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16 de set. de 2010

Uma Rosa Com Amor 2 - Claude e Rosa depois do Casamento Parte 12

Claude e Seu Giovani fazem uma careta pela bronca de D. Amália, mas ao final Claude dá um sorriso para a sogra que a deixa embaraçada, se levanta e dá um beijo estalado na bochecha dela e diz:
C: Adoro a senhora de corazón! E respeito muito e admiro o Seu Giovani. – Diz Claude que dá um abraço no sogro também.
G: Doutore, também gostamos muito do senhore sim. Eu no começo, não achava certo a relação do senhore com a Fina, pois tinha medo dela sair machucada e magoada novamente, mas vi o quanto o senhor a ama. – Diz Seu Giovani emocioando.
C: Eu sei Seu Giovani que tudo o que o senhor fez foi por amor à Fina. Os pais sempre devem amar e proteger os filhos. – Diz Claude
A: Também gosto muito do senhore. – Diz D. Amália fazendo um carinho no rosto do Francês. O carinho alegra o francês, mas ao mesmo tempo o entristece pois ele nunca teve o mesmo carinho que D. Amália lhe dá da própria mãe.
A: Mas doutore, precisamos resolver algo. – Diz D. Amália. Claude e até Seu Giovani olham sério para ela sem entender.
C: Fala D. Amália. O que foi que precisamos resolver? – Pergunta Claude.
A: O que vamos fazer com a Rosinha? Ela vai ter alta hoje, mas eu vou ficar aqui, mas ela precisa de leite materno e a Fina ainda está na UTI. – Diz D. Amália.
C: É mesmo. Non tinha pensado nisto. Vou resolver este assunto. – Diz Claude preocupado. Ele fica quieto um pouco e ao mesmo tempo pensativo e depois diz
C: Bom D. Amália, a senhora vem comigo para me dar uma ajuda, mas antes vou ao banheiro. A senhora me espera? – Pergunta Claude.
A: Claro Doutore. Pode ir. Eu espero aqui – Diz D. Amália.
Enquanto Claude vai ao banheiro, D. Amália e Seu Giovani ficam na sala de espera.
G: Droga. Agora só podemos ver a Fina em horário de visita – Resmunga o velho.
A: Homem de Deus. Por favor, não ensine as suas manias ao Doutore. A Fina não vai gostar. – Diz Amália.
G: Nós só queríamos ver a Fina, só isto. E o Doutore já tava quase morrendo de saudades dela. – Diz Seu Givoani
A: E você Homem de Deus, ao invés de acalmá-lo, incentiva ele a burlar as regras do hospital. Estão parecendo mais pai e filho do que sogro e genro. – Diz Amália rindo.
G: Gosto muito dele sim. Não imaginava que fosse gostare tanto do Doutore assim, mas vi que ele é um homem muito bom e que ama muito a nossa filha e é isto que importa. – Diz Seu Giovani.
A: Mas gostar não significa passar as manias pra ele viu? – Diz Amália rindo.
Enquanto isto no banheiro Claude lavando o rosto fica pensando em como Rosa e seus sogros mudaram a sua vida e para melhor. Quando pensa nisto, sente uma paz incrível que toma o seu corpo. E esta paz o faz decidir: Rosinha ficará hospedada junto com eles no hotel. Ele só precisa comprar às pressas um berço para montar no hotel, uma banheirinha móvel e trazer a babá que já havia sido contratada por Rosa e por ele. Rosinha dormiria no mesmo quarto que D. Amália e a Babá e Seu Giovani ficaria em um quarto e ele em outro. Com a decisão tomada, o nosso pão francês sai do banheiro.
C: D. Amália, já decidi, a Rosinha vai ficar hospedada aqui junto com nós no hotel. Vou comprar em uma loja um berço simples e uma banheirinha móvel e vou trazer a Sílvia (babá) para cá com as coisas delas. A senhora fica hospedada junto com elas e Seu Giovani fica em um quarto ao lado e eu em outro. Tudo bem para a senhora? – Pergunta Claude.
A: Por mim tudo bem. E pra você homem? – Pergunta D. Amália para Seu Giovani.
G: Por mim tudo bem. Se não tem outro jeito – Diz Seu Giovani.
C: Bom, então vamos D. Amália e Seu Giovani escolherem o berço e a banheira. E depois voltamos pra cá para montar – Diz Claude.
Os três saem juntos junto com o motorista Rodrigo e chegam à loja em que Claude e Rosa já tinham comprado os móveis do quarto de Rosinha.
Quando os três chegam à loja, vêem que tem três modelos diferentes e com cores Verde e Branca para a alegria de Seu Giovani e Claude (Que tinha virado palmeirense fanático. Influência do sogro), mas o modelo mais simples era da cor Rosa e Branco. Seu Giovani e Claude ficam quase 3 horas na loja tentando se decidirem qual modelo levar. D. Amália sempre tentava convence-los a levar o modelo mais simples, porém nunca conseguia. Quando Rosa estava grávida, ela e Claude tinha ido à loja e escolhido um modelo de jogo de berço em tons branco com amarelo claro, visto que eles não quiseram saber o sexo do bebe. Claude naquela época já queria um jogo nos tons verde e branco, mas Rosa fez pé firme e escolheu este tom de cores.
Finalmente D. Amália se irrita com a indecisão dos dois e diz:
A: Homens de Deus! Estamos aqui a mais de 3 horas e vocês não sabem qual berço escolher? Tem que ser o mais simples, porque vai ser usado somente durante 15 dias. E depois será doado. Não precisa se cheio de coisinhas. – Diz D. Amália emburrada.
C: A senhora está certa – Diz Claude meio a contragosto.
Finalmente eles aceitam levar o mais simples. O vendedor da loja pergunta:
V: Querem uma equipe para montagem do berço e da banheira? Temos uma equipe disponível neste momento na loja.
C: Non precisa, eu e MEU SOGRO sabemos montar qualquer coisa. – Diz um Claude orgulhoso e com o peito estufado para o vendedor que se segura pra não rir.
G: MEU GENRO sabe fazer tudo – Diz Seu Giovani orgulhoso pelo genro que tem.
D. Amália se divertia por dentro pela situação, mas sabia que nenhum e nem outro conseguiriam montar o berço e faltava pouco tempo para a alta da neta. Então ela diz:
A: Homens de Deus, se vocês levaram mais de 3 horas para se decidir na compra de um berço, quanto tempo vai demorar a montá-lo? Acho melhor ser a equipe da loja, eles montam bem rápido. – Diz D. Amália.
C: Não D. Amália. Não precisa. Sabemos fazer tudo né Seu Giovani? – Diz Claude.
G: Sim Amália. sabemos fazer tudo – Diz Seu Giovani.
D. Amália não consegue convence-los a aceitar a equipe de montagem, mas tem uma idéia. Finge que está olhando algo enquanto os dois saem com as peças, mas não realidade está falando com o gerente que fica ao lado dela e que percebe o que ela queira fazer.
A: Olha Doutore, estes dois só não são mais atrapalhados por falta de espaço e eles não vão conseguir montar o berço. O senhor tem um cartão para que eu possa ligar para pedir socorro?
Gerente: Sim minha senhora. Tenho um cartão aqui. É só ligar e em menos de 5 minutos eles estarão lá.
A: Obrigada. Pode ter certeza que vou ter que chama-los. Deixem-nos de prontidão. – Diz D. Amália.
G: Vamos mulher! Anda ou vamos chegar muito tarde no hotel. – Diz Seu Giovani bravo na porta do carro e que não percebe o que D. Amália fazia.
A: Já to indo Homem de Deus! – Diz D. Amália que esconde na bolsa o cartão da loja.
Os três vão primeiramente ao apartamento, onde pegam as coisas para Rosinha e a babá que já estava de prontidão. Apesar do trânsito intenso, conseguem chegar ao hotel rápido.
Claude e Seu Giovani começam a preparar a montagem, porém ficam mais perdidos que cego em tiroteio.
C: Porque não veio um esquema? Seu Giovani, acho que temos que começar com esta parte. – Fala Claude segurando um peça do berço
G: É mesmo doutore, acho que devemos começar com esta parte mesmo. – Diz Seu Giovani com cara de interrogação. A mesma cara tinha Claude.
Depois de meia sem sucesso, Claude coça a cabeça e percebe que não conseguirá montar o berço. Seu Giovani também percebe a mesma coisa.
C: D. Amália acho que a senhora tinha razão. Devíamos ter aceitado a oferta de eles montarem o berço. – Diz um Claude meio decepcionado por ter que admitir que não conseguiu montar o berço.
A: Bem que eu avisei, mas vocês, orgulhosos como são, não iriam admitir isto nunca. Precisavam provar a todo mundo que são capazes de tudo. Ainda bem que me preveni e combinei já com o gerente. É só ligar neste número e pedir para eles virem até aqui para montar. – Diz D. Amália entregando o cartão da loja para Claude.
C: Muito obrigado D. Amália. Agora sei pra quem Rosa puxou no sentido de ser prevenida. – Diz Claude dando um beijo delicado no rosto da sogra.
Claude liga e pede para que a equipe de montagem venha. Eles chegam e em menos de 15 minutos montam o berço e a banheira para decepção de Claude e Seu Giovani que se sentem derrotados e humilhados.
Após as montagens, Rosinha, que já tinha tido alta, chega ao quarto com a babá. Claude todo babão vai para pegar a filha e ficar ninando ela (socorroooooooo. Quero ser a Rosinha por cinco minutos pelo menos. #ComoFaz?)
C: Vem cá minha pequena Cherry. Teu papai tava com saudades. Meu tesouro. – Diz um Claude todo babão pra filha.
Rosinha, chora um pouquinho o que assusta o francês, mas Sílvia o socorre. O choro é de fome e a babá já tinha sido orientada pelos médicos a dar o leite materno de Rosa que era coletado e tratado para retirar qualquer indício de remédios (galera, não sei se isto é possível na vida real). Claude se frustra um pouco com a cena, porque desejava ver a cena de Rosa amamentando sua Rosinha.
Rosinha depois de ser amamentada dorme como um anjo. Deixando todos com caras de bobos.

Debate URCA: Rosa descobriria a sua força interior sem a ajuda de Claude?

Hoje completa 1 mês do último capítulo da novela Uma Rosa Com Amor. E algo que me atraiu na novela, foi a transformação de Rosa, não só física, mas psicologicamente.
No decorrer da novela, vemos como Rosa se transforma. A transformação física (aqui no como se vestir, se arrumar) é clara e evidente, mas tem também a transformação interna dela como pessoa, ou a descoberta de uma força que nem mesmo ela sabia que existia.
Vi que Claude foi importante não só como o bonito francês que precisa da cidadania brasileira através do casamento forjado com a sua secretária, que é “feia e desajeitada”, para realizar o seu sonho de construir casas populares. Claude foi importante também em mostrar à Rosa, o quanto ela é forte e que ela pode ser feliz se libertando de um sistema familiar patriarcal tradicional e até um pouco opressivo e que usa a desculpa da preocupação paternal para controlá-la.
Mas será que sem o motivo principal (o casamento com o francês) que a fez mudar fisicamente, e por conseqüência, despertar uma força interna adormecida, isto ocorreria e a libertaria deste sistema? Será que ela por si só conseguira perceber a sua força e lutaria como ela lutou já ao final da novela?

10 de set. de 2010

Resenha Final de Livro: Grau 26 A Origem

Resenha Final: Hoje terminei de ler o livro, e vou finalmente fazer a resenha final, visto que já tinha feito uma parcial (aqui) e dado os meus pitacos inciais.
Conforme tinha dito na resenha parcial, na primeira parte, Sqweegel não tinha me impressionado a ponto de falar "nossa, realmente podemos classificá-lo como Grau 26". Pra mim, os crimes eram como outros qualquer que já tinha passado em qualquer série de tv que trate de serial killer (mais precisamente Criminal Minds).
Só que a maldade e loucura de Sqweegel cresce de tal forma, que imaginar o fim que ele dará em Sibby, uma das personagens centrais do livro e que afetará novamente o seu principal perseguidor assusta até um George Foyet da vida. Sim, ele tem todos os elementos que caracterizam um serial killer, mas ele utiliza estes elementos da forma mais forte possível, levando a maldade para um nível nunca antes atingido.
Sua maldade é tanta e sua vontade de mostrar que sempre esteve a frente durante toda a investigação que acaba por enlouquecer todos que de alguma forma tentaram capturá-lo. E ao final do livro, apesar de não ser dito claramente, ele tem uma ligação com um dois policiais muito maior do que simplesmente uma caçada entre polícia e bandido.
Depois de terminar de ler, fico até com medo de como virá uma versão em cinema. Das duas uma: Ou o filme fará Hannibal ficar no chinelo e a classificação será para pessoas acima de 40 anos tamanha maldade que será mostrada na tela, ou vão tentar amenizar a maldade dele a ponto de perder totalmente o sentido da classificação 26.


Só quem lê o livro, entende a perversidade desta cena.

6 de set. de 2010

Uma Rosa Com Amor 2 - Claude e Rosa depois do Casamento Parte 11

A: Espero que me obedeçam porque eu preciso ir para casa para ver como as coisas estão. – Diz séria D. Amália olhando principalmente para Claude.
C: Pode confiar em mim, D. Amália – Diz Claude sério, que segura a mão de D. Amália.
A: Espero mesmo – Diz D. Amália agora olhando de um jeito terno para o francês.
F: D. Amália, eu se fosse a Senhora não confiaria neste francês não. Acho melhor a senhora ficar. Quer que eu te ajude em alguma coisa? Mas eu com estes dois sozinhos aqui sou peixe pequeno – Diz Frazão quase rindo porque sabe que se Claude e Seu Giovani ficarem sem D. Amália, mesmo com ele pra tentar controla-los, não conseguirá.
A: Não tem jeito doutore. Preciso pegar umas roupas para o Giovani e pra mim, ver como estão a Teresinha e o Dino e a casa. – Diz D. Amália para Frazão.
C: D. Amália confie em mim, por favor – Diz Claude meio triste.
G: Amália, confia no Doutore! Ele ama a Fina! – Diz Seu Giovani já nervoso. Não via a hora de ficar sozinho junto com o Doutore para tentar entrar na UTI e ver a filha.
C: Obrigado Seu Giovani por me entender – Diz Claude olhando emocionado para o sogro.
A: Doutore, eu confio no senhor, e sei que o que o senhor aprontar é porque AMA DEMAIS a Fina, mas tenho medo é que o Senhore e Giovani saiam prejudicados. E principalmente a Fina. – Diz D. Amália que entende que as possíveis atitudes de Claude e Seu Giovani serão feitas por amor à filha.
C: Obrigado por confiar em mim D. Amália – Diz Claude emocionado dando um beijo delicado na testa da sogra.
A: Bom, agora eu preciso ir, porque pode ficar muito tarde para voltar – Diz. D. Amália.
C: Frazão você vai voltar para o escritório de Táxi. E o Rodrigo levará D. Amália para o Casarão e ficará a disposição dela durante todo o tempo. Explica para o Rodrigo, ok? – Diz Claude.
F: Pode deixar francês – Responde Frazão que pensa sorrindo: “Quem te viu e quem te vê, hein Francês”. Quem diria que ele veria um Claude tão apaixonado assim.
Frazão e D. Amália se despedem dos dois e vão embora.
G: E agora Doutore? Como vamos fazer? – Pergunta Seu Giovani.
C: Daqui a pouco sai uma enfermeira da UTI da Rosa. – Diz Claude olhando o relógio.
Cinco minutos depois realmente sai uma enfermeira da UTI. Claude e Seu Giovani vão rápido em direção da porta e ambos olham para trás para verificar se não tem ninguém que pode os entregar e entram sorrateiramente (a porta não é trancada por motivo de segurança em caso de incêndio e outros problemas. “Não sei se é assim na vida real”). Rosa estava no leito de olhos fechados, porém acordada.
G: Doutore, a Fina está dormindo. Acho melhor voltarmos. – Diz Seu Giovani. Antes que Claude pudesse dizer ou fazer algo, Rosa abre os olhos e diz:
R: Mas o que vocês estão fazendo aqui? Não ta no horário de visita! Estão querendo arranjar confusão aqui por acaso? – Diz séria Rosa, mas feliz da vida por dentro pela cumplicidade entre Claude e seu pai.
G: Calma Filha – Diz Seu Giovani
C: Rosa fala baixo para não descobrirem a gente – Diz Claude pondo o dedo indicador delicadamente nos lábios de Rosa. O simples toque fez Rosa estremecer toda.
R: Mas o que o médico falou hein? Agora visitas só no horário certo – Diz Rosa mesmo sabendo que os dois não vão respeitar muito o seu pedido.
R: O senhor está passando todas as suas manias para o Claude pai – Diz Rosa que olha ternamente para o pai e em seguida para o francês, pois sabe que os dois são mais parecidos do que ambos se imaginam.
G: O doutore te ama muito e me entende filha, pois sabe que o que eu faço é porque também te amo e quero o teu bem. – Diz Seu Giovani.
C: Eu te amo Rosa. Não consigo ficar muito tempo longe de você. – Diz Claude todo dengoso.
R: Eu sei que vocês me amam demais, mas tem que entender que aqui não é a empresa ou as nossas casas, viu? – Diz Rosa fazendo carinho no rosto do Francês e olhando para o pai.
Neste momento, o médico chega ao leito por outra entrada e dá de cara com os dois que tomam um susto daqueles. Rosa acaba rindo da cara dos dois mas torce para que o médico não faça um escândalo.
M: MAS O QUE EU FALEI PARA O SENHOR? – Diz o médico olhando sério para Claude.
M: EU NÃO DISSE QUE A PARTIR DAQUELE MOMENTO, AS VISITAS NA UTI SERIAM SOMENTE NO HORÁRIO? VOU FALAR COM A SEGURANÇA – Diz o médico já indo à porta. Rosa se assusta com a mudança de atitude do médico e diz:
R: Doutor, por favor, perdoe estes dois. Eles agem muito com o coração e não com a razão. – Diz Rosa quase chorosa.
O médico se volta para o leito de Rosa e diz sério:
M: Bom, vou relevar esta infração, mas se acontecer novamente terei que tomar as devidas providências. Visitas só no horário. Eu sei que a paciente é uma pessoa especial e.. – Diz o Médico mas sem terminar a frase, pois Claude o interrompe enciumado:
C: Mas como você sabe que ela é uma pessoa especial? – Pergunta Claude furioso e totalmente enciumado.
R: Calma Claude – Pede Rosa constrangida pela cena de ciúme, mas por dentro feliz.
G: O doutore Claude está certo. Como o senhore pode dizer que ela é uma pessoa especial? – Diz Seu Giovani que achou uma falta de respeito com o Doutore Claude como o médico se referiu à Rosa.
M: Calma, disse que ela é pessoa especial, porque em 20 anos de carreira, já vi muitos pais e filhos tentando burlar os horários de visita, mas marido eu nunca vi, e olha que já vi muitos maridos apaixonados. – Diz o médico que entendeu a reação dos dois e quase ria da situação.
G: Mas o senhore então nunca conheceu marido apaixonado. Marido apaixonado só eu pela Amália e o doutore Claude pela Serafina – Diz Seu Giovani fazendo corar Rosa e Claude que abre um sorriso de felicidade.
R: Pai, não me faz passar vergonha – Diz Rosa encabulada.
G: É verdade filha – Diz Seu Giovani um pouco emburrado.
M: Mas agora eu preciso que vocês dois saiam da UTI e faça a visita à paciente só no horário estipulado. Mas vou deixar vocês darem um beijo de despedida – Diz o médico que se segura para não rir da cara de poucos amigos que Claude demonstra para ele.
C: Mon Amour, não tem jeito, vou ter que ir. Te amo Cherry – Diz Claude dando um suave beijo nos lábios de Rosa. Rosa segura a cabeça do Francês e dá um beijo mais impetuoso nele que tem que se controlar para não avançar mais. Logo em seguida se afasta e Seu Giovani chega para se despedir da filha.
G: Filha fique com Deus. A gente vai ficar aqui o tempo que for preciso. Nós vamos ficar aqui na sala ao lado viu? Te amamos – Diz Seu Giovani que dá um beijo na testa da filha.
R: Eu amo vocês dois viu? E muitooooooo. Mas por favor, sem aprontar de novo, ok? – Pede Rosa que joga um beijo para os dois que já estão na porta com o médico que irá acompanhá-los.
C: Ta bom meu amor – Diz Claude meio emburrado. A cara do Francês faz Rosa rir.
Claude, Seu Giovani e o médico saem e na sala de espera da UTI, Claude pergunta sério com a mão no queixo (sério mais pelo ciúme do que preocupação) ao médico:
C: Quanto tempo ela ficará na UTI ainda doutor?
M: Se tudo correr bem, ela pode sair da UTI dentro de cinco dias e depois ficar mais dez dias no quarto até ter alta – Diz o médico.
G: Cinco dias Doutore? – Pergunta Seu Giovani ao médico decepcionado pelo tanto de dias que terá que respeitar os horários junto com Claude.
M: Sim, cinco dias se não houver intercorrências novas na paciente – Diz o médico meio que incomodado com os olhares furiosos provocados pelo ciúme de Claude.
G: Inter o quê? – Pergunta Seu Giovani que não entende o que o médico disse.
C: Se não houver problemas Seu Giovani. Vamos ter que agüentar estes horários curtos para ver Rosa nestes cinco dias – Diz Claude emburrado. Estava bravo agora não só pelo fato de sentir saudades, mas a frustração e raiva só aumentaram porque entrou o componente ciúme nas suas preocupações na visita à UTI.
Depois de 4 horas que D. Amália tinha saído, ela retorna trocada e com roupas para Seu Giovani, e para ela. Mas também com roupas para o Francês porque teria a certeza que o Francês não dará a cara tão cedo no apartamento e por isto foi ao apartamento do mesmo para pegar algumas mudas de roupa e também para dar as últimas notícias para Dádi e Socorro e ver como está arrumado o quarto de Rosinha.
A: Oi Doutore, oi Geovani. Pela cara de vocês, vocês tentaram entrar na UTI né? – Pergunta D. Amália, que tem a certeza da resposta pois a cara de emburrados dos dois entregam.
G: É mulher, tentamos mas não deu certo – Diz emburrado Seu Giovani.
C: Conseguimos ainda vê-la, mas o médico apareceu e nos expulsou de lá – Diz Claude com cara de criança travessa para D. Amália.
A: E aposto que quem livrou a barra de vocês foi a Rosa né? – Comenta D. Amália.
C: Tentamos D. Amália. Chegamos a entrar .... – E Claude explica toda a situação para D. Amália e também sobre o período previsto de internação na UTI e ele não omitiu nem a fala do médico que lhe provocou ciúme. Ao final da explicação D. Amália diz:
A: Aposto que o senhor não gostou muito do tratamento do médico à Fina né? – Comenta D. Amália dando um sorriso para o francês.
C: Não tem ciúme nenhum D. Amália – Diz Claude com a cabeça baixa.
G: Amália deixa o Doutore. – Diz Giovani para a esposa.
A: Ta, faz de conta que eu acredito em vocês dois. Mas também não quero brigar com ninguém, mas vocês mereceram a bronca do médico e da Rosa – Diz Amália séria.

3 de set. de 2010

Uma Rosa Com Amor 2 - Claude e Rosa depois do Casamento Parte 10

Depois de Claude lanchar (incluem aí mais duas coxinhas de frango com catupiry e uma lata de coca-cola no “pequeno” almoço do francês) todos voltam para a sala de espera da UTI. Claude e Seu Giovani vão andando mais pra frente e D. Amália vai acompanhando Frazão.
G: Doutore, como vamos fazer para ver a Fina sem ser no horário de visita? – Seu Giovani estava adorando o francês agora. Tinha percebido que o nosso pão francês realmente amava a filha e entendia as suas atitudes e agora principalmente por ser pai, Claude tinha virado um aliado dele com relação ao seu lado protetor.
C: Bom, eu tinha reparado que tem certos horários que não passa ninguém para ver mais de perto a Rosa. Eles controlam tudo em uma central. E normalmente vão vê-la no horário de tomar o remédio mesmo.
Atrás dos dois, D. Amália e Frazão escutam a conversa.
A: Doutore, não siga as idéias malucas deste homem. – Diz D. Amália.
A: Não quero passar outra vergonha. Vou passar tanta vergonha como naquela vez que fomos à casa de Roberta Vermont procurar a Rosa – Diz Amália
C: Haaa aquele dia foi estranho a bem da verdade. Vou confessar uma coisa Seu Giovani, mas não quero o senhor bravo com a Rosa, ta? – Diz Claude.
Seu Giovani olha assustado para Claude e fica tentando imaginar o que seria a confissão que envolveria a Rosa.
C: Naquele dia, eu e a Rosa estávamos mesmo na casa de Roberta – Diz Claude encabulado.
G: Não falei Amália que a Fina estava lá com o Doutore? – Diz Seu Giovani olhando para D. Amália com aquela cara de “eu estava certo e você não”.
A: Eu sei homem de Deus, mas não vamos remexer em algo do passado que acabou sendo bom para a nossa filha. – Diz D. Amália.
G: Mas porque foi estranho? E onde vocês ficaram que não vimos? – Pergunta Seu Giovani.
C: Então, estávamos perto da piscina e quando a Roberta falou alto para percebermos que vocês estavam na casa, acabamos que pulamos na piscina para se esconder – Diz Claude totalmente sem graça.
G: Mas porque foi estranho? – Pergunta intrigado Seu Giovani.
C: É que ficamos muito próximos para disfarçar também para os americanos e eu senti o meu coraçón acelerar. Acho que era pelo susto de vocês terem aparecido e de termos pulado muito rápido na água. – Diz Claude tentando explicar para Seu Giovani.
G: Doutore, acho que não foi pelo susto que o coração do senhore bateu rápido não. – Diz Seu Giovani dando um sorriso que espanta D. Amália e Claude. Frazão dá uma risada porque entendeu o que o velho quis dizer.
G: O senhore tava gostando da Fina já naquela época. Por isto esta sensação. Mas não vou brigar com a Fina e nem com o Senhore. Foi tudo obra do destino para vocês ficarem juntos– Diz Seu Giovani olhando diretamente nos olhos do francês e dando um sorriso.
A: Foi obra de Santo Antônio – Diz Amália
C: Sendo o destino ou de Santo Antônio, eu não tinha percebido que já gostava da Rosa naquela época – Diz Claude encabulado.
F: Mas você é lerdo né Claude? A ligeira é a Rosa. Alías, todo mundo já percebia que você estava completamente apaixonado pela Rosa. Só você que não. – Diz Frazão rindo. D. Amália e seu Giovani também riem. Claude fica super sem graça mas dá um sorriso.
A: Mas não quero vocês dois me fazendo passar vergonha com os médicos viu Doutore e Giovani? – Diz D. Amália um pouco séria olhando pro francês e o italiano.
C: Sim D. Amália – Diz Claude fingindo que concorda.
G: Está bem Amália – Diz Seu Giovani meio emburrado.
F: E a senhora acha que o Claude vai obedecer? Pra ver a Rosa, ele enfrenta até o papa D. Amália

2 de set. de 2010

Uma Rosa Com Amor 2 - Claude e Rosa depois do Casamento Parte 9

Claude finalmente sai da UTI e no corredor encontra com Frazão. Frazão quando vê o amigo saindo da UTI abre os braços para dar um abraço no Francês.
F: Ei amigão. Parece que finalmente este pesadelo acabou. – Diz Frazão dando um abraço.
C: Mon Dieu. Pensei que isto nunca iria acabar. Mas Rosa está bem sim, já está acordada. Mas como você soube? A lanchonete é do outro lado do hospital e D. Amália e Seu Giovani estão lá. – Pergunta o francês para o amigo.
F: E precisa alguém me contar? É só ver a sua cara! Literalmente o seu rosto mudou. Agora parece aquele Claude bobo e apaixonado pela Rosa que eu conheço. – Diz Frazão rindo.
C: É, mas quase faço uma burrada a ponto de perder Rosa novamente. – Diz Claude um pouco sério e com o rosto virado contra a parede para Frazão não perceber a cara de menino levado que apronta alguma.
F: O que você fez hein Francês? – Pergunta Frazão tentando imaginar o que Claude tinha aprontado. Ele sabe que Claude é o campeão dos foras, mas dar um fora com a mulher que acabou de sair de um coma já é demais até pra ele, Frazão.
C: Eu disse que eu tinha descoberto o quanto eu amo a Rosa. – Diz Claude com a cabeça virada para a parede.
F: Ai Meu Deus. Eu não acredito. Você disse isto mesmo? – Pergunta um Frazão incrédulo pelo fora de Claude.
C: Sim – Responde Claude agora de frente para Frazão com a cabeça baixa que nem criança que apronta
F: Então até a internação da Rosa você não sabia que a amava? – Pergunta Frazão.
Frazão sabia que Claude sabia que amava a Rosa desde “a descoberta” no final do seqüestro de Rosa pelo Egídio, mas queria provocar um pouco o amigo. Depois dava um “pedala Robinho” na nuca do francês.
C: O Frazón, lógico que eu sempre soube que amo a Rosa. Quer dizer, desde o dia do maldito seqüestro, mas o que eu não sabia é que o meu amor por ela é muito maior do que eu podia imaginar. É algo tão forte, tão forte que é muito maior que o universo. Muito maior do que eu poderia imaginar. – Diz Claude.
F: Mas você explicou isto pra ela? Do jeito que a Rosa é, não queria estar na sua pele não – Diz Frazão já imaginando o que tinha ocorrido na UTI
C: Sim, falei tudo isto, non com estas palavras assim, mas falei, mas no começo ela disse que non acreditava em mim. Dizia que eu nunca tinha a amado. Que eu só mentia e pediu o divórcio. Quando ela pediu o divórcio quase morri – Claude conforme ia falando esta frase abaixa a cabeça. Sabe que Frazão vai dar uma aloprada nele.
F: Mas tu é burro hein francês. A mulher fragilizada e você me dá uma dessas! Merece sim o divórcio – Diz Frazão dando o “pedala Robinho” no Claude.
C: Ai Frazão! Nem em pesadelo eu quero o Divórcio, “atiiiiinnnnnnn” – Diz Claude que pega alergia da palavra Divórcio.
F: Opa, alguém pegou alergia da palavra Divórcio. A alergia da palavra casamento você se curou com a Rosa, mas esta você pegou de si mesmo. – Diz Frazão rindo.
C: Engraçadin você non? – Diz Claude meio emburrado das brincadeiras do amigo.
F: Mas como você reverteu o pedido de divórcio? – Pergunta Frazão que acha que Rosa tinha pedido o divórcio mesmo para o francês.
C: Aquele furacón de mulher tinha entendido sim a minha explicaçón, mas quis me provocar. Ela quase me mata de desespero isto sim. Pensei que iria perde-la novamente – Diz um Claude meio encabulado de vergonha por ter sido meio que enganado por Rosa.
F: Rosa aplicando pra cima de você. Esta eu queria ter visto. – Diz Frazão dando uma sonora gargalhada. A gargalhada foi tão alta que uma funcionária do hospital olha feio pros dois.
C: Que é isto Frazón? Para de rir. E tá todo mundo olhando – Diz Claude meio zangado pela alopração de Frazão e pela gargalhada alta.
F: Desculpe Claude. Mas é que foi engraçado. – Diz rindo Frazão.
Enquanto eles conversavam iam andando no hospital em direção à lanchonete. Chegando na lanchonete encontram D. Amália e Seu Giovani que estavam comendo, cada um, uma fogazza com suco de uva.
A e G – Olá Doutore – Cumprimentam Frazão, D. Amália e Seu Giovani.
F: Olá D. Amália e Seu Giovani – Diz Frazão cumprimentando Seu Giovani com um aperto de mão e um beijo em D. Amália
G: Doutore Croudes. A Fina está bem? – Pergunta Seu Giovani.
C: Sim, a Rosa está muito bem agora. – Diz Claude dando um leve chute na canela de Frazão. Frazão faz uma careta, mas entende que é o sinal pra não comentar nada a respeito do furo que o Francês deu com Rosa.
C: Eu fui expulso lá da UTI pelo médico. Agora só podemos ver a Rosa na UTI nos horários certos. O médico estava fazendo uma concessão pra nós. – Diz Claude meio emburrado por ter que respeitar as regras a partir de agora.
G: Mas o Sr. Acha que nós vamos respeitar estes horários de visita? – Diz Seu Giovani em uma entonação de combinação com Claude.
C: Vamos respeitar sim Seu Giovani – Diz Claude dando a entender que não vão respeitar e que já tinha combinado com o pai de Rosa só pelo olhar entre eles.
A: Doutore, não entra na deste homem. – Diz D. Amália preocupada.
F: Hiiiiii D. Amália, o Francês aí está virando um verdadeiro Petroni isto sim. Pro meu filho namorar a Rosinha, só na frente dele e com diversas regras – Diz Frazão dando um leve empurrão com o ombro no francês e rindo.
A: É um menino!!! Parabéns Doutore – Diz Amália que dá uma abraço em Frazão.
G: Um varão! Parabéns – Diz Seu Giovani que também dá os cumprimentos para Frazão.
G: Mas o Doutore está certo! Tem que ter decência. Nada de namorar longe das nossas vistas. Tem que ter respeito – Diz Seu Giovani.
C: Ainda mais se puxar o pai né Frazón? – Diz Claude. Frazão faz uma careta pra Claude que cai na gargalhada. Uma pequena vingança pela tiração de sarro que Frazão aplicou no francês.
A: Doutore não siga os conselhos deste homem que Fina não vai gostar – Diz D. Amália.
C: Eu sei D. Amália, mas antes mesmo de eu ser pai que eu entendo o Seu Giovani. Desde antes da recepção para os americanos que eu entendo o Seu Giovani – Diz Claude.
Esta fala faz D. Amália e Seu Giovani se espantarem.
G: Então o senhore entendia o porque de eu agir daquela maneira naquela época? – Pergunta Seu Giovani emocionado.
C: Sim Seu Giovani. Eu sabia e admirava e ainda admiro que o que o senhor queria era somente o bem de Rosa e que ela não sofresse como ela sofreu com aquele outro desgraçado – Diz Claude sério e com uma pequena lágrima nos olhos.
G: Obrigado então doutore por me entender – Diz Seu Giovani dando um abraço no francês.
C: Imagina Seu Giovani – Diz Claude.
C: Bom agora vou pedir o meu lanche. Garçom, eu quero 2 X-Tudo e uma Coca-Cola 600ml – Pede Claude ao garçom.
A: Agora o Doutore ta mais calmo mesmo. Ta pedindo o que a Rosa não iria gostar de ter ver comendo. – Diz D. Amália fazendo os 4 caírem na gargalhada.

1 de set. de 2010

Uma Rosa Com Amor 2 - Claude e Rosa depois do Casamento Parte 8

Após a saída de Seu Giovani e D. Amália, Claude fica sentado próximo ao rosto de Rosa, fazendo afagos nos cabelos da esposa e olhando-a com ternura.
R: Claude, quanto tempo eu estou no hospital? – Pergunta Rosa assustada com as olheiras de Claude e o estado dele que dá a impressão que tem dias que ele não dorme.
C: Dois dias Cherry. Você ficou em coma induzido. Eu quase te perdi. E se eu perdesse você eu morreria junto – Diz Claude chorando novamente, mas desta vez era um choro de felicidade. Finalmente a calma estava entrando em seu corpo.
R: Meu Deus. Dois dias? Eu pensava que tinha sido algumas horas somente. – Comenta Rosa assustada. Agora entendia o estado de Claude.
Claude pára de chorar e dá uma suspirada grande como que tirando de seu corpo todo o desespero que ele sentiu nestes dois dias.
C: Mas sabe que tudo isto foi bom? – Diz Claude dando um sorriso lindo para Rosa.
Rosa não entende o que ele quis dizer e fica um pouco brava com o Francês, mas ela sabe que aquele sorriso é bom sinal.
R: Como pode ter sido bom hein Seu Francês de meia tigela? Eu quase morri viu?– Diz Rosa dando um leve beliscão na mão ele, mas ela colocou uma força maior que nem ela mesma esperava.
C: Ai Doeu viu? – Diz Claude. O pior é tinha doído mesmo pensa o francês, mas isto era bom pra ele, pois era a prova que precisava para ter a certeza que Rosa estava bem.
R: Ai Desculpa amor. Mas porque foi bom tudo isto? Eu quase morri e você quase pira com tudo isto. Sério que até agora eu não entendi o que isto teve de bom. – Diz Rosa.
C: É que eu percebi o quanto eu te amo Cherry – Diz Claude olhando nos olhos de Rosa
R: Hãn, como que é? – Olha Rosa incrédula para o Francês.
“Ai Mon Dieu, acho que falei besteira. Você novamente colocando os pés pelas mãos, né Claude? Se não fosse Rosa em sua vida.” Pensa Claude se preparando para ouvir as broncas de Rosa e que não seriam poucas.
R: Então quer dizer que você não me amava antes? Aquilo que você falou no Heliponto logo após a morte do Egídio foi mentira? E o casamento na igreja foi uma mentira também? Que você se casou comigo na igreja só porque eu virei a presidente da construtora? – Fala Rosa chorando. Ela só não desejava morrer porque agora tinha uma filha.
C: Non é nada disso Rosa. Eu só descobri que o meu amor por você é muito, mas muito maior do que eu podia imaginar. Se existisse um medidor de o quanto a gente ama uma pessoa, acho que eu o quebraria, porque o meu amor por você é maior que o limite do medidor. Meu amor por você é maior que o universo. Eu simplesmente não sei viver sem você. EU TE A-MO SE-RA-FI-NA. – Diz Claude torcendo pra Rosa acreditar nele e dando beijos no rosto de Rosa.
Rosa estava com o rosto virado ao contrário da direção de Claude. Ela tinha entendido o que Claude quis dizer nesta explicação e por dentro estava pulando de alegria e felicidade, mas não iria dar este gostinho de vitória ao Francês. Iria provocar um pouco ele. Estava chorando, mas era de felicidade, mas deixaria o francês pensar que era de raiva, tristeza e mágoa. Sem olhar para o francês diz:
R: Não acredito em uma única palavra do que você me disse agora. Você nunca me amou não me ama agora e nunca vai me amar. Você só mente Claude. Como posso ter a certeza que você realmente me ama? Eu quero o DIVÓRCIO – Diz Rosa frisando a palavra divórcio e sem coragem de olhar para Claude, pois estava com medo se foi longe demais na brincadeira.
Claude entra em desespero.
C: Rosa olhe para mim, por favor. – Diz Claude que vira delicadamente o rosto da esposa para a sua direção.
Rosa acaba olhando para Claude e se assusta com a reação do francês. Era a reação de um homem derrotado e desesperado. Ela vê que foi longe demais com a brincadeira.
C: Rosa, eu sempre te amei, mesmo quando não sabia ainda que te amava, eu te amo e vou te amar sempre. Você é a mulher da minha vida. Eu só não tinha idéia da dimensão deste meu amor por você. Na realidade eu não tenho. O meu amor por você é mais forte que eu. Eu não posso te perder. – Diz Claude desesperado olhando pra Rosa de um jeito que a faz se arrepender até a última célula de seu corpo da brincadeira.
Rosa, agora realmente séria e triste pela própria brincadeira que tinha feito, mas feliz por ter a certeza do amor de Claude diz:
R: Claude me desculpe de verdade, eu entendi sim o que você quis dizer quando explicou que o seu amor por mim é muito maior do que você mesmo imaginava. Quando você disse que tinha descoberto o quanto me amava eu realmente não tinha entendido e fiquei brava e triste realmente achando que você tinha me enganado todo este tempo, mas depois você explicou e eu entendi mas só que quis fazer uma brincadeira com você mas acho que fui longe demais. EU TE AMO seu Francês de meia tigela. – Diz Rosa fazendo carinhos no rosto de Claude.
Claude segura a mão de Rosa e a beija delicadamente.
C: Ufaaaaaaaaa! Mas se você fizer mais uma brincadeira destas, você vai ficar viúva cedo, porque meu coração não agüenta, viu seu Furacón Italiano? Não devia te perdoar, mas te perdôo sim porque o meu amor por você me impede de ter qualquer raiva de ti. – Diz Claude sorrindo e beijando Rosa. Beija o rosto, a mão. Rosa começa a retribuir os beijos também e ambos por um segundo e por todo o tempo do mundo (adivinhem de onde tirei este trecho pessoal?) se esquecem que estão em uma UTI de hospital. Só voltam a si quando o monitor ao lado de Rosa começa a apitar de forma irritante, avisando que uma conexão ligada a ela tinha se soltado.
Com o barulho, a enfermeira e o médico voltam para Rosa. O médico diz:
M: Vejo que a senhora está mais calma e se recuperando MUITO BEM. Diz o médico.
A frase e o frisar MUITO BEM fazem Claude e Rosa corarem de vergonha.
M: Estamos desde quando você internou burlando algumas regras aqui. Deixando o seu marido e seus pais mais tempo que o normal aqui na UTI e ficando mais de 2 pessoas no horário de visita, mas agora que você está melhorando podemos voltar às normas. – Diz o médico, deixando Claude e Rosa incrédulos pela generosidade do médico.
C: Doutor, se tiver algum problema, eu me responsabilizo viu? Não quero causar problema algum para você ou sua equipe. – Diz Claude.
M: Não, não há problema algum. Só estou aplicando extra-oficialmente uma teoria minha de internação em UTI humanizada, onde a presença de pessoas queridas pelo paciente pode melhorar o quadro clínico. Óbvio que se o quadro for extremamente grave e com risco alto não podemos aplicar esta teoria, mas em casos como o de Rosa sim.
Claude e Rosa sabem que o francês terá que sair da UTI, mas ainda assim olham para o médico. O médico percebe o pedido e diz:
M: Só um minuto viu? A enfermeira vai cronometrar, porque se não, o seu marido fica aí até a sua alta. – Diz o médico quase rindo e fazendo Rosa e Claude rirem e corarem de vergonha.
O médico sai, mas a enfermeira de longe fica olhando para controlar o tempo.
C: Bom Mon Amour. Eu vou sair, mas estou aqui perto. Vou finalmente comer alguma coisa que só agora estou com fome – Diz Claude dando beijos em Rosa.
R: Você não comeu nada nestes dois dias?? – Pergunta incrédula Rosa. Rosa realmente se assusta, pois Claude era uma verdadeira draga em matéria de comida. Vivia pedindo lanches para Janete (Escondido de Rosa óbvio. Tinha até esquema especial de entrega para Rosa não saber) e em casa viva atacando a geladeira (também escondido de Rosa). Se não era Rosa para controlar e academia ele já teria virado uma bola ambulante. Pra ele não comer era sinal que ele REALMENTE tinha ficado desesperado.
C: Viu Rosa, o meu desespero foi tanto que nem fome eu tinha. Mas não quero esta forma de emagrecimento viu? – Diz Claude enquanto vai beijando Rosa que não consegue nem responder porque o que mais quer neste momento é beijar o marido.
De longe a enfermeira que controla o tempo da visita de Claude suspira e pensa: “Jesus, que mulher de sorte, além de lindo, completamente apaixonado. E no meu caso, em uma chuva de Francês como aquele cai no meu colo um pobre, feio, desdentado e desempregado. Realmente tem mulher que tem sorte”
E: Bom, acabou o tempo de visita. – Diz a enfermeira.
C: Cherry – Beija Claude
R: Fala amor – Beija Rosa.
C: Já disse hoje que te amo? – Beija Claude
E: Não quero atrapalhar, mas já atrapalhando. Acabou o horário da visita – Atravessa a enfermeira.
C e R – Desculpa – Dizem completamente sem graça Claude e Rosa.
Claude vai saindo quando Rosa fala:
R: Você não me disse hoje que me ama – Diz Rosa jogando um beijo com a mão.
Claude simula que pega o beijo e que beija o beijo e joga no ar para Rosa pegar e diz:
C: Eu te amo Serafina Rosa Petroni Geraldi, Meu Furacón Italiano. – Diz Claude sendo “delicadamente” conduzido pela enfermeira até a porta.
R: Eu também te amo meu pão francês – Diz Rosa com um sorriso vendo Claude saindo da UTI.
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