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22 de set de 2010

Caso Santos Futebol Clube: Todos erraram. (E porque não quero Dorival como técnico do São Paulo)

Ontem foi o desfecho de parte de uma história do Santos Futebol Clube que eu já cantava desde o começo do ano, mais precisamente após aquele jogo em que o Ganso peita o próprio técnico. Dorival não tinha comando de grupo e iria cair a qualquer momento.
A atitude de Ganso já naquela época demonstrava que Dorival não tinha comando algum sobre o grupo. Que as estrelas faziam o que bem entendiam, pois se estavam marcando gols e dando espetáculo era o que importava. Respeito pela autoridade pouco valia. E a diretoria fazia vistas grossas em relação à isto, pois se os “meninos da Vila” estavam dando espetáculos e valorizando o passe deles, por tabela daria lucro ao Santos nas futuras negociações da garotada.
Lembro-me da crucificação que Dunga sofreu quando da não convocação de Neymar e Ganso para a Copa do Mundo. Poucos pensaram em alguns pontos: Neymar e Ganso, antes de 2010 não eram nada (não tinham estourado ainda), nunca tinham sido convocados para a seleção, ou seja, experiência de seleção era 0, mas poucos na época vislumbraram o problema de autoridade que a convocação de ambos teria para o técnico Dunga. Eu dizia na época, se Dunga convocar Ganso e Neymar, mas principalmente o Ganso, ele estará jogando a sua autoridade de treinador no lixo, onde tudo aquilo que foi criticado na Copa de 2006 seria aceito novamente, pois convocar um jogador que peita o próprio técnico na frente de uma multidão é suicídio profissional. Agora com as revelações sobre o comportamento extra-campo (que desagradava até outros jogadores do próprio Santos) de Neymar nas concentrações (DU-VI-DO que Ganso não participasse disto) fica claro que Dorival nunca teve a devida autoridade perante os jogadores ou parte deles.
Mas também não sei se Dorival estava esperando uma oportunidade para tentar recuperar a sua autoridade, porém tentou recuperar talvez da pior forma possível.
Sim, sua total falta de autoridade perante o grupo ou pelo menos uma parte dele ficou exposta a todos. Tentou recupera-la em um primeiro momento de forma correta, exigindo uma punição ao jogador pelo clube, e aceitou a punição proposta. Só que Dorival, digamos (isto com base nas informações que o Santos divulgou) também Neymeizou a situação ao final. Ou seja, aceitou em um primeiro momento porém peitou depois a diretoria afastando Neymar em mais jogos. Ou seja, ele estava agindo da mesma forma que Neymar agiu e que ele combateu, e a Diretoria não teve outra saída, até para justificar a punição ao Neymar em demiti-lo. A demissão de Dorival pode parecer exagerada em um primeiro momento, mas não é. Ela foi necessária para justificar a punição imposta ao Neymar. Como justificar para o Neymar a sua punição sendo que o próprio técnico está peitando a autoridade superior à ele?
Fazendo um paralelo com o mundo corporativo é como se um super funcionário (vou colocar a categoria só para exemplificar viu pessoal de marketing?) de Marketing que está fazendo uma empresa decolar mais que foguete espacial da Nasa, mas que tem um comportamento onde peita o seu chefe e fala abobrinha dos concorrentes, mas não pode ser repreendido por orientação da Diretoria pois está fazendo a empresa crescer. Mas em um grande evento onde está todo o mercado, peita a chefia e colegas de trabalho em público xingando-as. O chefe óbvio que vai exigir da Direção da empresa uma punição severa. A punição é imposta com a multa e suspensão, mas o chefe, sem autorização superior (ou seja, também estava peitando a autoridade superior a ele) afasta o referido funcionário das principais funções e projetos que o cargo impõe. Ou seja, o próprio chefe acaba praticando algo que combateu contra o funcionário. E no mundo corporativo isto não é aceito, pois se você exigiu um determinado comportamento de seu subordinado, você como autoridade tem por obrigação ter o mesmo comportamento e por que no futebol seria diferente?
Errou Neymar que pensa que é o rei. Errou a Diretoria que sempre passou a mão na cabeça do garoto. E errou o Dorival que fez exatamente o que estava combatendo, peitar a autoridade. Infelizmente, eu como torcedora do São Paulo Futebol Clube não gostaria de ter um técnico que demonstrou claramente não ter o comando de um time. Que aceita calado os desmandes da Diretoria, mas que também pode ter rompantes de falta de respeito pela autoridade gerando um clima muito ruim dentro do grupo. E na atual conjuntura do tricolor é que eu menos quero no momento.
Mas espero que todos aprendam com o episódio, Neymar, o Santos e Dorival.

Um comentário:

  1. eu tb quero ele como tecnico do SAO PAULO
    está uma vergonha o nosso time.
    aff nunca vi o sao paulo tao ruim
    bjs
    luciana-pace

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