma grande ajuda sua agora, mais precisamente neste momento. – Diz Frazão tentando ignorar o olhar de raiva (Frazão sabia do ciúme de Claude) e de desespero do Francês.
P: Pode falar que o que eu puder fazer eu faço. – Diz Paulo sem imaginar o drama que que estava acontecendo do outro lado da linha.
F: É que a Rosa teve o seu baby hoje, mas o parto acabou sendo feito no apartamento do Claude, pois não deu tempo mas aconteceu alguma coisa com ela e estamos indo ao hospital, mas o trânsito está terrível e os dois helicópteros, do Claude e da Família Smith estão manutenção.
P: Ela está aí com vocês? Como ela está? – Pergunta preocupado o investigador
F: Não, ela já foi de helicóptero do plano de saúde e infelizmente ela não está bem. – Responde Frazão que também começa a ficar nervoso com o interrogatório desnecessário do investigador.
P: Meu Deus. Bom, vou pedir um helicóptero da Polícia Militar para vocês aí. Onde vocês estão pra que eu possa orientar para o pouso? – Pergunta Paulo (é gente. Quem tem padrinho nunca morre sozinho kkkk. Me inspirei no fantástico mundo de URCA para esta parte)
F: Estamos próximo do Ibirapuera. – Responde aliviado Frazão.
P: Ótimo. Ele irá pousar no Obelisco. É um ótimo local para pouso. Em menos de cinco minutos ele estará aí. – Responde Paulo
F: Obrigado Paulo, agradecemos muito. Mandaremos notícias. – Agradece Frazão que desliga imediatamente o telefone.
F: Rodrigo, vamos para o Obelisco para aguardar o helicóptero. – Orienta Frazão rapidamente antes que Claude desista da ajuda por ciúmes.
C: Non sei pra que ligar para este sujeitin mas pelo menos vamos sair deste trânsito – Fala um Claude um pouco mais calmo e sem gritar.
F: Ufa. Pensei que você não iria aceitar a ajuda. – Fala aliviado Frazão.
Neste momento eles já estavam no Obelisco e o helicóptero já estava pousando. Claude desce e agradece aos policiais e junto com Frazão entram no aparelho. Durante a rápida viagem, Claude fica quieto e ao mesmo tempo chorando convulsivamente. Um policial fica prestando atenção pois o estado do Francês era deplorável emocionalmente e ele poderia ter um colapso nervoso mesmo em uma viagem curta como aquela.
Chegam ao hospital e correndo o Francês procura informações a respeito de sua amada.
C: Pur favor, deu entrada aqui a minha mulher. Ela se chama Serafina Rosa Petroni Geraldy. Ela teve bebe em casa mas passou mal e o plano de saúde a mandou para cá.
Recepcionista: Sim. Chegou esta paciente agora pouco. Ela foi encaminhada para a ala de emergência. É só virar a direita que o Sr. Estará na recepção do local. – A mulher mal acaba de pronunciar tais palavras e Claude já estava na ala indicada. Frazão quase não o alcança.
C: D. Amália, como está Rosa? Ela está bem? – Pergunta Claude apavorado.
D. Amália: Doctor Croudes, nossa Rosa ta morrendo. – Responde D. Amália em prantos.
C: NÃO! NÃO PODE SER! A MINHA ROSA NÃO PODE ME DEIXAR! – Grita Claude que ao mesmo tempo começa a chutar as coisas do hospital.
F: Calma Claude. Calma – Fala Frazão segurando o amigo.
Neste momento chega um médico na sala. Claude e D. Amália ficam mais pálidos do que já estavam. A presença do médico apavora até Frazão que percebe que nutre um carinho de amigo especial por Rosa e que até ele não saberia como seria a vida de todos sem ela.
Médico: Quem são os familiares da paciente Serafina Rosa Petroni Geraldi?
A: Sou a mãe e ele é o marido – Fala chorando D. Amália que percebe o choque de Claude que praticamente o bloqueia de falar qualquer coisa.
C: Sou o marido dela. Como ela está? – Fala Claude quase em sussurro, principalmente quando pergunta como Rosa está. O medo da resposta do médico o apavora.
M: A paciente teve um quadro grave de eclampsia pós-parto, tendo inclusive sofrido uma parada-cardíaca. Conseguimos reverter a parada, porém estamos mantendo-a em coma para monitorar e tratar de possíveis e graves seqüelas que podem levar à óbito.
C e D. Amália: Ela pode morrer? – Perguntam ao mesmo tempo Claude e D. Amália. Até Frazão pensou em fazer a mesma pergunta mas conseguiu se segurar e deixar a pergunta pros dois.
M: Não posso mentir. O risco de morte existe, mas estamos fazendo o melhor possível. Já foi aplicado o medicamento hidralazina que é o padrão nestes casos e estamos monitorando-a para evitar a Síndrome HELLP que é o quadro mais perigoso.
Após estas falas um certo alívio toma conta dos três, mas ainda assim o risco de Rosa morrer continuava.
C: Podemos vê-la? – Pergunta Claude que segura firme na mão de D. Amália. D. Amália sabe o carinho que Claude tem por ela e que a trata como se ela fosse a mãe dele.
M: Sim, mas lembre-se. Evitem o máximo de emoções para não deixa-la agitada.
O médico termina de falar e leva os dois para a ala da UTI. Claude e D. Amália vestem a indumentária e lavam as mãos orientados por uma enfermeira.
Os dois entram e olham quase chorando para Rosa. D. Amália vai para um lado e Claude fica do outro.
A: Filha, lute minha filha. Agora você e o doutore tem uma princesa. A mãe te ama. Não sabemos viver sem você. – Diz D. Amália chorando e fazendo carinhos na cabeça da filha.
C: Minha Rosa. Pur favor, não me abandone. Nossa princesa é linda e precisa da mãe dela do lado. E eu não vou saber viver sem você. E não saberei nunca educar a minha princesa sem a sua sabedoria. – Diz Claude chorando e dando beijos delicados na mão de Rosa.
Após estas falas, Rosa fica agitada, pois os aparelhos começam a apitar assustando Claude e D. Amália. O médico chega junto com uma enfermeira para verificar o que estava ocorrendo.
M: É melhor vocês saírem. Ela ficou um pouco agitada – Diz o médico. Claude e D. Amália ainda dão um beijo em Rosa e saem.
A fala do médico parece que anima a todos.
C: Ela pode nos ouvir Doutor? – Pergunta Claude com esperanças.
M: Sim. Alguns pacientes que saem do coma relatam que escutam o que falamos. E isto pode dar força para a recuperação.
Esta fala do médico faz com que os três, Claude, Frazão e D, Amália sorriem. O médico sai da sala.
C: D. Amália, como vamos avisar o Seu Giovanni? Estou preocupado com ele.
A: Ai Meu Deus. Eu sempre ligo quando chego no apartamento de vocês e se eu demoro um pouco ele liga pra saber se está tudo bem – D. Amália fica preocupada em saber se Seu Giovani ligou e o que Dádi falou.
F: Deixa que eu ligo pra lá para saber de algo – Diz Frazão.
F: Alô Dádi.?
Dádi: Oi Dr. Frazão e como está D. Rosa?
F: Está na UTI mas eu preciso saber se o Seu Giovani ligou e se ligou o que você falou para ele.
Dádi: Ele ligou sim. Falei que D. Amália e D. Rosa tinham saído com o motorista para ver umas coisinhas para o bebe. Não tive coragem de falar para ele, mas não sei se ele acreditou porque eu estava e ainda estou muito nervosa.
F: Fez bem Dádi. Bom agora vou desligar para decidir o que vamos fazer depois. Beijos – Desliga em seguida Frazão.

Uma Rosa Com Amor 2 - Claude e Rosa depois do Casamento Parte 2

Neste momento chega o pessoal do hospital com todo o aparato médico, dando alívio em Rodrigo e Socorro. Ambos são direcionados ao quarto do casal. Enquanto o grupo médico sobe, chegam (adivinhem pessoal????) o casal Smith.
Miss Smith. Onde estás Doctor Croude e Rose?
S: Estão lá em cima. Nasceu o bebe deles!!! Não deu tempo de ir ao hospital.
Miss Smith: Wonderful. Wonderful. Enton iremos voltar pra apartamento nosso e assim que situaçón ficar calma, iremos visitá-la no hospital. Deixe nossas felicitaciones ao casal.
Enquanto Miss Smith falava com Socorro e Rodrigo em direção à porta, Frazão chegava ao apartamento. No quarto...
C: Mon Dieu, que bom que vieram rápido, apesar que deu tudo certo – Disse Claude ao corpo médico, todo suado e sujo, mas ele nem ligava pra isto neste momento.
C: Mon Amour está tudo bem? Pergunta preocupado Claude, pois percebe que Rosa estava um pouco quieta.
R: Meu amor. Não é nada. Só estou um pouco cansada e com dor de cabeça.
Médico: Vamos ver a sua pressão Serafina, e efetuar os procedimentos padrões para o pós-parto. Como está a pressão dela Ana (Enfermeira)?
Ana: A pressão dela está 13:08 Doutor. – Fala a enfermeira um pouco preocupada deixando Claude, D. Amália e Dádi apreensivos. Rosa estranhamente não reagiu ao comentário. Parecia estar acordada, mas ao mesmo tempo não.
Maria (outra enfermeira): Doutor. Aqui não para de sair sangue. Está acontecendo alguma coisa.
Quando Claude escuta isto, entra em pânico total e grita:
C: DOUTOR, PELO AMOR DE DEUS, O QUE ESTÁ ACONTECENDO COM MINHA SERAFINA, MINHA ROSA, MINHA FLOR?
Neste momento, Rosa começa convulsionar e o corpo médico começa a fazer os procedimentos de emergência. Dádi e D. Amália se abraçam e choram. Claude desesperado tenta avançar para ver o que estava acontecendo mas é contido por Frazão e Rodrigo que ouviram a gritaria na sala e correram para controlar Claude.
O outro corpo médico já tinha feito os procedimentos em Rosinha e ela estava bem. E a mesma já seria encaminhada para a ambulância.
C: ROSA, ROSA, NÃO ME DEIXE. A MINHA VIDA É VOCÊ. EU SOU UM NADA SEM VOCÊ. VOCÊ É MINHA FORÇA, MEU AR, MEU CHÃO, MEU ALIMENTO, MINHA ALMA E SEM A MINHA ALMA EU NÃO VIVO. EU NÃO VIVO SEM VOCÊ MON AMOUR.– Grita Claude chorando e em choque.
R: Dr. Claude se acalme. – Fala Rodrigo também chorando.
C: COMO ME ACALMAR? EU NÃO POSSO PERDE-LA. EU NÃO VOU SOBREVIVER SEM ELA.
F: Claude, se acalme. Você agora tem uma criança para se preocupar. – Diz Frazão lembrando que ninguém ainda tinha falado pra ele, Rodrigo e Socorro se era menina ou menino. Esta fala faz Claude se acalmar um pouco e lembrar que tinha uma filha, uma princesa. D. Amália e Dádi também se lembram de Rosinha.
C: Sim, agora eu tenho a Rosinha. Meu pequeno tesouro.
Neste instante, os médicos colocam Rosa na maca para ir para a UTI da maternidade.
C: Me solta Rodrigo, me solta Frazão.
Claude é liberado pelos dois.
C: Mon Amour. Não me deixe, não me abandone. Você é tudo pra mim. Como vou cuidar de minha princesa sem você? – Diz Claude passando a mão delicadamente no rosto de Rosa. Ele finaliza dando um beijo em seu amor.
Depois que Rosa é retirada do quarto acompanhada por D. Amália e Dádi, Claude chorando convulsivamente se encosta na parede do quarto e começa a escorregar dizendo:
C: Dieu, non me tire Rosa, non me tire minha flor. Sim, eu a magoei várias vezes, mas não percebia o quanto a amava e a admirava. Me pune, me mate, mas non mate a minha flor de minha vida. Tire a minha empresa, mas non tire a mulher da minha vida.
F: Claude, vc precisa ser forte. Vai lá trocar esta roupa para irmos ao hospital. – Diz Frazão sem saber o que falar na verdade. Nunca imaginou que viveria tal situação,
C: Sim vou trocar. Onde que está D. Amália e Dádi?
F: Estão lá embaixo. Autorizei D. Amália a ir na ambulância. – Frazão pela primeira vez não sabe se fez algo certo para o amigo, mas raciocinar nestas condições era o que ele menos conseguia.
C: Eu preciso ir junto com Rosa também Frazón
F: Claude, melhor não.
C: COMO NON? ELA É A MINHA MULHER! – Grita Claude pro amigo.

Uma Rosa Com Amor 2 - Claude e Rosa depois do Casamento Parte 1

Claude e Rosa agora eram felizes. Egídio e Nara tinham morrido, esperavam um filho (ou seria uma filha? Rosa estava apavorada com a possibilidade de ser menina, apesar da sua vontade imensa, pois durante a gestação, percebeu que Claude seria um novo Giovani se fosse uma menina, para a alegria de seu pai {o velho babava com os elogios de Claude à ele pela forma como tratava a filha e o amor imenso que tinha pela família e pelos princípios, kkkk}. Ela só ficou imaginando: Eu lutei contra um Giovani e foi duro, e se a minha filha tiver o avó ainda vivo e o pai com as mesmas atitudes??? Apesar de apavorada ela sorri com a situação). A construtora ia de vento em popa. Tudo estava na mais perfeita ordem. Era muita felicidade para ela e ele, o seu grande amor.
R: Ai, ai. Claude, Claude, Acorda ....
C: Hãn, Rosa, tudo bem? Ta tudo bem? – Grita Claude desesperado, pois percebe que a cama estava molhada.
R: Estourou a bolsa. Vamos pro hospital. Aiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii. Aiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii
C: Espera aí que eu vou pegar os documentos e grito pra Dádi pegar o resto no quarto do bebe.
R: Aiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii. Claudeeeeeeeeeee não vai dar tempo. Já ta nascendo.
C: Non, non. Porque tinha que ser rápida ou rápido como a mãe? Não dá pra ser devagar como o pai non? Rosa, o que eu faço?
R: Aiiiiiiiiiiiii Claude, pára de falar e faz alguma coisa!!!!
Com os gritos Dádi, Socorro e D. Amália que estava chegando à casa da Filha, sobem correndo pra ver o que estava acontecendo.
A: Doutore Croude, precisamos levar a Fina no hospital.
R: Aiiiiiiiiiiiiii, Mãeeeeeeeeeee não dá tempo.
Claude nem responde. Sem se dar conta, ele arruma Rosa na cama pra que o parto comece. Rosa percebe e mesmo com muita dor se ajeita e ajuda o marido. Ambos trocam olhares. O olhar de Claude é como um pedido para fazer o parto.
C: Dádi, pegue água limpa e panos limpos e também toalha e tesoura. E Socorro, peça para o Rodrigo ligar para o Hospital trazer uma ambulância, avisando-os que é pra levar a Rosa que acabou de dar a luz
D. Amália percebe a situação e começa a se posicionar de frente à Rosa (naquela posição de parto mesmo) achando que Claude somente seguraria a mão de sua filha. Entretanto:
C: Non D. Amália, se Deus me deu esta oportunidade de fazer o parto de meu bebe, eu quero fazer.
R: Mãe, está tudo bem. Aiiiiiiii.
Claude se posiciona e Rosa grita e começa a fazer os movimentos para o nascimento. Dádi já estava lá também e auxiliava do outro lado da Cama. Rodrigo e Socorro ficaram na sala ouvindo os gritos e torcendo pra que a ambulância chegasse logo.
C: Vai Rosa, Eu to vendo a cabeça.
R: Aiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii
Logo em seguida se escuta um choro de criança. Rosa emocionada, apesar de exausta, olha por cima e vê que Claude segura o pequeno ser em seus braços e percebe que Claude chora como nunca havia chorado antes.
Claude chorando se lembra de tudo o que viveu com Rosa para chegar neste momento e por um segundo se arrepia na pequena possibilidade que teve de perdê-la e de perder o seu baby. Emocionado ele diz:
C: Mon Dieu, Cherry, Mon Amour. É uma menina. Minha princesa, Minha Rosinha.
Delicadamente, Claude posiciona a pequena filha nos braços de sua Rosa.
R: Meu Deus. Meus amores. Filha, filha linda. Meus anjos. – Diz Rosa, beijando a filha, e ao mesmo tempo acariciando o rosto de Claude que retribuiu com um beijo delicado na mão de Rosa
C: Mon Dieu. É a cara da mãe quando bebe. – Claude tinha pego uma mania após o casamento. Um dia, junto com a família de Rosa, ele ficou vendo fotos antigas da família Petroni e escutando as histórias que Seu Giovani e D. Amália contavam. Depois de vê-las, pediu a caixa velha com as fotos pra D. Amália e mandou scanear todas pra ficar no seu computador olhando-as quando estivesse entediado. E como surpresa, mandou alguns álbuns delicados para D. Amália e para Rosa também.
R: Não. É a cara do pai. Mãe, olhe sua netinha.
A: Minha neta. Nunca pensei que viveria isto. Ver o homem que a minha filha ama fazendo o parto.
D: Doctor Claudes, ela é muito linda. Uma verdadeira princesa. – Diz Dádi toda chorosa.
C: Sim, Dádi. Ela é uma princesa, mas tendo a mãe que tem não poderia ser diferente. – Diz Claude chorando e olhando pra Rosa que retribui com um beijo delicado nos lábios do Francês.

18 de ago. de 2010

Opinião: Quando a arrogância e o ego matam um sucesso que seria garantido.

Não gosto de usar o meu blog para criticar pessoas e seu trabalho, faço muito pouco isto inclusive, mas em virtude do último capítulo de Uma Rosa Com Amor (URCA), fica impossível não comentar sobre a novela e principalmente sobre o autor Tiago Santiago. Desde 2004, época em que assisti Paixões Ardentes (última novela asssistida com interesse realmente), que eu não acompanhava uma novela e com tanto afinco, mas foi a primeira novela eu que fiquei com um ódio mortal do autor. Nem as novelas de Manoel Carlos e suas 300 Helenas me provocaram isto (e acho que na grande maioria dos fãs de URCA também ocorreu o mesmo).

Quando comecei a assistir URCA, o que primeiramente me cativou foi a história em que o amor do casal protagonista (mais do Claude do que da Rosa) fosse surgir aos poucos, soando mais real do que aqueles romances onde começam no primeiro capítulo da novela global.

Também me chamou a atenção a grande atuação da Carla Marins como a Secretária (protagonista) que para salvar os amigos do despejo eminente, aceita se casar com o patrão francês mal-humorado que precisa conseguir a cidadania brasileira por um cheque de R$ 1.000.000,00 e por quem nutre uma paixão recolhida. O patrão mal-humorado foi magistralmente interpretado pelo ator e cantor Cláudio Lins, onde até tenho dificuldades em ouvir alguma entrevista dele sem o sotaque francês e isto prova o quanto a interpretação dele foi estupenda.

Mesmo assim, a novela começou extremamente lenta com cenas onde um dia demorava uma semana para passar ou até mais. Vários atores/personagens tiveram dificuldades em emplacar logo de início em virtude disto e de assuntos que foram repitidos um milhão de vezes. Além de um merchan irritante dos produtos Jequiti feita por uma personagem que também teve sérias dificuldades de aceitação por parte do público, só melhorando quando o merchan foi abandonado.

Lembro-me que o tal piquenique, um dos primeiros eventos importantes entre o casal protagonista após o “casamento” levou 3 dias de exibição tamanha foi a enrolação com cenas desnecessárias entre outros personagens secundários no piquenique e fora dele. As cenas principais entre o casal em tal evento somando com um pouco do pré-evento mais o pós-evento, davam no máximo 10/15 minutos.

Outros eventos importantes também demoravam pra acontecer e novamente havendo poucas cenas do casal.

Os fãs, com razão, reclamavam da tal demora em blogs, Orkut, no próprio mural da novela no site oficial do SBT, em sites de notícia, etc. Até o próprio Sílvio Santos reclamou da lentidão.

Tiago Santiago dizia que via a opinião dos fãs para desenvolver suas histórias ao longo da exibição. E ele teve esta oportunidade em URCA, visto que diferentemente de outras novelas do SBT, URCA foi sendo gravada durante a transmissão também. Pois bem, ao invés dele dar mais agilidade nas cenas, diminuir as cenas desnecessárias entre outros personagens secundários e aumentar as cenas do casal protagonista, visto que na primeira versão da novela, eles logo moravam juntos para manter as aparências e viviam brigando (a casa inclusive era divida), O que o Sr. Tiago Santiago faz? Simplesmente acrescenta uma história de fantasmas totalmente sem sentido e necessidade para a trama e também uma série de atentados contra a mocinha para depois justificar o motivo do casal ir morar junto e isto quase no final da novela não dando tempo de mostrar a casa dividida e as brigas que teve na primeira versão e que foi muito esperada pelos fãs.

Outra coisa que irritava, e isto mais ao final (mostra o quanto a novela foi lenta), era que hora Claude, mesmo não assumindo ainda que amava Rosa (fez isto antepenúltimo capítulo), a tratava carinhosamente, outra hora a ignorava e as vezes até a humilhava. Nos irritava tanto que achávamos que ele sofria de transtorno bipolar e que era bocó. Ganhou até um apelido carinhoso das fãs: Bocópolar. Ele demorou tanto a assumir este amor que muitos tiveram a impressão que ele realmente fica junto dela somente por interesses financeiros.

Com tudo isto somado, era óbvio que a novela não faria durante a sua transmissão os tais dois dígitos esperados pelo arrogante do Tiago. Muitos fãs simplesmente desistiram de assistir a novela pela TV. Vários fãs foram assistir pela internet, pois o que interessava realmente eram as cenas entre o casal protagonista e não em cenas de fantasmas e atentados. Queríamos agilidade e cenas entre o casal.

Se o autor realmente ouvia o que o público pedia (e creio que até o próprio Sílvio Santos também) porque não fez o que todo mundo pedia?

E ao final, quando a informação da diminuição dos capítulos (tenho até uma teoria que o corte foi feito pela soma dos seguintes fatores: Horário Político + Possível queda de audiência neste período que sempre ocorre + principalmente a chance de não melhorar a novela mesmo com diversos pedidos feitos pelos fãs e afastar ainda mais a audiência.²), o autor e seus colaboradores justificavam que houve cortes de cenas (tenho dúvidas se tais cenas foram realmente gravadas e depois cortadas na edição) de vários personagens, mas para nós os cortes só se deram em cenas do casal principal. E a prova maior do absurdo que o Tiago Santiago promoveu na novela é que outros casais tiveram a sua noite de amor mas o casal NÃO TEVE e a mocinha, no último segundo do segundo tempo da prorrogação da novela, fala para o mocinho que está grávida dele. Eu simplesmente nunca vi tal feito acontecer em qualquer novela. Pode até ter acontecido na primeira versão, mas isto não justifica, pois houve cenas de amor entre outros personagens e por que não deles?

A arrogância e o ego inflado do Tiago Santiago o impediram de ver o que o grande público pedia e transformou uma novela onde teria um sucesso garantido e daria o tão esperado 2 dígitos ao longo de sua transmissão, em uma novela que só teve 6 de média em virtude exclusivamente ao casal protagonista brilhantemente interpretado por Carla Marins e Cláudio Lins, onde a química perfeita dos dois é que DE FATO segurou URCA. Outros personagens também tiveram grandes interpretações e apesar do excesso de aparecimento de alguns deles eles nos cativaram, mas foram personagens secundários e se Carla e Cláudio não tivessem a interpretação que tiveram, a audiência seria mais baixa ainda, até próxima de zero, o que eu não duvidaria muito.

Mesmo assim, vou para sempre AMAR o casal Claude e Rosa, mas não por causa de Tiago Santiago e sim pela estupenda e maravilhosa interpretação de Carla Marins e Cláudio Lins que me fizeram assistir URCA até o final na TV.


Obs: Grande parte da novela foi assistida por mim na TV no modo mudo, só colocando som, nas cenas da Carla, Cláudio e entre eles.

15 de ago. de 2010

A lenda do Licor Strega

O Strega surgiu em 1860 em Benevento – Itália. Na época Benevento era uma cidade do enclave papal e de acordo com a lenda, era o lugar onde bruxas do mundo todo eram recolhidas.
Giusepe Alberti foi o fundador do Strega e portador da velha receita secreta. Apesar da receita das bruxas alcançar um sabor inigualável, ainda não alcançava a fama merecida. Assim, os Albertis
(fundadores) decidiram associar o seu licor ao mito das bruxas de Benevento, ainda muito vivo dento da tradição popular italiana. Daí nascia o Licor Strega, cuja reputação é ainda associada à lenda e ao mistério mágico de suas origens.
“Quando duas pessoas bebem Strega, elas permanecem unidas para sempre,” diz uma das lendas que cercam os licores italianos.
De qualquer modo, esse típico licor italiano, doce e saboroso, é tão encantador quanto a lenda que o cerca.

Nunca tinha ouvido falar sobre o tal Licor das Bruxas até ver a cena do tão esperado beijo entre Claude e Rosa em Uma Rosa Com Amor. E não é que a lenda existe? Tiago Santiago só acrescentou a Lua na lenda, mas mesmo assim, o principal da lenda ele colocou na cena. A cena ficou linda. E depois teve a dança sem música e depois o beijo. Mas o que D. Amália tinha acordar????????

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