Páginas

1 de set. de 2010

Uma Rosa Com Amor 2 - Claude e Rosa depois do Casamento Parte 8

Após a saída de Seu Giovani e D. Amália, Claude fica sentado próximo ao rosto de Rosa, fazendo afagos nos cabelos da esposa e olhando-a com ternura.
R: Claude, quanto tempo eu estou no hospital? – Pergunta Rosa assustada com as olheiras de Claude e o estado dele que dá a impressão que tem dias que ele não dorme.
C: Dois dias Cherry. Você ficou em coma induzido. Eu quase te perdi. E se eu perdesse você eu morreria junto – Diz Claude chorando novamente, mas desta vez era um choro de felicidade. Finalmente a calma estava entrando em seu corpo.
R: Meu Deus. Dois dias? Eu pensava que tinha sido algumas horas somente. – Comenta Rosa assustada. Agora entendia o estado de Claude.
Claude pára de chorar e dá uma suspirada grande como que tirando de seu corpo todo o desespero que ele sentiu nestes dois dias.
C: Mas sabe que tudo isto foi bom? – Diz Claude dando um sorriso lindo para Rosa.
Rosa não entende o que ele quis dizer e fica um pouco brava com o Francês, mas ela sabe que aquele sorriso é bom sinal.
R: Como pode ter sido bom hein Seu Francês de meia tigela? Eu quase morri viu?– Diz Rosa dando um leve beliscão na mão ele, mas ela colocou uma força maior que nem ela mesma esperava.
C: Ai Doeu viu? – Diz Claude. O pior é tinha doído mesmo pensa o francês, mas isto era bom pra ele, pois era a prova que precisava para ter a certeza que Rosa estava bem.
R: Ai Desculpa amor. Mas porque foi bom tudo isto? Eu quase morri e você quase pira com tudo isto. Sério que até agora eu não entendi o que isto teve de bom. – Diz Rosa.
C: É que eu percebi o quanto eu te amo Cherry – Diz Claude olhando nos olhos de Rosa
R: Hãn, como que é? – Olha Rosa incrédula para o Francês.
“Ai Mon Dieu, acho que falei besteira. Você novamente colocando os pés pelas mãos, né Claude? Se não fosse Rosa em sua vida.” Pensa Claude se preparando para ouvir as broncas de Rosa e que não seriam poucas.
R: Então quer dizer que você não me amava antes? Aquilo que você falou no Heliponto logo após a morte do Egídio foi mentira? E o casamento na igreja foi uma mentira também? Que você se casou comigo na igreja só porque eu virei a presidente da construtora? – Fala Rosa chorando. Ela só não desejava morrer porque agora tinha uma filha.
C: Non é nada disso Rosa. Eu só descobri que o meu amor por você é muito, mas muito maior do que eu podia imaginar. Se existisse um medidor de o quanto a gente ama uma pessoa, acho que eu o quebraria, porque o meu amor por você é maior que o limite do medidor. Meu amor por você é maior que o universo. Eu simplesmente não sei viver sem você. EU TE A-MO SE-RA-FI-NA. – Diz Claude torcendo pra Rosa acreditar nele e dando beijos no rosto de Rosa.
Rosa estava com o rosto virado ao contrário da direção de Claude. Ela tinha entendido o que Claude quis dizer nesta explicação e por dentro estava pulando de alegria e felicidade, mas não iria dar este gostinho de vitória ao Francês. Iria provocar um pouco ele. Estava chorando, mas era de felicidade, mas deixaria o francês pensar que era de raiva, tristeza e mágoa. Sem olhar para o francês diz:
R: Não acredito em uma única palavra do que você me disse agora. Você nunca me amou não me ama agora e nunca vai me amar. Você só mente Claude. Como posso ter a certeza que você realmente me ama? Eu quero o DIVÓRCIO – Diz Rosa frisando a palavra divórcio e sem coragem de olhar para Claude, pois estava com medo se foi longe demais na brincadeira.
Claude entra em desespero.
C: Rosa olhe para mim, por favor. – Diz Claude que vira delicadamente o rosto da esposa para a sua direção.
Rosa acaba olhando para Claude e se assusta com a reação do francês. Era a reação de um homem derrotado e desesperado. Ela vê que foi longe demais com a brincadeira.
C: Rosa, eu sempre te amei, mesmo quando não sabia ainda que te amava, eu te amo e vou te amar sempre. Você é a mulher da minha vida. Eu só não tinha idéia da dimensão deste meu amor por você. Na realidade eu não tenho. O meu amor por você é mais forte que eu. Eu não posso te perder. – Diz Claude desesperado olhando pra Rosa de um jeito que a faz se arrepender até a última célula de seu corpo da brincadeira.
Rosa, agora realmente séria e triste pela própria brincadeira que tinha feito, mas feliz por ter a certeza do amor de Claude diz:
R: Claude me desculpe de verdade, eu entendi sim o que você quis dizer quando explicou que o seu amor por mim é muito maior do que você mesmo imaginava. Quando você disse que tinha descoberto o quanto me amava eu realmente não tinha entendido e fiquei brava e triste realmente achando que você tinha me enganado todo este tempo, mas depois você explicou e eu entendi mas só que quis fazer uma brincadeira com você mas acho que fui longe demais. EU TE AMO seu Francês de meia tigela. – Diz Rosa fazendo carinhos no rosto de Claude.
Claude segura a mão de Rosa e a beija delicadamente.
C: Ufaaaaaaaaa! Mas se você fizer mais uma brincadeira destas, você vai ficar viúva cedo, porque meu coração não agüenta, viu seu Furacón Italiano? Não devia te perdoar, mas te perdôo sim porque o meu amor por você me impede de ter qualquer raiva de ti. – Diz Claude sorrindo e beijando Rosa. Beija o rosto, a mão. Rosa começa a retribuir os beijos também e ambos por um segundo e por todo o tempo do mundo (adivinhem de onde tirei este trecho pessoal?) se esquecem que estão em uma UTI de hospital. Só voltam a si quando o monitor ao lado de Rosa começa a apitar de forma irritante, avisando que uma conexão ligada a ela tinha se soltado.
Com o barulho, a enfermeira e o médico voltam para Rosa. O médico diz:
M: Vejo que a senhora está mais calma e se recuperando MUITO BEM. Diz o médico.
A frase e o frisar MUITO BEM fazem Claude e Rosa corarem de vergonha.
M: Estamos desde quando você internou burlando algumas regras aqui. Deixando o seu marido e seus pais mais tempo que o normal aqui na UTI e ficando mais de 2 pessoas no horário de visita, mas agora que você está melhorando podemos voltar às normas. – Diz o médico, deixando Claude e Rosa incrédulos pela generosidade do médico.
C: Doutor, se tiver algum problema, eu me responsabilizo viu? Não quero causar problema algum para você ou sua equipe. – Diz Claude.
M: Não, não há problema algum. Só estou aplicando extra-oficialmente uma teoria minha de internação em UTI humanizada, onde a presença de pessoas queridas pelo paciente pode melhorar o quadro clínico. Óbvio que se o quadro for extremamente grave e com risco alto não podemos aplicar esta teoria, mas em casos como o de Rosa sim.
Claude e Rosa sabem que o francês terá que sair da UTI, mas ainda assim olham para o médico. O médico percebe o pedido e diz:
M: Só um minuto viu? A enfermeira vai cronometrar, porque se não, o seu marido fica aí até a sua alta. – Diz o médico quase rindo e fazendo Rosa e Claude rirem e corarem de vergonha.
O médico sai, mas a enfermeira de longe fica olhando para controlar o tempo.
C: Bom Mon Amour. Eu vou sair, mas estou aqui perto. Vou finalmente comer alguma coisa que só agora estou com fome – Diz Claude dando beijos em Rosa.
R: Você não comeu nada nestes dois dias?? – Pergunta incrédula Rosa. Rosa realmente se assusta, pois Claude era uma verdadeira draga em matéria de comida. Vivia pedindo lanches para Janete (Escondido de Rosa óbvio. Tinha até esquema especial de entrega para Rosa não saber) e em casa viva atacando a geladeira (também escondido de Rosa). Se não era Rosa para controlar e academia ele já teria virado uma bola ambulante. Pra ele não comer era sinal que ele REALMENTE tinha ficado desesperado.
C: Viu Rosa, o meu desespero foi tanto que nem fome eu tinha. Mas não quero esta forma de emagrecimento viu? – Diz Claude enquanto vai beijando Rosa que não consegue nem responder porque o que mais quer neste momento é beijar o marido.
De longe a enfermeira que controla o tempo da visita de Claude suspira e pensa: “Jesus, que mulher de sorte, além de lindo, completamente apaixonado. E no meu caso, em uma chuva de Francês como aquele cai no meu colo um pobre, feio, desdentado e desempregado. Realmente tem mulher que tem sorte”
E: Bom, acabou o tempo de visita. – Diz a enfermeira.
C: Cherry – Beija Claude
R: Fala amor – Beija Rosa.
C: Já disse hoje que te amo? – Beija Claude
E: Não quero atrapalhar, mas já atrapalhando. Acabou o horário da visita – Atravessa a enfermeira.
C e R – Desculpa – Dizem completamente sem graça Claude e Rosa.
Claude vai saindo quando Rosa fala:
R: Você não me disse hoje que me ama – Diz Rosa jogando um beijo com a mão.
Claude simula que pega o beijo e que beija o beijo e joga no ar para Rosa pegar e diz:
C: Eu te amo Serafina Rosa Petroni Geraldi, Meu Furacón Italiano. – Diz Claude sendo “delicadamente” conduzido pela enfermeira até a porta.
R: Eu também te amo meu pão francês – Diz Rosa com um sorriso vendo Claude saindo da UTI.

31 de ago. de 2010

Resenha Parcial de Livro: Grau 26 A Origem

Sinopse do livro: Os representantes da lei sabem que assassinos são categorizados em uma escala de 25 graus de pervesidade, desde os simples oportunistas do grau 1 aos torturadores metódicos do grau 25
O que quase ninguém sabe - com exceção de um grupo de investigadores de elite comandado pelo talentoso detetive Steve Dark - é que uma nova categoria de assassinos está para ser criada.
Apenas um homem pertence a essa categoria:
Seu alvo > Qualquer um
Seus métodos > Ilimitados
Seu nome > Sqweegel {uma onomatopéia referente ao som de uma pessoa sendo retalhada, segundo uma criança}
Sua Classificação > Grau 26

Minha resenha após a leitura da primeira parte: Sério. Esperava muito mais do livro. Realmente é um livro de rápida leitura, um livro que não tem firulas para contar a história, porém não vi nada de mais no Sqweegel. Não consegui senti a tal grande maldade a mais dele. Ele tem todos os elementos de um psicopata, de um serial Killer, mas não nada do que eu não tenha visto em Criminal Minds {minha série policial favorita ever}. Muita das atitudes de Sqweegel me lembra o maior e melhor Serial Killer da série, George Foyet.
Alguns elementos que eu vi de George Foyet em Sqweegel: Os bilhetes ao policial. A marcação do Sqweegel em um policial. A vontade e prazer em ver as reações de suas vítimas através da tecnologia. Os troféus (elementos pegos das vítimas). Sqweegel atacar alguém da família do policial para provocar a tortura psicológica de quem o caça. A tortura extrema efetuada em suas vítimas. O perfeccionismo em seus ataques, onde Sqweegel e Foyet tem. Ambos pouco se importam de uma criança presenciar um crime. O "treinamento" extremo para atingir a perfeição em seus ataques. E Foyet teve um elemento que até a parte que eu li, eu não vi no livro e que em matéria de loucura e maldade supera o do livro: Se auto-esfaquear sem atingir órgãos vitais e ele treinou para isto tanto é que utilizou em um ataque-chave em um dos episódios em que ele aparece.
Pela classificação do livro, dá para classificar o Foyet também na categoria 26, onde o próprio policial que o caçava diz a ele que ele (Foyet) será sempre lembrado e estudados por todos os especialistas, e isto pra mim é um claro indício que Foyet atingiu um nível superior no índice de maldade.
E tudo isto mostra que o livro em matéria de Serial Killer naõ traz novidade alguma. E nem os vídeos ajudam, porque a impressão que eu tenho é de uma sensação de que já vi este filme antes em Criminal Minds.
PS: Até a parte que eu li não há grandes descrições de seus crimes, portanto

Uma Rosa Com Amor 2 - Claude e Rosa depois do Casamento Parte 7

Aos poucos Rosa vai recuperando a consciência. Os médicos autorizam que D. Amáia, Seu Giovani e Claude fiquem na UTI pra conversarem quando ela acordar.
Rosa abre os olhos e com uma certa dificuldade em enxergar vai reconhecendo os rostos emocionados de seus pais e de seu marido e também percebe que está em um hospital. Ela sente que dormiu muito mas não tem idéia de quanto tempo e do que tinha acontecido. Só se lembrava que tida dado à luz no quarto do apartamento e que depois tinha dormido um pouco.
R: Mãe? Pai? Claude? O que aconteceu? Quanto tempo eu dormi? Aconteceu alguma com a nossa Filha Claude? – Rosa pergunta assustada com o choro dos três.
A: Calma Fina. – Pede D. Amália fazendo afagos no cabelo de Rosa.
G: Filha, fique calma. – Também pede Seu Giovani
C: Rosa, está tudo bem com nossa filha. Ela é linda e vai para o apartamento hoje. – Pede Claude enquanto beija delicadamente a mão de Rosa.
R: Mas o que aconteceu? – Pergunta Rosa que percebe que algo não vai bem. Neste momento, chega o médico-chefe que está tratando de Rosa gerando alívio em Claude, D. Amália e Seu Giovani.
M: Como está a paciente? – Pergunta o médico tentando ser amável para não assusta-la
R: Eu estou bem mas não estou entendendo estas caras assustadas de meus pais e do meu marido e também quero ver a minha filha – Diz Rosa tentando se levantar.
M: Calma Rosa. Vou explicar tudo – Diz o médico.
Rosa assustada olha para a família que chora. Ela percebe que Claude faz um esforço sobre-humano para não abraça-la e beija-la e ela tem a certeza que algo grave ocorreu com ela e com sua filha.
M: Você precisa ficar calma para que eu possa explicar – Diz o médico
R: O senhor quer parar de rodeios e me explicar o que está acontecendo? – Fala Rosa nervosa.
G e A – Filha Calma – Pede D. Amália e Seu Giovani.
C: Calma Cherry – Também pede Claude.
Rosa percebe um leve sorriso no rosto dos pais e de Claude.
D. Amália: “Graças a Deus ela parece bem. Esta é a Fina que conhecemos.”
Claude também pensa: “Graças a Dieu você voltou a ser o furacón de minha vida. Esta é a MINHA Rosa que eu conheço.”
M: Rosa, você teve um quadro grave de eclampsia pós-parto e sofreu uma parada cardíaca durante a crise. Conseguimos reverter a parada. O problema, se não tratado a tempo pode afetar diversos órgãos a ponto de necessitar de transplante quase imediato, mas você foi tratada a tempo e está evoluindo bem. E com a sua filha não aconteceu nada. Foi somente com você. – Explica o médico.
R: Eu posso ter outros filhos Doutor? – Pergunta Rosa chorando. Rosa percebe que o pequeno sorriso de alívio de Claude sumiu com a pergunta e ela não sabe se Claude sabe de algo e está escondendo dela ou se ele realmente não tinha feito a pergunta. A cara de pânico do francês a confunde.
C: Podemos ter outros filhos? – Também pergunta Claude que segura forte na mão de Rosa.
M: Não posso mentir para vocês. Você terá sempre gravidez de alto risco Rosa a partir de agora. Se você teve um quadro grave de eclampsia e com a sua idade, qualquer nova gravidez tem um risco muito maior de ter a mesma crise. Você e o bebe correriam riscos. Por isto aconselho a evitar uma nova gravidez, mas se vocês quiserem podem, mas tem que estarem conscientes do risco, gerando inclusive a possível necessidade de uma internação antes mesmo do parto. – Diz o médico.
Ao terminar de falar, Claude tem uma nova crise de choro e entre soluços pergunta ao médico:
C: A Rosa está fora de perigo agora Doutor? – Pergunta um Claude desesperado e torcendo que a resposta do médico seja sim. A reação de Claude assusta Rosa pois ela ainda não tinha sentido a dimensão do problema que ela teve.
M: O risco de morte e de complicações nos órgãos de Rosa foi bastante reduzido. Segundo os últimos exames, o quadro está evoluindo muito bem, mas ainda tem algum risco, mas bem pequeno. Se o quadro continuar evoluindo como está, ela terá alta dentro de 15 dias. – Diz o médico.
Claude em uma atitude inesperada, abraça o médico e diz:
C: Obrigado Doutor, por salva a MINHA ROSA e a minha vida. Obrigado, muito obrigado. Obrigado mesmo.
M: Eu só fiz a minha obrigação Claude
A reação de Claude faz D. Amália e principalmente Seu Giovani olharem com ternura para o Francês e depois Seu Giovani diz para D. Amália e Rosa e sem que Claude perceba:
G: Vamos lá fora pra você ficar sozinha com o Doutore.
R: Pai, fica – Pede Rosa.
G: A gente conversa com mais calma depois filha – Diz Seu Giovani.
D. Amália olha incrédula para Seu Giovani, mas apóia totalmente a atitude do marido e diz para Rosa:
A: Sim Rosa. Vamos lá fora. Daqui a pouco a gente volta. Fica com o Doutore. A gente vai comer alguma coisa.
G: Doutore, vamos lá fora.
C: Seu Giovani, vocês podem ficar.
G: Não doutore. Estamos com fome e vocês precisam conversar – Diz Seu Giovani colando a mão no peito do Francês. Claude entende o que o pai de Rosa quis dizer e percebe que foi a autorização que ele precisava para redeclarar o seu amor à Rosa, ou declarar que o amor que ele sente por sua mulher é muito maior do que ele imaginava.

30 de ago. de 2010

Também sou uma deficiente física.


Sim, também sou portadora de deficiência física. Ela não me provoca limitações no caminhar, limitações nos meus movimentos ou em pensar, porém ainda assim, provoca olhares de estranheza e até repulsa por parte de quem me vê.
Poucas pessoas sabem, mas sofro de linfedema nos membros inferiores (leia-se pernas). A doença foi diagnostica entre 2003/2004 após a minha primeira crise de erisipela, mas já sofria com o meu pé esquerdo inchado desde pequena.
Linfedema consiste em um acúmulo do fluido linfático no tecido intersticial, o que causa edema, mais frequente em braços e pernas, quando os vasos linfáticos estão prejudicados.
Naquela época nunca tinha ouvido falar ou de linfedema ou de erisipela. A minha primeira crise de erisipela começou em uma quinta-feira e só foi diagnosticada na segunda, pois achava que a vermelhidão na perna esquerda, principalmente, fosse uma alergia forte, inclusive tentava resolver a coisa sozinha. Somente após o alerta da diretora da empresa em que eu trabalhava e que sofreu uma trombose grave anos antes é que corri para o pronto-socorro, mas aí o estrago estava feito. A perna esquerda vermelha que nem um tomate e inchada a ponto da pele quase rasgar. Resultado da demora? A piora da minha possível linfedema congênita, principalmente na perna esquerda, indo do pé (que foi o inicial) até quase o joelho, mas a perna direita, também na primeira vez sofreu, mas de forma mais leve.
Depois em 2006 tive a minha segunda crise de erisipela. Esta foi a crise mais grave, pois a foi da forma bolhosa. Isto resultou em um internação de 1 semana, mais 1 semana de repouso absoluto além de tratamento intensivo via home-care. No final do ano passado e em fevereiro deste ano tive a minha 3ª e 4ª crises de erisipela, mas ambas somente na perna direita e sem ser da forma bolhosa. Como já conhecia o tratamento, nem fui atrás de posto médico e estas coisas. Sei qual é o antibiótico correto a tomar e pomadas para passar, além de enfaixar as pernas.
O ruim das crises de erisipela é que a linfedema tende a piorar, ou seja, a se agravar, ficando o local da crise de erisipela mais inchado sem possibilidade de voltar ao normal.
No verão sofro com o calor e o aumento do inchaço das pernas. Apesar de ODIAR o frio, é a melhor época para o meu problema. A perna incha muito pouco.
Mas o pior de tudo não são as crises de erisipelas ou o inchaço provocado pela linfedema. O pior de tudo é o preconceito das pessoas.
Antes do meu problema, até usava vestido (nunca gostei muito de saias, mas dependendo do modelo usava também), gostava mais de usar bermudas ou shorts (mais bermudas que shorts diga-se de passagem). Agora somente uso calça, pois se eu uso uma bermuda ou short, muitos olham para a minha perna como se aquilo fosse algo de outro mundo. E olha que a minha linfedema é moderada. Adquiri outros medos também por causa da minha doença que novamente algumas pessoas não entendem. Uma delas é com relação à depilação. Como qualquer corte ou ferida na perna pode provocar uma nova crise de erisipela eu levo meses a tomar coragem para depilar, pois o medo de uma nova crise me apavora e as pessoas não entendem ou porque eu não faço depilação nas pernas ou porque eu demoro. Agem como se eu fosse um monstro por isto. Ninguém sabe como a erisipela incomodo e é perigosa, pois se a infecção atingir a corrente sanguínea o caso se agrava e muito.
Outro problema que eu enfrento, mas acho que aí é mais uma questão de erro de estratégia das empresas, é que quase não há sapatos fechados para mulheres para quem tem problemas com pés inchados, principalmente no verão. No verão não se encontra um único par para vender. Já cheguei ao cúmulo de comprar sapatos masculinos que eram modelos super parecidos com o que eu usava só porque eu não encontrava um único modelo pra mim.
Mas realmente a pior dor é o preconceito, o preconceito das pessoas não te aceitarem como você é, onde para ser aceita você tem que ser a perfeição física em pessoa. As pessoas esquecem que o corpo é só uma embalagem, o que vale mesmo é o conteúdo que está dentro dela.

27 de ago. de 2010

26 de ago. de 2010

Uma Rosa Com Amor 2 - Claude e Rosa depois do Casamento Parte 6

Enquanto isto na sala de espera.
C: Frazão, eu não posso perde-la – Diz Claude desesperado.
F: Calma Claude! O médico falou que a Rosa está reagindo! Para de pensar negativo. Ela é forte e vai sair desta como se nada tivesse acontecido – Diz Frazão nervoso pelo desespero de Claude.
C: Como calma? Estávamos vivendo a fase mais feliz de nossas vidas e me acontece isto e você quer que eu tenha calma?
F: E você se esquece que tem um outro ser importante agora em sua vida e que depende de você? Este ser depende de um pai calmo e sereno. Vc acha que agindo assim fará bem à Rosa e a sua filha? – Diz Frazão totalmente irritado.
Esta fala de Frazão faz Claude respirar fundo e pensar que ele realmente precisa ficar calmo. Rosa é forte e o médico mesmo tinha dito que ela estava reagindo.
C: Você tem razón Frazão. Quer conhecer a Rosinha? Se eu bem me lembro vc acabou não vendo a minha filha direito. – Diz Claude um pouco mais calmo. Também ele quer ir ao berçário, pois a paz que reina lá faz bem a ele.
F: Até que enfim algo sensato de sua parte. Agora vou conhecer a minha futura nora – Diz Frazão tentado brincar um pouco com o Francês.
C: Como nora?!? É menino o baby? Parabéns Frazão! – Diz Claude um pouco mais calmo e feliz pelo amigo (Alabá está grávida de 4 meses). Frazão comemora por dentro a calma que Claude está começando a sentir.
F: Obrigado amigão. Mas vamos logo que eu quero ver a minha futura nora – Diz um Frazão sorridente.
C: Agora se o seu filho for igual a você, sem chance de namorar a minha filha. E se quiser terá quer ser na minha casa e na minha frente e depois de ouvir alguns conselhos. Agora se puxar a Alabá, eu posso pensar no caso e dar uma aliviada. – Diz Claude dando um abraço no amigo.
F: Se você não fosse genro do Seu Giovani, eu falaria que você é filho dele. Ta igualzinho quando você “casou” com a Rosa. – Diz Frazão quase rindo e frisando o Casou.
Os dois não perceberam, mas estavam próximo deles D. Amália e Seu Giovani que ouviram o final da conversa. Claude e Frazão entram no berçário.
G: Que bom. O Doutore está mais calmo e vai seguir os meus conselhos com a relação a Rosinha. – Diz Seu Giovani com um leve sorriso, apesar da preocupação com relação à filha.
A: Não fala besteira homem de Deus. Se ele ficar igual a você, as duas vão sofrer. Já não basta um Giovani, agora o Doutore também? Este é o medo da Rosa, a filha ter uma pai como ela teve.
G: Mas não foi bom não? Casou e muito bem. E tudo direitinho. Se não fosse eu, o Doutore tinha largado a Fina. E pelo jeito ele gosta do jeito que eu cuido dos meus filhos. – Diz Seu Giovani bravo com a reprimenda da mulher.
A: Ta, ta. Agora vamos ver a Rosinha.
Como Claude e Frãzão entraram no berçário, não ouviram a conversa dos pais de Rosa.
Claude estava ninando a filha com Frazão ao lado que brinca dizendo que Rosinha é a cara da mãe e tem jeito que terá um gênio forte também.
C: Oi D. Amália e Seu Giovani. Venham ver a netinha de vocês. Ela é linda não? Puxou a mãe. – Diz Claude sorrindo para os sogros.
C: Senta D. Amália para a senhora segurar a sua neta. – Diz Claude fazendo sinal com a cabeça para a enfermeira ir ajudar. A enfermeira chega, retira Rosinha de seus braços, ele levanta e depois a pequena é entregue à D. Amália que já está no balanço.
A: Ela é linda. E parece calminha.
C: Sim. D. Amália. Ela é linda como a mãe.
G: Uma linda netinha nós temos Amália. Espero que o senhor cuide muito bem da minha neta – Diz Seu Giovani.
A: Aqui não homem de Deus.
C: Sim Seu Giovani, vou cuidar muito bem. Pode deixar que “vou seguir os seus conselhos”. – Diz Claude frisando o “vou seguir os seus conselhos” e olhando sério para Frazão. Frazão revira os olhos e pensa: “Ai meu Pai. Dois Giovani eu não agüento”.
Depois de meia-hora com todo mundo paparicando Rosinha, ele saem do Berçário.
C: Bom, D. Amália e Seu Giovani. Eu sei que vocês vão querer ficar aqui no hospital o tempo todo. Por isto, vou pedir para o Frazão reservar um quarto de um hotel aqui próximo do hospital para vocês. E também reserva um pra mim no mesmo hotel e próximo do quarto deles. Assim a gente mantém a comunicação mais próxima – Diz Claude.
F: Sim, Faço a reserva. – Diz Frazão saindo logo em seguida para providenciar as reservas.
Passam-se as 48 horas em que Claude, D. Amália e Seu Giovani ficam revezando entre as visitas na UTI e as visitas no berçário. Frazão ia ao hotel duas vezes por dia para passar as informações da construtora e saber como Rosa estava. Claude com o tempo foi se acalmando, pois a evolução de Rosa estava sendo boa. Ao final das 48 horas de coma induzido, a medicação é reduzida.

Uma Rosa Com Amor 2 - Claude e Rosa depois do Casamento Parte 5

Claude é convidado a entrar e segurar sua filha no colo. A enfermeira diz:
Enfermeira: Pode ficar com ela durante meia-hora – Diz a enfermeira, pois sabia que a mãe do baby estava na UTI.
Claude olha emocionado pra filha no seu colo.
C: Minha filha, meu anjo. Como o seu pai foi burro. Demorei a perceber o quanto a sua mãe foi e é a mulher da minha vida. Machuquei tanto ela que agora Deus está me castigando em tira-la de mim. Como será a minha vida sem a sua mãe? Ela que é a minha força, minha fortaleza. Eu, sem ela, sou um nada. Posso ter uma fortuna como a do O Conde de Monte Cristo, mas sem a sua mãe ao meu lado, serei o homem mais pobre do universo, o mais miserável.
Claude sentado em uma cadeira de balanço, fica ninando a filha enquanto lágrimas caem de seu rosto. O Grupo de enfermeiras do berçário fica olhando admiradas pela beleza e tristeza profunda de Claude. Passado o prazo combinado, a enfermeira retorna para pegar Rosinha e colocar em seu devido lugar. Claude agradece a oportunidade e sai do berçário um pouco mais calmo. No caminho à sala de espera da UTI encontra Seu Giovani, pois D. Amália já tinha chegado. (D. Amália tinha dado a notícia também para Teresinha, Dino, Beto e o pessoal do Cortiço. D. Amália prefere que os outros fiquem no cortiço, até para não piorar o sentimento de culpa do Francês. Ela percebeu que Claude se culpa pelo o que está acontecendo com Fina.).
Claude anda mais rápido e em um gesto inesperado abraça forte o sogro e diz:
C: Seu Giovani, me perdoa. Fui eu que provoquei tudo isto. Custei a dar o devido valor a sua filha e agora Deus me castiga. Mas está castigando a quem não tem nada haver com os meus erros. Era pra ser eu o doente e não Rosa. - Diz Claude em prantos
Assustado com a reação e o estado emocional do Genro, Seu Giovani diz:
G: Calma Doutore. E o Senhor acha que estaríamos felizes em te ver doente e minha filha sofrendo, vendo o amor da vida dela doente e morrendo? Iríamos sentir a mesma dor que estamos sentindo agora. Você não tem culpa de nada. Não podemos lutar contra o que Deus quer e somente aceitar. – Diz emocionado Seu Giovani que segura o rosto de Claude com as duas mãos e olhando diretamente nos olhos do Francês.
Mal acabou de pronunciar estas palavras aparece o médico.
M: Claude, D. Amália....
C: E Seu Giovani, o pai de Rosa – Apressa Claude em apresentar o italiano ao médico.
M: Bom, a paciente está reagindo muito bem ao tratamento. Nestas 4 horas de internação ela apresenta todas as funções normais e os exames também estão com resultados normais. Vamos mantê-la em coma induzido pelas próximas 48 horas por segurança e monitoramento e ao final do período iremos reduzir a sedação dela e ver como ela irá reagir.
A: Graças a Deus e a Santo Antônio – Fala D. Amália um pouco mais aliviada
G: Podemos vê-la Doutore? – Pergunta Giovani ao médico.
M: Sim
G: Permite Doutore Claude? – Seu Giovani pede permissão para Claude.
C: Seu Giovani, o senhor não precisa de permissão da minha parte. É eu que tenho que pedir.
G: Vamos então Amália
A: Sim vamos. Mas não fica falando muito com Fina. Ela não pode ficar agitada.
C: Seu Giovani? – Chama Claude, com um olhar de desespero.
G: Pode falar Doutore. – Responde seu Giovani assustado com o estado do Genro.
C: Fala pra Rosa que eu a amo muito muito. – Pede um Claude ainda muito abalado
G: Pode deixar eu falo. – Diz o Seu Giovani dando um leve sorriso em ver como tinha se enganado com relação ao Francês mas ainda assim extremamente preocupado com o estado emocional de Claude.
Seu Giovani e D. Amália entram na UTI deixando Claude e Frazão na sala de espera.
Na UTI.
G: Minha filha. É o pai. – Fala seu Giovani na esperança que Rosa o escute.
A: Não fala muito homem, pra não deixar a Fina agitada – Pede D. Amália preocupada. Seu Giovani nem liga.
G: Filha, lute por favor. Agora você tem uma filha linda. E o Doutore não sobreviverá sem você e nós também. Por favore filha lute. – Diz Seu Gioavani chorando sendo repreendido pelo olhar por D. Amália que também chora.
Ficam quietos durante alguns minutos enquanto fazem carinhos na cabeça de Rosa.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...